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Pigmalião Escultura que Mexe estreia releitura de Macunaíma, de Mário de Andrade, trazendo a obra para a atualidade

Brasil contraste, Brasil luxo, pobre, corrupto, corporativo, exótico, absurdo. Foi com o “herói sem caráter nenhum” de Mário de Andrade que o Pigmalião Escultura que Mexe escolheu comemorar os seus 10 anos de existência. O grupo estreia a releitura de Macunaíma, agora batizada como Macunaíma Gourmet, no dia 14 de setembro, no Teatro Francisco Nunes. O grupo transporta o romance escrito em 1928 para os dias atuais, discutindo a tormenta que a sociedade brasileira e global enfrenta em suas estruturas socioeconômicas e culturais. O projeto é contemplado pelo Rumos Itaú Cultural 2015-2016, um dos principais programas de fomento à cultura do país, e realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Fundação Municipal de Cultura e Instituto Unimed-BH.

Para a montagem de 10 anos foram convidados artistas admirados pelo grupo: na direção cênica o diretor, ator, roteirista e autor, Eid Ribeiro. Na dramaturgia, Felix dividiu espaço com Marina Viana, do grupo Primeira Campanhia, um dos nomes mais fortes da nova geração das artes cênicas de Minas Gerais. “Dez anos merecem uma grande comemoração e, para isso, queríamos trazer para os palcos um novo Pigmalião, que um olhar de fora enriquece enormemente”, explica Eduardo Felix, diretor do grupo. “Eid e eu somos parceiros de trabalho de longa data, foi uma seleção natural. Na construção do texto fui percebendo que precisava trabalhar uma dramaturgia mais polifônica, dinâmica, que é a cara da Marina”, completa. Barulhista, músico e produtor, ele foi o responsável pela trilha sonora.

Os integrantes do Pigmalião participaram de oficinas ministradas por artistas convidados, dando corpo ao projeto: Andréia Duarte Figueiredo ministrou um workshop e uma consultoria etnológica, para compartilhar suas experiências adquiridas ao longo dos cinco anos em que viveu com os índios Kamayurá, no Alto Xingú. Com ela, foi feita a preparação do corpo dos atores-manipuladores com sua pesquisa sobre o corpo indígena e o teatro físico. Para a preparação musical o Pigmalião convidou Di Souza, multi-instrumentista, compositor e arranjador.

Macunaíma Gourmet

Macunaíma Gourmet é um convite à imersão no mundo desse clássico personagem da literatura brasileira, em um momento em que o consumismo se confunde com o bem-estar e quando aqueles que criam as regras não são obrigados a cumpri-las. O trabalho do grupo é conhecido por explorar a fronteira entre as Artes Cênicas e Visuais, reconfigurando técnicas tradicionais do teatro de marionetes para produzir espetáculos que provoquem filosoficamente a sociedade.

Seguindo uma linha de pesquisa que explora as potencialidades hipnóticas da marionete, o Pigmalião leva para o palco uma obra capaz de retratar e fazer refletir o povo brasileiro, especialmente no atual contexto nacional, em que se vive uma verdadeira crise ética e moral das instituições. A marionete de fios, a relação do ator com o objeto inanimado e o Teatro Visual forma a base de suas pesquisas. Na construção contínua de sua identidade, o grupo busca o reconhecimento do teatro de bonecos na produção artística contemporânea.

Instituto Unimed-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH foi criado em 2003 com a missão de conduzir o Programa de Responsabilidade Social Cooperativista da Unimed-BH. Os projetos desenvolvidos têm na saúde sua área prioritária, mas mantêm interface com outros campos por meio de cinco linhas de ação: Comunidade, Meio ambiente, Voluntariado, Adoção de espaços públicos e Cultura.

Rumos Itaú Cultural

O Itaú Cultural mantém o programa Rumos desde 1997. Este que é um dos primeiros editais públicos do Brasil para a produção e a difusão de trabalhos de artistas, produtores e pesquisadores brasileiros, já ultrapassou os 52 mil projetos inscritos vindos de todos os estados do país e do exterior. Destes, foram contempladas mais de 1,3 mil propostas nas cinco regiões brasileiras, que receberam o apoio do instituto para o desenvolvimento dos projetos selecionados nas mais diversas áreas de expressão ou de pesquisa.

Os trabalhos resultantes da seleção de todas as edições foram vistos por mais de 6 milhões de pessoas em todo o país. Além disso, mais de mil emissoras de rádio e televisão parceiras divulgaram os trabalhos selecionados.

Na edição 2017-2018, que acaba de ser lançada em 29 de agosto, os projetos inscritos serão examinados, em uma primeira fase seletiva, por uma comissão composta por 40 avaliadores contratados pelo instituto entre as mais diversas áreas de atuação e regiões do país. Em seguida, passarão por um profundo processo de avaliação e análise por uma Comissão de Seleção multidisciplinar, formada por 22 profissionais que se inter-relacionam com a cultura brasileira, incluindo gestores da própria instituição.

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