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Autor lança narrativa que estimula reflexão sobre a sociedade dramatizada
Como diria Raymond Williams, vivemos em uma sociedade dramatizada. Enquanto antigamente o contato com a forma dramática se dava de maneira esporádica, em festivais ou numa ida eventual ao teatro, atualmente é normal que grande parte das pessoas assista em média a três horas de drama por dia. É essa vivência do drama que é questionada pela narrativa do livro A tesoura de Hemengarda, do escritor Gustavo Krawser.
Gustavo Krawser é jornalista pela PUC-Minas, crítico literário pela UFOP e mestrando em Artes Cênicas também pela UFOP. Lançou em 2008 seu primeiro romance, A Coleira de Lúcifer pela editora O Lutador. Atualmente estuda a crise do drama e nesta pós-graduação, teve a inspiração para sua segunda obra ficcional.
Na trama, Alice namora Henrique, que a trai com Ricardo. Felipe, irmão dela, descobre, e para não tornar tudo público exige participação na sacanagem. Essa quadrilha, baseada na transgressão da monogamia e da heteronormatividade, é só armação dramática do narrador para destruir Alice. Não caindo em seu jogo, ao interromper a cadeia de causas e consequências exigida pela ação do gênero drama, ela é condenada à maldição que deixava Mario Quintana apavorado: a Insônia Eterna.
O lançamento do livro, pela editora Cousa, acontece neste sábado, dia 19, num conhecido bar da boemia belo-horizontina: o Vagalume I, no Centro.
Foto: Divulgação
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