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Orquestra Sinfônica de Minas Gerais interpreta o clássico russo PEDRO E O LOBO na série Concertos Comentados

Iniciativa da Fundação Clóvis Salgado visa despertar o interesse e a curiosidade das crianças para a música sinfônica

Uma história que mistura fantasia e erudição musical está no repertório da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais na série Concertos Comentados. Sob regência do maestro Sérgio Gomes, o corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado executa uma dobradinha de Pedro e o Lobo, composta por Sergei Prokofieff em 1936. A narração da história será feita pela diretora de produção artística da FCS, Cláudia Malta.

A série Concertos Comentados é uma iniciativa da Fundação Clóvis Salgado que tem o objetivo de formar novos públicos para a música sinfônica. Por meio dessa série, a FCS promove apresentações gratuitas da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais no Grande Teatro do Palácio das Artes para crianças, a partir dos nove anos, de escolas públicas e particulares. As vagas para essas apresentações já foram preenchidas.

Cláudia Malta, diretora de produção artística da Fundação Clóvis Salgado, destaca que essa iniciativa é um pilar na fruição cultural, uma das diretrizes da FCS. Para a diretora, a série Concertos Comentados aproxima crianças do universo sinfônico e prova que a música tem uma linguagem universal.

 

“A série Concertos Comentados é uma grande oportunidade para que crianças se familiarizem com a música sinfônica. É por meio de iniciativas assim que a Fundação Clóvis Salgado possibilita o acesso aos nossos corpos artísticos para diferentes públicos. Quem sabe, daqui a algum tempo, essas mesmas crianças voltem ao Grande Teatro para assistir a um concerto da Orquestra Sinfônica, do Coral Lírico ou, até mesmo, uma montagem operística”, finaliza.

Uma história orquestrada – Na versão original de Pedro e o Lobo, e que será executada pela OSMG, as crianças são introduzidas à história por meio de etapas. Primeiro, são apresentados os instrumentos que serão utilizados para dar vida às personagens. Em seguida, conhecem a história de Pedro, que vive com seu avô no interior da Rússia e se aventura por uma floresta.

Durante as apresentações, Cláudia Malta vai introduzir à plateia a história da composição de Prokofieff, chamando a atenção para detalhes e curiosidades que norteiam o universo de Pedro e Lobo. A diretora também vai destacar instrumentos utilizados pelo compositor para ambientar a narrativa e que determinam as características de cada personagem do conto.

Em Pedro e o Lobo, cada personagem é representado por um instrumento ou naipe da orquestra e possui um tema musical. Pedro, por exemplo, é representado pelas cordas; o Avô, pelo fagote; o oboé faz as vezes do pato, a clarineta representa o Gato, o Passarinho é introduzido pela Flauta Transversal e os Caçadores, pelas Madeiras, Tímpanos e Bumbo.

Para Sérgio Gomes, essas apresentações são muito importantes para que as crianças despertem, desde cedo, o gosto pela música. “A música sinfônica tem a fama de ser mais difícil. Mas só é difícil porque as crianças raramente têm contato. Quando você se propõe a realizar um concerto em que o mais importante não é o repertório, mas a forma como ele é apresentado para o público, o gosto pela música tende a ser aguçado”, finaliza.

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Seu atual regente titular é Silvio Viegas. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia, Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, do barroco ao contemporâneo, além de grandes sucessos da música popular, com a série Sinfônica Pop. Já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais os regentes Wolfgang Groth, Sérgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, Emílio de César, David Machado, Afrânio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto Tibiriçá e Marcelo Ramos.

Sérgio Gomes – Graduado em trompa pela UFMG em 1997, nasceu no estado do Rio de Janeiro e iniciou seus estudos musicais com seu pai, o maestro Sebastião Gomes, e de trompa aos 11 anos na Escola de Música de Brasília com o professor Raimundo Martins. Em 1977, passou a integrar como primeiro trompista a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas atuando também como solista. Em 1981, foi convidado a participar da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais como primeiro trompista e solista. Esteve à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais na Série Sinfônica no Museu, Concertos Educativos, Concertos no Parque, Concerto na Cidade, Sinfônica ao Meio-Dia, Sinfônica em Concerto e Sinfônica Pop. Atualmente, Sergio é o primeiro trompista solista e regente-assistente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

Foto: Paulo Lacerda FCS

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