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Filarmônica de Minas Gerais recebe o violinista Vadim Gluzman para interpretar o concerto para violino de Brahms nos dias 15 e 16 de setembro

Com regência do maestro Fabio Mechetti, Orquestra também interpreta a Sinfonia nº 1 de Lorenzo Fernandez

Para celebrar o aniversário de 125 anos de nascimento de Lorenzo Fernandez, a Filarmônica de Minas Gerais explora a Primeira Sinfonia do compositor brasileiro nos concertos dos dias 15 e 16 de setembro, às 20h30, na Sala Minas Gerais, e se prepara para gravar suas obras neste mês de setembro. No mesmo programa, o violinista Vadim Gluzman se une à Orquestra em homenagem aos 125 anos de morte de Brahms e interpreta o Concerto para violino em Ré maior, op. 77 do compositor alemão. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais.

De acordo com as orientações da Prefeitura de Belo Horizonte para a prevenção da covid-19 em ambientes fechados, o uso de máscara é opcional na Sala Minas Gerais. Veja mais orientações no “Guia de Acesso à Sala”, no site da Orquestra: fil.mg/acessoasala.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, Gerdau e Itaú por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo.

Maestro Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro.

Ao ser convidado, em 2014, para o cargo de Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, Fabio Mechetti tornou-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito.

Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente.

Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo em Milão; e na Dinamarca, a Filarmônica de Odense.

No Brasil, foi convidado a dirigir a Sinfônica Brasileira, a Estadual de São Paulo, as orquestras de Porto Alegre e Brasília e as municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Trabalhou com artistas como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros.

Em 2022, fez sua estreia com a Filarmônica do Teatro Colón, em Buenos Aires, e com a Orquestra Sinfônica Nacional da Colômbia, em Bogotá.

Vadim Gluzman, violino

Vadim Gluzman dá vida à gloriosa tradição violinística dos séculos XIX e XX. O violinista israelense se apresenta regularmente com as principais orquestras e maestros do mundo, entre as quais destacam-se a colaboração com Tugan Sokhiev e a Filarmônica de Berlim, as sinfônicas de Boston e Chicago, as orquestras de Paris, Royal Concertgebouw, Cleveland e a Gewandhaus de Leipzig, e a Filarmônica de Londres. Gluzman é convidado regular em festivais internacionais, como Ravinia, Tanglewood, Grant Park, Colmar, e fundou o North Shore Chamber Music Festival em Chicago, junto com a pianista Angela Yoffe, sua esposa e parceira de recital. Vadim Gluzman tocou e gravou estreias de obras de Sofia Gubaidulina, Moritz Eggert, Giya Kancheli, Elena Firsova, Pēteris Vasks, Michael Daugherty e Lera Auerbach. Compromissos futuros incluem a estreia mundial de um novo concerto para violino de Erkki-Sven Tüür, ao lado das sinfônicas da Rádio de Frankfurt e de Gotemburgo, e o Concerto Duplo, de Joshua Roman, com a Orquestra de Câmara ProMusica Columbus.

Repertório

Oscar Lorenzo Fernandez (Rio de Janeiro, Brasil, 1897 – 1948) e a obra Sinfonia nº 1 (1945)

1945 foi um importante ano para Lorenzo Fernandez. Além do sucesso comercial do Batuque, nos dez anos anteriores, o regente e compositor também havia realizado sua primeira turnê pela América Latina e tinha sido convidado pelo prefeito de Bogotá para musicar o Hino à raça, de Guillermo Valencia. O Batuque também foi executado em um concerto no Rio de Janeiro pela orquestra da National Broadcasting Corporation, dos EUA, sob regência de Arturo Toscanini. Por fim, Fernandez dividiu o júri de um concurso de composição no Chile com Aaron Copland e Honorio Siccardi. Em junho de 1945, seu Primeiro Concerto, para violino e orquestra, foi executado por Oscar Borgerth sob regência de Erich Kleiber. Logo depois, ficaria pronta também sua Primeira Sinfonia, estreada em 1948 pela Orquestra Sinfônica Brasileira sob regência de Eleazar de Carvalho.

Johannes Brahms (Hamburgo, Alemanha, 1833 – Viena, Áustria, 1897) e a obra Concerto para violino em Ré maior, op. 77 (1878)

O célebre Joseph Joachim cumpriu muitas vezes o papel de consultor de Brahms em assuntos ligados a aspectos técnicos do violino e da linguagem violinística. O compositor, sendo pianista, se preocupava com a viabilidade técnica daquilo que compunha para um instrumento que não fosse o seu. Assim que terminou um primeiro esboço de seu opus 77, Brahms pediu a Joachim sua opinião sobre a parte do solista, ao que o amigo respondeu ser “violinisticamente muito original”, mas que esperava ver a peça inteira antes de emitir qualquer juízo mais consistente. O concerto para violino, concebido no verão de 1878, foi dedicado a Joachim. A estreia se deu um ano mais tarde, em Leipzig, tendo Brahms como regente e Joachim como solista. As primeiras críticas não foram favoráveis: o violinista e compositor polonês Henryk Wieniawski considerou o Concerto “intocável”, e o espanhol Pablo de Sarasate recusou-se a interpretá-lo. Hans von Bülow o considerou uma “contra o violino”. Tais críticas advinham do fato de que o Concerto de Brahms não trata o solista como uma parte em especial destaque e sim como parte integrante do ambiente sinfônico. Assumindo a estrutura concertante clássica, não é exatamente pelo tratamento dado ao solista que a obra é importante, mas, antes, por revelar uma mentalidade contraditoriamente romântica: se Brahms tem uma alma dionisíaca, conserva uma mente apolínea, e sua inventividade melódica supera quaisquer tendências reacionárias que eventualmente lhe são imputadas.

Programa

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Série Presto

15 de setembro – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Veloce

16 de setembro – 20h30

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

Vadim Gluzman, violino

FERNANDEZ Sinfonia nº 1

BRAHMS Concerto para violino em Ré maior, op. 77

INGRESSOS:

R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 65 (Balcão Palco), R$ 86 (Balcão Lateral), R$ 113 (Plateia Central), R$ 146 (Balcão Principal) e R$ 167 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

Cartões e vale aceitos:

Cartões das bandeiras American Express, Elo, Hipercard, Mastercard e Visa.

Vale-cultura das bandeiras Ticket e Sodexo.

Sobre a Orquestra

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano. O CD Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, lançado em 2020 pelo selo internacional Naxos em parceria com o Itamaraty, foi indicado ao Grammy Latino 2020. A premiação dada pela Revista Concerto teve como tema “Reinvenção na Pandemia” e destacou as transmissões ao vivo de concertos realizadas pela Filarmônica em 2020, em sua Maratona Beethoven, e ações educacionais como a Academia Virtual.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. Além disso, desde 2008, várias cidades receberam a Orquestra, de Norte a Sul, passando também pelas regiões Leste, Alto Paranaíba, Central e Triângulo.

A Orquestra possui 9 álbuns gravados, entre eles dois que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty, com obras dos compositores brasileiros Alberto Nepomuceno e Almeida Prado. O álbum de Almeida Prado, lançado em 2020, foi indicado ao Grammy Latino de melhor gravação de música erudita. A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra, foi inaugurada em 2015, em Belo Horizonte, tornando-se referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico e uma das principais salas de concertos da América Latina. A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Orquestra vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Foto: Marco Borggreve

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