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Premiado musical “Vamos Comprar um Poeta” estreia no CCBB Belo Horizonte

Em cartaz entre 18 de setembro e 11 de outubro, o espetáculo dirigido por Duda Maia mistura música, poesia, teatro e movimento para estimular a imaginação do público infantojuvenil

Uma celebração à arte, ao amor pela cultura e a nossa capacidade de invenção. O musical Vamos Comprar um Poeta é isso e muito mais. Inspirado no livro homônimo de Afonso Cruz, o espetáculo conclui a celebrada trilogia Três Histórias de Amor para Crianças, dirigida por Duda Maia, e composta pelas peças A Gaiola e Contos Partidos de Amor (que foram um sucesso de público do CCBB BH).

O espetáculo estreia no dia 18 de setembro, no Teatro 1 do Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte, e segue em cartaz até 11 de outubro, com sessões aos sábados e domingos às 11h e 16h e segundas-feiras, às 16h. A classificação é livre. Os ingressos custam R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada) e podem ser adquiridos pelo site bb.com.br/cultura. A capacidade do teatro foi reduzida em atendimento às exigências dos protocolos sanitários. Mais informações sobre as normas de funcionamento do CCBB bb.com.br/cultura.

Vencedor do prêmio APCA, de São Paulo, na categoria Melhor Espetáculo Infantil, e com seis prêmios no CBTIJ (melhor espetáculo, coletivo de atores, direção, cenário, texto adaptado e iluminação), Vamos Comprar um Poeta é dirigido por Duda Maia, com adaptação de Clarice Lissovsky, direção musical de Ricco Viana, e elenco formado por Letícia Medella, Luan Vieira e Sergio Kauffmann.

Amor e capacidade de invenção

O musical narra a chegada de um poeta à casa de uma família que mora em lugar fictício. Nesse lar, moram um pai, que só pensa em ganhar dinheiro; uma mãe, que organiza todos os dias os trabalhos domésticos; uma menina esperta e curiosa que gosta de entender o significado das coisas; e um menino, que adora fazer contas. A menina pede aos pais para comprar um poeta. E a partir da chegada do Poeta a ideia de produtividade dos moradores da casa começa a se transformar.

Vamos Comprar um Poeta ensina os pequenos a observar borboletas, compor os próprios poemas e a dar abraços. A montagem cria uma divertida reflexão sobre a nossa capacidade de invenção, a amizade e a despedida, com uma encenação lúdica e dinâmica.

“Esse texto é um manifesto lúdico, dedicado ao artista que habita em cada ser humano, especialmente nas crianças. É uma maneira de poder falar com poesia e delicadeza sobre a importância da arte na vida das pessoas. Dirigir Vamos Comprar Um Poeta no cenário atual é realizar uma relevante homenagem à cultura”, destaca a diretora Duda Maia.

Sobre a trilogia Três Histórias de Amor para Crianças

Vamos Comprar um Poeta fecha a trilogia Três Histórias de Amor para Crianças, criada em 2014, e composta pelos musicais A Gaiola e Contos Partidos de Amor. A iniciativa, da Camaleão Produções Culturais, de Duda Maia, e a Palavra Z Produções Culturais, do produtor Bruno Mariozz, tem como objetivo estimular um diálogo entre crianças e adultos por meio de histórias que celebram o afeto humano.

Inspirado no livro homônimo de Adriana Falcão, o musical A Gaiola estreou em 2016, no Rio de Janeiro, e ganhou os prêmios CBTIJ, Botequim Cultural e Zilka Sallaberry, além de ter passado pelas quatro unidades do CCBB, realizado cinco temporadas cariocas, participado de vários festivais e de ter sido apresentado em Cabo Verde e Portugal. A peça conta a história de um passarinho que cai na varanda de uma menina e, enquanto ela cuida dele, os dois se apaixonam. Quando o passarinho fica curado e eles têm que se despedir, resolvem aprisioná-lo em uma gaiola. A partir desse dia, surgem as alegrias e os questionamentos de “ficar preso”.

Já Contos Partidos de Amor é inspirado em contos e poemas de Machado de Assis e escrito por Eduardo Rios. O espetáculo estreou em 2018 e ganhou o Prêmio Zilka Sallaberry nas categorias de melhor direção e figurino. Também circulou pelas quatro unidades do CCBB e foi encenado em festivais em Portugal, nas cidades de Fundão e Setubal. O musical conta a história de quatro pessoinhas amorosas e ciumentas que revelam ao público suas verdades sobre as relações humanas por meio de diálogos bem-humorados, dança e música.

Oficinas com Duda Maia e Bruno Mariozz movimentam temporada

Paralelo às apresentações do musical Vamos Comprar um Poeta, a diretora teatral Duda Maia e o diretor de produção Bruno Mariozz, ministram gratuitamente e em ambiente virtual (plataforma do zoom), as oficinas “O corpo que move e brinca” e “Arte é profissão”. As informações sobre inscrições serão divulgadas oportunamente.

No dia 02 de outubro, acontece a oficina “O corpo que move e brinca” sob coordenação da diretora Duda Maia. A atividade abordará a relação do corpo com a musicalidade e espacialidade. Voltada para professores, orientadores, psicólogos, assistentes sociais e artistas, a iniciativa pretende mostrar aos participantes a importância do corpo no trabalho com crianças.

“Em um primeiro momento vamos dialogar sobre noções básicas de anatomia, fazendo com que cada aluno tenha a oportunidade de conhecer sua estrutura óssea. A partir desta conscientização e com mais domínio sobre o assunto, eles serão capazes de desenvolver um trabalho de improvisação que amplie seu vocabulário corporal e ao mesmo tempo estimulados a trabalhar com as crianças de forma mais livre, consciente e sem sobrecarga muscular. Trata-se de utilizar o corpo brincante para se relacionar com o outro de forma inteligente, saudável, harmônica e criativa. Após essa parte vamos abrir um roda de conversa para que as experiências profissionais e da prática realizada, possam ser divididas e fomentadas no grupo”, explica Duda Maia.

O que você vai ser quando crescer? Já escolheu que carreira seguir? Essas perguntas povoam o imaginário cotidiano de milhares de adolescentes e jovens. E quando se trata de um público exposto a diversas vulnerabilidades, as opções de escolha podem ser reduzidas. E se o assunto gira entorno da arte, cujo acesso é escasso, aí então nem se fala. Como decidir sobre um tema tão necessário e ao mesmo tempo tão desconhecido?

Para responder a todas essas reflexões, o diretor de produção Bruno Mariozz conduz no dia 04 de outubro a oficina “Arte é profissão”. Direcionada a alunos de escolas públicas e/ou beneficiários de ONGs, o encontro irá introduzir o conhecimento das diferentes profissões artísticas, estimulando os participantes a entender, organizar, refletir, debater e expressar seu viés criativo. O objetivo é proporcionar um diálogo sobre a importância de cada indivíduo em sua respectiva área de articulação da cena – da criação à execução, da produção à distribuição – e, desta forma, construir visões sobre novas possibilidades de futuros profissionais no campo da arte.

“Trata-se de um projeto social-político que colocará o jovem participante no lugar de sujeito ativo, potencializando novas oportunidades, ampliando sua visão de mundo e o estimulando a empreender uma nova jornada. Plantar essa semente é um trabalho de empoderamento relevante”, sublinha o produtor Bruno Mariozz.

Ficha técnica:

Texto original: Afonso Cruz

Direção: Duda Maia

Adaptação: Clarice Lissovsky

Diretora Assistente: Juliana Linhares

Intérpretes Criadores: Letícia Medella, Luan Vieira, Sergio Kauffmann

Direção Musical e Trilha Original: Ricco Viana

Letras das canções: Clarice Lissovsky, Juliana Linhares e Ricco Viana

Preparação Vocal: Agnes Moço

Cenário: André Cortez

Figurino: Kika Lopes

Iluminação: Renato Machado

Desenho de Som: Vitor Osório

Programação Visual: Patricia Clarkson

Direção de Produção: Bruno Mariozz

Produção: Palavra Z Produções Culturais

Sobre a diretora:

Duda Maia é formada pela Escola de Dança Angel Vianna. Foi professora de corpo do Curso Profissionalizante de Atores da CAL (1998-2008). De 1996 a 2006, foi diretora e coreógrafa da Trupe do Passo. Entre 2012 e 2014, recebeu o prêmio Zilka Sallaberry de Melhor Direção, ao lado de Lúcio Mauro Filho, com o infantil “Uma Peça como Eu Gosto”. Dirigiu “Clementina, Cadê Você?”, musical inspirado na vida de Clementina de Jesus; e “A Dona da História”, de João Falcão. Dirigiu o musical “AUÊ”, com o grupo Barca dos Corações Partidos. Sucesso de público e de crítica, “AUÊ” recebeu importantes prêmios de artes cênicas: Shell (Melhor Direção), Cesgranrio (Melhor Direção, Melhor Direção Musical e o Melhor Espetáculo), Botequim Cultural (cinco categorias, incluindo Melhor Direção e Melhor Espetáculo). A peça foi indicada ao Prêmio APCA de Melhor Direção. Duda Maia foi indicada aos prêmios Bibi Ferreira e Prêmio Reverência de Teatro Musical, na categoria Melhor Direção. Em 2016, dirigiu o musical “A Gaiola”, vencedor dos principais prêmios de teatro infantojuvenil, incluindo Melhor Espetáculo e Melhor Direção: sete categorias no Prêmio CBTIJ; cinco categorias no Prêmio Botequim Cultural e três categorias no Prêmio Zilka Sallaberry. Duda ganhou o prêmio de Melhor Direção por “Contos Partidos de Amor”. Duda dirigiu “O Tempo Não Dá Tempo”, espetáculo itinerante em homenagem aos 90 anos de Angel Vianna, no OI Futuro Flamengo e Itaú Cultural. Esteve à frente também da direção do musical ”Elza”, em homenagem à cantora Elza Soares, e com ele ganhou os prêmios de Melhor Direção: Cesgranrio, Reverência, Bibi Ferreira e Botequim Cultural. É ainda diretora artística do show de Elza Soares “Planeta Fome”. Dirigiu o espetáculo “Jacksons do pandeiro”, da Barca dos Corações Partidos, que este ano ganhou o prêmio APTR de Melhor Espetáculo ao vivo. Atualmente dirige o novo musical para toda a família, “Zaquim”, produzido por Aniela Jordan da Aventura Produções e com estreia marcada para outubro de 2021.

Fotos de divulgação: bit.ly/FotosVamosComprarumPoeta

Sinopse “Vamos comprar um poeta”:

Uma menina esperta e curiosa que gosta de entender o sentido das coisas. Um menino que adora fazer contas. Um pai que só pensa em lucrar e uma mãe que organiza todos os dias os trabalhos domésticos. O que acontece quando um Poeta chega para morar com essa família? Observar borboletas, criar poemas e aprender a dar abraços são algumas pérolas da nossa história. Um musical infantojuvenil que fala de invenção, amizade e despedida.

Sobre o CCBB BH: o Centro Cultural Banco do Brasil é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas. Para mais informações, acesse bb.com.br/cultura

Foto: Renato Mangolin

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