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BH COMEMORA CINCO ANOS DA CHEGADA DO SEU PRIMEIRO ROBÔ CIRURGIÃO
Milhares de procedimentos realizados e aquisição de novas plataformas marcam a data e colocam Minas em destaque no cenário brasileiro das cirurgias robóticas.
Os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos deram um grande salto de qualidade, em Minas, nos últimos cinco anos. O motivo foi a chegada do robô cirurgião Da Vinci, considerado o que há de mais inovador no campo das cirurgias minimamente invasivas. De lá pra cá, Belo Horizonte ganhou outras cinco plataformas e novos robôs estão para chegar.
O sistema de vanguarda funciona com uma unidade central de imagens, capaz de ampliar em até 12 vezes o campo a ser operado, uma espécie de torre com os braços robóticos acoplados e um console, onde o cirurgião se posiciona e manipula a máquina para realizar o procedimento cirúrgico.
O robô pode ser usado para diversas cirurgias em várias especialidades como cirurgia geral, ginecologia, cardiologia e coloproctologia. Contudo, é nas cirurgias urológicas, especialmente no tratamento do câncer de próstata e de rim, que o equipamento mais se destaca.
Nos Estados Unidos, 95% das cirurgias feitas para o tratamento do câncer de próstata são robóticas.
A presença das plataformas robóticas em Belo Horizonte abre novas perspectivas de tratamento para pacientes que querem ter uma recuperação mais rápida, com menos traumas e menos sequelas. Amplamente difundida em todo o mundo, a cirurgia robótica demanda menos tempo de hospitalização e, no caso do câncer de próstata, vantagens como menor risco de incontinência urinária e impotência sexual.
O urologista Pedro Romanelli, pioneiro nesse tipo de tratamento e um dos mais renomados no país, explica que o procedimento é totalmente seguro. Entretanto, a realização de uma cirurgia robótica de sucesso demanda que o cirurgião tenha formação e treinamento consolidados no uso dessa tecnologia.
Segundo o especialista, boa parte das operações realizadas dentro da cavidade abdominal e torácica têm muito a se beneficiar com as cirurgias assistidas por robôs. “A retirada de tumores de tumores da bexiga é um exemplo. O tratamento desse tipo de câncer quase sempre envolve extração parcial ou completa do órgão. Posteriormente, vem a reconstrução da bexiga, para que o paciente mantenha a capacidade de armazenar urina. Minimamente invasiva, a cirurgia robótica traz uma série de vantagens ao procedimento, sobretudo porque o cirurgião tem condições de realizar movimentos mais firmes e certeiros e, portanto, fazer uma reconstrução mais bem-feita”, diz Romanelli.
Sobre o urologista
Pedro Romanelli é membro e porta-voz da Sociedade Brasileira de Urologia-MG, coordenador do curso de Certificação em Cirurgia Robótica da Feluma, integra o quadro clínico dos hospitais Militar, Mater Dei e Felício Rocho, em Belo Horizonte, e do Instituto Orizonti, em Nova Lima. Primeiro médico mineiro a operar com robô, com cerca de 4 mil procedimentos minimamente invasivos realizadas, sendo grande parte delas cirurgias robóticas.
Saiba mais sobre a trajetória de Pedro Romanelli neste vídeo: https://youtu.be/-1bQfeW8j-8
Foto: Divulgação
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