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Trap ganha popularidade em BH e revela potenciais talentos
Gênero musical, recente no Brasil, conquista jovens que sonham mudar de vida por meio da carreira artística
Letras rimadas, timbres melódicos, batidas eletrônicas, gírias, mensagens sobre desigualdade social, emoções, ostentação e uma sinergia de elementos sonoros. É assim que o trap, subgênero do rap e do hip-hop, tem ganhado popularidade em Belo Horizonte e conquistado jovens da periferia a ingressarem nesse universo musical com o sonho de seguir a carreira artística.
O estilo musical - que despontou na década de 2000 no sul dos Estados Unidos -, por meio do DJ Paul, já tem grandes representantes no Brasil, como Matuê KayBlack, Veigh, MC Cabelinho, WIU e o belo-horizontino Nicolas Paolinelli Gino, o Sidoka, cujo trabalho ganhou visibilidade no ano passado, quando suas rimas fizeram parte da música “UFA” do rapper Djonga.
Ser reconhecido como esses artistas é, sem dúvida, o desejo de muita gente. Mas, trilhar o caminho da música em direção ao sucesso não é fácil. Há muitos percursos e desafios, como ter recursos financeiros para custear a produção, promoção e a divulgação do trabalho artístico.
Enquanto aguardam essa oportunidade, jovens belo-horizontinos mostram seus potenciais talentos nas plataformas de streaming, onde o trap está no topo do sucesso. Thiago Alves Ferrari Neves Gomes, Ferrarii MC, 18, utiliza as plataformas digitais, como Deezer e Spotify, para lançar as suas músicas autorais. A sua estreia foi, em 2022, com o hit “Final de ano”.
Hoje, Ferrarii já conta com singles, como “Mais de Cem” e “Ouro Rosé.’ Todas as canções foram produzidas, mixadas e masterizadas pelo próprio músico, que aprendeu sozinho todo o processo. “Quando a gente tem um sonho, não pode desistir dele. Tudo é muito caro. Então, fui pesquisar, estudar e por em prática o aprendizado, que é constante. A gente não pode parar”, diz.
Foi por meio de uma batalha de rimas, junto com os amigos, em 2021, que Ferrarii descobriu seu dom como compositor e cantor. E o que era, apenas, um hobby, se transformou em coisa séria. De lá para cá, ele se dedica à música, melhor, o Trap. As letras de suas canções falam sobre vida, família, desigualdades sociais, esperança e fé. A música “Realidade”, por exemplo, traz o seguinte trecho: “Juro que estou me esforçando para mudar de ideia... nada mais importa que o sorriso da família”.
Algumas canções são dedicadas à mãe, Cristiane, que apoia a carreira do filho desde o início. “Passei por momentos difíceis. Fiquei sem rumo em 2022. Então, ajoelhei e pedi a Deus, por meio de oração, um propósito, algo que mudasse a minha vida, em curto ou longo prazo. Assim fui intuído a prosseguir no Trap. O começo foi difícil, ainda tem sido, mas o importante é seguir em frente, principalmente quando se tem apoio, no meu caso, o de minha mãe”, explica.
O refrão de “Diferente” destaca o teor motivacional contido nas canções de Ferrarii. “Uma chance de brilhar, nunca foi tarde demais. Corre atrás, acredita mais no Pai”. Para o cantor, o Trap é um caminho sem volta.
Já Davi Lucas, o Daluks,17, teve contato com a música desde a infância, por meio de influência familiar. Os parentes tocavam instrumentos musicais nos encontros. E foi aos 13 anos que passou a ouvir rap. Mas, foi por este último gênero que o jovem optou e já compôs mais de 100 músicas, como “Prioridades”. Boa parte está nas plataformas digitais. Assim como Ferrarii MC, o seu maior desejo, hoje, é ser reconhecido na cena musical.
“O segredo é o esforço, temos de aplicar 100% de nós. Assim, a gente consegue evoluir e melhorar em termos de produção e gravação”, enfatiza. Segundo ele, a cena do Trap ainda é tímida em BH, mas aos poucos está ganhando popularidade.
Após o falecimento da avó, em 2018, Matheus Soares, 17, buscou uma atividade que expressasse os ensinamentos, o amor e a convivência com a ente querida. Foi aí que passou a ter contato com diversos instrumentos musicais, e optou pelo cavaquinho. A partir daí, a música entrou em sua vida e, pouco depois, o Trap.
Hoje, o compositor e cantor, que adotou o nome artístico de Mtares – junção de Matheus e Soares -, também tem músicas lançadas nas plataformas digitais, como “Chandon”. “Tenho me empenhado muito no Trap e acredito que dará certo. Minhas canções têm conteúdo lírico e falam sobre sentimentos, alter ego e de coisas supérfluas também”.
Trio
Além do Trap, a amizade é o elo de ligação entre os três cantores e compositores, Ferrarii, Daluks e Mtares. É por meio dessa união que o trio supera os desafios cotidianos e segue na trilha musical. Juntos, eles lançaram canções, como a mais recente “Vitória dos Pit”, disponível nas plataformas digitais.
Os músicos, que se uniram para fazer composições conjuntas, dizem que a parceria tem dado muito certo. Eles já estão preparando o lançamento de mais hits. A meta é continuar o empenho para que os seus trabalhos sejam reconhecidos e com sucesso.
Ouça as músicas dos trapers nas plataformas digitais, como Spotify! Ferrarii (https://encurtador.com.br/atTZ6),Daluks (https://encurtador.com.br/qyFQW) e Mtares (https://encurtador.com.br/belru).
Foto: Divulgação
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