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Museu Casa Kubitschek celebra aniversário com programação especial

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, celebra em setembro o sexto aniversário do Museu Casa Kubitschek, uma das obras-primas do Conjunto Moderno da Pampulha, reconhecido como patrimônio cultural da humanidade pela Unesco. Para marcar esta data, o espaço preparou uma programação especial, com espetáculo de contação de histórias, visita guiada aos jardins, passeio pela Pampulha, além das tradicionais exposições que levam o público a conhecer a Pampulha e o modernismo do início do século XX. Toda a programação é gratuita.

O Museu Casa Kubitschek surgiu com a ideia de ampliar a experiência do visitante em relação aos modos de habitar dos anos 1940, 1950 e 1960, período singular para consolidação do pensamento modernista em Minas Gerais, e suas manifestações na arquitetura, no urbanismo, no paisagismo e nas artes. A Casa apresenta as várias características que tornam a Pampulha singular para o Brasil, a começar pelos jardins do paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994), que acabam de passar por um processo de restauração.

Os jardins ficam na frente e nos fundos da casa projetada em 1943 por Oscar Niemeyer (1907-2012) para ser a residência de fim de semana para o então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek (1902-1976). Com telhado em forma de asa de borboleta e planos inclinados, o Museu Casa Kubitschek configura tipologia característica da arquitetura brasileira do modernismo. A edificação é tombada pelas instâncias do patrimônio municipal, estadual e federal.

O Museu tem duas exposições fixas: “Casa Kubitschek: Uma Invenção Modernista do Morar” e “Pampulha: Território da Modernidade”. As mostras pretendem levar o visitante a experimentar aquele movimento cultural que deixou marcas profundas no modo de ser local. Como bem definiu o urbanista e arquiteto Lúcio Costa (1902-1998), um dos precursores daquele movimento, “ser moderno é ser prospectivo e atual”. É esta experiência que o lugar oferece por meio de espaços arquitetônicos e afetivos, racionalizados e vividos, que se desdobram e se somam no caminho percorrido que vai da orla da Lagoa da Pampulha, passando pelo singular jardim frontal e seguindo pelos espaços sociais e íntimos.

A diretora de Museus da Fundação Municipal de Cultura, Letícia Dias, destaca que, mesmo jovem, o Museu Casa Kubitschek tem conseguido ampliar sua visibilidade na cidade. “O público escolar já criou um vínculo forte com o Museu. Em 2019 passamos a atender também os estudantes da Educação de Jovens e Adultos, que fazem visitas noturnas aos jardins e às exposições da instituição”, explica Letícia. Outro segmento que estabeleceu uma relação afetiva com o Museu, de acordo com a diretora, foi o grupo de bordadeiras. “Atualmente reunimos mais de 80 bordadeiras que estão bordando as aves da Pampulha”, completa Letícia Dias.

Foto: Thainá Nogueira

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