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Mineração na Amazônia é pauta de conferência climática em Nova York
Conselheiro do Crea-MG foi convidado para debater sobre sustentabilidade e mineração na região amazônica durante a Climate Week NYC 2022
O impacto das mudanças climáticas e do aquecimento global tem chamado atenção de especialistas ao redor do mundo para a urgência de viabilizar ações de enfrentamento aos efeitos dessas alterações. Com esse intuito, a Semana do Clima NYC (Climate Week NYC), realizada de 19 a 25 de setembro de 2022, na cidade de Nova York (EUA), vai reunir líderes de governos, de empresas e da comunidade climática mundial, entre eles, o geógrafo brasileiro especialista em sustentabilidade, mineração e meio ambiente, Gilberto de Carvalho. A conferência, que está em sua 14°edição, é organizada pela ONG internacional Climate Group, com o apoio da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Gilberto, que pesquisa sobre sustentabilidade e mineração na região amazônica no seu pós-doutorado na Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), no Canadá, foi convidado a levar essa discussão para o evento. “Precisamos conseguir acabar com a degradação que ocorre, ao longo dos séculos, na Amazônia. Sabemos que existem garimpeiros e madeireiros ilegais na região. Porém, ficar de braços cruzados e assistirmos a isso não resolverá o problema, pelo contrário, acredito que teremos uma curva muito acentuada referente ao desmatamento da floresta”, alerta Gilberto, que também é conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG).
Segundo dados divulgados em setembro deste ano pelo Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Amazônia registrou 33.116 focos de queimadas em agosto, o maior número para o mês desde 2010, quando 45.018 focos foram registrados. Além das queimadas, a ação das mineradoras ilegais também tem preocupado na destruição da floresta. De acordo com a quarta edição do relatório Cumplicidade na Destruição, divulgado no primeiro semestre de 2022 pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), 125 km² de Floresta Amazônica foram desmatados ao redor de minas irregulares em 2021, a maior marca desde o início da série histórica do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), também do Inpe.
O geógrafo reforça que os governos precisam entender que a Amazônia possui um valor inestimável não só para o Brasil, mas para toda a humanidade. Por isso mesmo, é preciso centrar todos os esforços na sua preservação. Ele acredita que as mineradoras que atuam de forma legal, com licenças ambientais, na região são o caminho para frear a degradação ambiental. “Com a modernização dos equipamentos utilizados e a evolução dos métodos de recomposição ambiental é possível minimizar os impactos gerados pela mineração. E as empresas legalizadas são capazes de implementar essas inovações, tanto financeiramente como tecnologicamente”, detalha. Ele ressalta ainda que as mineradoras precisam se responsabilizar, como condicionante ambiental e obrigação legal, pela preservação, recomposição e transformação da região amazônica em um bem socioambiental e cultural. Algumas das ações apontadas são programas de preservação e boas práticas ambientais, planos de recuperação de áreas degradadas, compensações ambientais, entre outros.
Além dessa discussão, a programação do evento vai contar com mais de 500 workshops, abrangendo dez temas; Ambiente Construído, Energia, Justiça Ambiental, Transporte, Finanças, Vida Sustentável, Natureza, Política, Indústria e Alimentação. Os interessados podem se inscrever para participação online pelo link https://bit.ly/3PY6qwA
Foto: Crea/MG/Divulgação
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