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Quartas de Improviso promove “Quase Interrupções: Oficina de Improvisação em Vídeo e Dança”, no CRCP Lagoa do Nado, em BH

Artistas de diversas linguagens como artes visuais, música, dança, performance, teatro e cinema participam, ainda, da 12ª temporada do projeto, até 16 de outubro, na Galeria Mama/Cadela

Nos dias 21 e 28 de setembro, 05 e 12 de outubro, das 09h às 12h, acontece, no Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado – CRCP/Parque Lagoa do Nado, em BH, a oficina “Quase Interrupções: Oficina de Improvisação em Vídeo e Música”, ministrada pelo músico Matthias Koole e pelo cineasta, videoartista e midiativista Daniel Carneiro. A oficina está aberta a interessados em improvisação musical e intervenções audiovisuais. São 15 vagas, as inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link https://forms.gle/8z84oBjUUBGD2awt7. Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

De acordo com os oficineiros, “a ideia é oferecer um panorama de possibilidades para se trabalhar a mistura de sons e vídeos, colocando o participante em contato direto com a criação de projetos de videoarte, música experimental e práticas de improvisação livre”. Os integrantes serão convidados a participar da apresentação de encerramento da 12ª temporada do Quartas de Improviso, dia 16 de outubro, na Galeria Mama/Cadela, no bairro Santa Tereza.

Sobre os oficineiros

Matthias Koole é violonista e guitarrista com atuação em música contemporânea, experimental e projetos interdisciplinares. É membro do selo/produtor Seminal Records através do qual realiza, em conjunto com Henrique Iwao, o QI – Quartas de Improviso. Atualmente realiza seu doutorado na área de Performance Musical na UFMG, sob orientação de Fernando Rocha e Lúcia Campos.

Daniel Carneiro é cineasta, videoartista e midiativista. Diretor, montador, fotógrafo e roteirista de vídeos e filmes experimentais e documentários. É idealizador e realizador da mostra “Os Brutos”, mostra de filmes sem edição. Integra os grupos Indigestão, Sin Cabeza, Cachorro-Vinagre e Filme de rua. Vive em Belo Horizonte.

Temporada 12 das Quartas de Improviso

Até o final da 12ª temporada do Quartas de Improviso participam Gilberto Macruz, artista visual/sonoro que desenvolve instrumentos não convencionais; Luisa Horta, artista visual, atriz e bailarina que, no terreno da ficção, explora a relação do seu corpo com a arquitetura em fotografias cênico-performáticas experimentais e cotidianas; Maria Anália, instrumentista de objetos, experimentadora de timbres e construtora sonora que utiliza em sua pesquisa instrumentos percussivos não convencionais ressignificados para a prática musical; João Paiva MC, slammer, poeta marginal, professor da rede pública, campeão brasileiro de poesia falada em 2014 e representante do Brasil na Copa do Mundo de Poesia Falada em 2015, em Paris.


A Temporada 12 do Q.I. conta, ainda, com participações de Vinícius Mendes, multi-instrumentista (saxofones, flauta e piano), improvisador, compositor e pesquisador; Marcos Campello, guitarrista carioca integrante do power trio noise rock abstrato Chinese Cookie Poets, que também toca na banda e nos discos de Ava Rocha com uma dezena de álbuns de improvisação livre em parceria ou solo em que experimenta diferentes modos de tocar a guitarra e o violão; Luana Vitra, artista visual, performer e bailarina que em sua pesquisa profana a indústria com a terra, em busca da sobrevivência e da cura das paisagens que habita; e Daniel Carneiro, cineasta, midiativista e integrante do Coletivo Indigestão. As apresentações começam às 19h com a discotecagem de Miguel Javaral e shows às 20h30. Entrada franca.

As temporadas 11 e 12 do Quartas de Improviso contam com apoio da Prefeitura de Belo Horizonte – PBH. Até então, foram realizadas 137 edições do Q.I., por onde passaram quase 190 artistas, sendo que 121 dessas edições foram realizadas desde maio de 2013 de forma independente em diversos espaços da capital mineira.

Sobre o projeto Quartas de Improviso

No Quartas de Improviso, pessoas são convidadas a interagir com Matthias Koole e Henrique Iwao. Matthias toca guitarra e efeitos enquanto Henrique toca seu instrumento de construção própria, a mini-tábua: uma tábua de madeira amplificada, na qual objetos diversos são operados. Acompanha a tábua efeitos operados manualmente e em pedais e o resultado é uma espécie de música concreta ao vivo, improvisada no momento. Os convidados são de diversas áreas, nem sempre artísticas, como música, dança, vídeo, performance, literatura, matemática, geologia, biologia, entre outras. Eles têm total liberdade de realizar o que desejam. Às vezes improvisam e às vezes têm um plano mais marcado. Além dos músicos organizadores, o Q.I. conta em sua equipe com o coletivo 4e25, responsável pela identidade gráfica do projeto.

O Q.I. consolidou-se como ponto de encontro entre artistas e público, bem como laboratório de estilos e expressões artísticas locais, nacionais e internacionais. O projeto vem fomentando a cena cultural de BH com expressões improvisatórias em música e artes intermidiáticas por meio de apresentações, atividades de formação e acesso livre à documentação dos eventos.

Foto: Preto Matheus

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