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FIT-BH 2018 leva mais de 25 mil pessoas para espetáculos que ocuparam 37 espaços da capital mineira

Ao longo de 11 dias, o festival realizou 59 apresentações com trabalhos de 12 países e oito estados brasileiros, fomentando o mercado de artes cênicas nacional e internacional, com o envolvimento de 280 artistas e 100 profissionais da cultura de BH

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e o Instituto Periférico promoveram entre os dias 13 e 23 de setembro a 14ª edição do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT-BH), levando aos teatros, parques e praças da cidade mais de 25 mil pessoas.

Além dos espetáculos, o festival ofereceu ao público de Belo Horizonte uma programação com 49 atividades paralelas (ações reflexivas e atividades especiais), como workshops, sessões de leitura, mostra de cinema, rodada de negócios, entre outros, além de apresentações artísticas no Ponto de Encontro, no Parque Municipal. Ao todo, foram mais de 280 artistas envolvidos e 100 pessoas contratadas em Belo Horizonte para a realização do festival. As atividades foram realizadas em 37 pontos da capital mineira – sendo 10 obras apresentadas em espaços públicos, 10 em teatros e 17 em espaços alternativos.

Com o investimento de 3,4 milhões de reais, a 14ª edição do FIT-BH promoveu 59 apresentações de 30 espetáculos (9 da mostra da internacional, 11 nacionais e 10 da mostra mineira) de 12 diferentes países e 8 estados brasileiros. Como uma iniciativa inédita, a escolha das produções cênicas esteve sob a curadoria de uma comissão selecionada por meio de edital público.

Para o secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira, a edição de 2018, a partir da escolha da equipe de curadoria por meio de edital público, trouxe para o FIT reflexões sobre o próprio formato do festival e fomentou debates fundamentais para uma mudança de perspectivas para se pensar a produção artística. “A curadoria, ao propor uma ampliação do olhar, promoveu, ao longo desses 11 dias, momentos de aprofundamento das questões que já estão colocadas na cidade, a exemplo da arte produzida por mulheres e negros”.

Juca também destaca a relevância da troca de saberes para o crescimento dos festivais. “Depois de vivenciar a construção da 14ª edição do FIT-BH, ressalto ainda mais a importância dos festivais para Belo Horizonte, cidade com grande riqueza e potencialidade na produção cultural. Os festivais são momentos em que esta produção entra em contato, de forma intensiva, com produções de outras localidades do Brasil e de outros países, em um movimento de intercâmbio e qualificação. Belo Horizonte tem muitos festivais importantes e o FIT está na origem desse crescimento, assumindo um papel estruturante e de difusão”.

O conceito de corpos dialetos, proposto pelo olhar atento de Luciana Romagnolli, Grace Passô e Soraya Martins e mais três curadores-assistentes – Anderson Feliciano, Daniele Avila Small e Luciane Ramos-Silva - , lança um olhar sobre as diásporas africanas e a cena nordestina, a partir da ampliação do sentido de teatro brasileiro contemporâneo, reunindo nesta edição, um conjunto de trabalhos nacionais e internacionais que faz seu percurso na contramão de uma arte eurocentrada e que abordam, entre outros temas, debates sobre gênero e questões étnico-raciais.

"Além de movimentar a capital mineira com espetáculos e diversas atrações artísticas de altíssima qualidade, o Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte - FIT-BH colocou em pauta discussões importantes sobre o teatro brasileiro contemporâneo e potencializou a política pública de descentralização com programação diversificada em espaços como teatros, parques, praças e ocupações. Nesses 11 dias, moradores e visitantes puderam vivenciar uma experiência transformadora, artística e reflexiva, a partir da excelência apresentada", aponta a presidente da Fundação Municipal de Cultura, Fabíola Moulin.
 
Vale ressaltar que até a última edição, a média histórica da Mostra Nacional era de 66% de espetáculos do Rio de Janeiro e São Paulo. Este ano, esses números se invertem e o Nordeste apresenta 66% dos trabalhos.

A Mostra Mineira trouxe ainda 10 trabalhos também permeados pelo conceito de corpos dialetos, selecionados por uma comissão paritária convidada, composta por membros da sociedade civil (Anderson Feliciano, Carolina Braga, Antônio Carlos Ferreira e Ângelo César Fernandes), e da administração pública (Fernanda Álvares Vidigal, Graziella de Souza Pereira, Márcio Emmanuel de Oliveira Moraes, Roza Maria Oliveira).

Este projeto teve incentivo da Lei Federal de Incentivo à Cultura e pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com o patrocínio do Instituto Unimed-BH e da Cemig; parceria da Caixa e apoio cultural Sebrae, Sesi - Museu de Artes e Ofícios, Sesc MG e Pro Helvetia - Fundação Suíça para a cultura. Realização: Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, Circ e Instituto Periférico. Incentivo: Ministério da Cultura e Governo Federal.
 
Confira os espetáculos da 14ª edição do FIT-BH:
Mostra Nacional: "A Gente Combinamos de Não Morrer" (PB), "A Invenção do Nordeste" (RN), “Assembleia Comum” (MG), "Batucada" (PI), "Chapeuzinho Vermelho" (RS), "Do Repente" (TO), "Isto é um Negro?" (SP), "Looping" (BA), "Merci beaucoup, blanco!" (BA), "Quaseilhas" (BA), incluindo dois trabalhos de Belo Horizonte - "Assembleia Comum" e a performance "Chorar os Filhos", de Nina Caetano.
Mostra Internacional: "Arde brillante en los bosques de la noche" (Argentina), "Black Off (África do Sul/Suíça), "Ceci N'est Pas Noire" (Inglaterra/Bélgica/Zimbabue), "Donde Viven los Barbaros" (Chile), "Eve" (Escócia), "Libertação" (Portugal), "Simón, el Topo" (Peru), "Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas" (Portugal) e "Unwanted" (Ruanda/França).
Mostra Mineira: "Rua das Camélias" (Cia. Vórtica de Teatro), "Two Ladies" (Oh Ladies! Group), "Peixes" (Ana Régis), "Espécie" (Igor Leal – Beijo no seu Preconceito), "Fuck her" (Ludmilla Ramalho), "Deformação" (Priscila Rezende), "A Jagunça" (Insólita Companhia), "O Grito do Outro" – O Grito Meu! (Cia. Espaço Preto), "Sublime Travessia" (Dudude), "A Santa do Capital" (Cóccix Companhia Teatral)

FIT-BH 2018
Desde a sua criação em 1994, o FIT-BH conquistou espaço no calendário cultural de Belo Horizonte. Durante 24 anos e 13 edições, o festival recebeu companhias e artistas de 42 países e ofereceu ao público belo-horizontino 365 espetáculos com linguagens e formatos diferentes, que ocuparam diversos teatros, espaços públicos e alternativos da capital. Desse total, 115 obras foram apresentadas por grupos e coletivos de Minas Gerais. A edição de 2018 foi realizada com o valor total de cerca de 3,4 milhões de reais, semelhante ao realizado na edição de 2016, que totalizou 3,6 milhões.

Foto: Guto Muniz

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