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Com premiações de melhor roteiro adaptado para o cinema, num lago dourado tem versão teatral brasileira com Ary Fontoura e Ana Lúcia torre como protagonistas
Fontoura recebeu Prêmio "APTR 2017" de "Melhor Ator Protagonista" e teve indicação ao "Prêmio Shell" de "Melhor Ator", no mesmo ano. Espetáculo apresenta uma delicada e amorosa história familiar com muita leveza e bom humor.
A história do premiado “Num Lago Dourado”, filme lançado na década de 80, com Katharine Hepburn, Henry e Jane Fonda também é sucesso de crítica nos palcos do teatro brasileiro. No elenco: Ary Fontoura que ganhou o “Prêmio APTR 2017” (Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro) de “Melhor Ator em Papel Protagonista” e teve indicação ao “Prêmio Shell” de “Melhor Ator”, no mesmo ano. Ao seu lado temos a experiente e muito premiada em sua trajetória artística Ana Lúcia Torre, Tatiana de Marca, André Garolli, Fabiano Augusto e Lucas Abdo. Num Lago Dourado vai estar em BH nos dias 13 e 14 de outubro, sábado e domingo, no Cine Theatro Brasil Vallourec completando a agenda da Mostra de Teatro. O espetáculo terá no sábado e no domingo tradução para Libras - Língua Brasileira de Sinais e, no domingo, audiodescrição, como parte da estratégia de inclusão e acessibilidade da Mostra.
Escrita por Ernest Thompson a peça teve o roteiro adaptado pelo próprio autor para o filme de mesmo nome, lançado em 1982. A atriz Jane Fonda foi quem produziu o longa especialmente para o pai Henry, com quem teve uma relação conturbada durante anos. Um ano após o seu lançamento, “Num Lago Dourado” conquistou muitos prêmios, dentre eles 3 Oscars: “Melhor Atriz”, “Melhor Ator” e “Melhor Roteiro Adaptado” e 3 Globos de Ouro: “Melhor Filme”, “Melhor Ator em um Drama” e “Melhor Roteiro Adaptado”. Se no cinema o filme trouxe uma história mais forte e dramática, na versão de Célia Forte e direção de Elias Andreato “Num Lago Dourado” ele é mais leve e bem humorado. A relação do casal Norman (Fontoura) e Ethel (Amélia) ganha destaque, reforçando o verdadeiro amor na terceira idade, a relação entre um casal de personalidades muito diferentes, mas que se complementam. A distante relação entre pai e filha resgata a relevância do diálogo e dos valores familiares. Tais situações fazem com que o público reviva situações pessoais, algumas delas engraçadas e outras nem tanto, mas todas com o amor muito presente.
Sinopse
Norman é um idoso de 80 anos, professor aposentado de personalidade difícil. Lida com a vida de forma tão realista ao ponto dela ficar um pouco pesada demais. Sua esposa, Ethel, é a alma viva da casa, vive de bom humor e em uma constante busca do diálogo entre o marido e a filha, promovendo reflexões positivas entre o casal e toda a família.
A narrativa se passa em um cenário paradisíaco, onde há um forte convite para contemplação e reflexão. Norman e Ethel estão de férias em sua casa de campo, com vista para uma paisagem encantadora: um lago dourado. Durante a estadia, eles recebem a visita inesperada da filha Chelsea, interpretada por Tatiana de Marca, que traz consigo o futuro marido e o enteado Billy Ray Jr (Lucas Abdo). Como ela não tem uma boa relação com o pai há um bom tempo, este tem certa resistência em aceitar suas escolhas e, inicialmente, rejeita ter que hospedar temporariamente o enteado. Com o passar dos dias essa família vai revivendo situações e lidando com novos momentos, o que faz com que pai, mãe e filha repensem suas relações até se reaproximarem. A relação com Billy Ray Jr vai sendo construída de forma gradual e bastante bem humorada o que traz para a vida de Norman um novo olhar para a vida.
“A condição humana é a mesma em todas as idades, independente de línguas ou culturas, condicionados pelas loucuras de nossos governantes, guerras, desafios sociais e preconceitos. Eu espero que você possa se enxergar na minha pequena peça e saber que em algum lugar longe daí, em outro continente, alguém que não é tão diferente de você criou essas histórias porque sentia, de uma maneira profunda e otimista, que, se somos capazes de transcender nossas dificuldades, desespero e raiva, nós somos também capazes de permitir que o amor toque nossas vidas”, conta o autor da peça Ernest Thompson.
Mostra Cine Brasil Teatro e Música
Iniciativa do Cine Theatro Brasil Vallourec, a Mostra tem patrocínio do Instituto Unimed-BH, por meio do incentivo fiscal de médicos cooperados e colaboradores, e da Vallourec, ambos via Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Além de primar pela qualidade artística dos espetáculos, a Mostra se destaca pela excelência técnica do teatro e pela experiência sempre marcante de visitar o prédio histórico em estilo Art Déco, com seus belos corredores, escadas e luminárias. Situado na Praça Sete, O Cine Theatro Brasil é um dos símbolos de Belo Horizonte e polo irradiador de cultura e lazer no centro da cidade.
Na edição de 2017, a Mostra teve mais de 12 mil pessoas presentes em suas atividades. Foram oito montagens teatrais e três shows musicais, alguns deles com duas apresentações, totalizando 19 datas de espetáculos. Dentre as atrações do ano passado, alguns destaques foram as peças Antígona, Morte Acidental de um Anarquista, 12 Homens e Uma Sentença, Depois do Amor, e os shows de Bebel Gilberto e Arnaldo Antunes. Neste ano: Geraldo Azevedo, O Pai, O Som e a Sílaba, Josephine Baker, O Palhaço e a Bailarina, Senhora dos Afogados e Canção do Amor (Totalmente) Demais.
Foto: João Caldas
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