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21º Festival cultura e gastronomia Tiradentes reuniu 47 mil pessoas de 24 de agosto a 2 de setembro e comemorou os 300 anos da cidade histórica

EVENTO CONTOU COM DIVERSAS ATRAÇÕES GASTRONÔMICAS, ENTRE AULAS, COZINHAS AO VIVO E ESPAÇOS DE DEGUSTAÇÃO. PÚBLICO CONSUMIU MAIS DE 120 MIL PRATOS

A 21ª edição do Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes celebrou os 300 anos da cidade colonial com público total de 47 mil pessoas e 120 mil pratos vendidos. O evento, promovido pela Plataforma Fartura – Comidas do Brasil, aconteceu de 24 de agosto a 2 de setembro, com programação intensa. As mais de 200 atrações gastronômicas ocuparam os espaços públicos com estandes de chefs mineiros, produtos e produtores, cozinhas ao vivo, aulas e palestras, além dos festins - jantares requintados com chefs convidados.

“Nos últimos três anos, ocupamos mais espaços na cidade, para que o Festival se tornasse mais acessível. Ampliamos a programação e tornamos o evento mais democrático. Então, o público pediu a volta dos festins, que são limitados a poucas pessoas. Mas também é um momento em que o chef pode ousar e experimentar, é um espaço de vanguarda. Fizemos quatro festins nesta edição e acreditamos que foi uma decisão acertada”, comenta o diretor do Festival, Rodrigo Ferraz. O chef cearense Leo Gonçalves e o mineiro Ronie Peterson dividiram a cozinha no primeiro festim, na sexta (24), enquanto o estrelado Léo Paixão recebeu o português Luís Espadana no sábado (25). No segundo fim de semana, o mineiríssimo Flávio Trombino recebeu o paraense Saulo Jennings, em um menu a quatro mãos, na sexta (31). O encerramento dos festins, no sábado (1º), teve os chefs mineiros Ivo Faria e Luciano Avelar com a premiada a francesa Charlène Estevao.

Entre os restaurantes da Praça da Rodoviária, com chefs de Belo Horizonte, os pratos que mais agradaram o público foram as iscas de tilápia com molho de limão, do Albanos; e a coxinha de carne de sol e requeijão de raspa, do Caê Restaurante Bar. Nas Cozinhas ao Vivo deste espaço, a pasta ítalo-mineira, do chef Américo Piacenza, da Cantina Piacenza esteve entre as mais prestigiadas.

Já na Praça Sesc Campo das Vertentes, apenas com chefs de Tiradentes, destaque para o tamarind bò, prato à base de músculo bovino temperado à moda vietnamita, que surpreendeu no sabor exótico, do UaiThai; e o “porcavaca”, um polpetone gigante recheado de muçarela e ora-pro-nóbis, servido no pão italiano, do Gourmeco. As Cozinhas ao Vivo desta praça celebraram os primórdios da cozinha mineira, com pratos como o arroz d’angola com ora-pro-nóbis, do chef Felipe Oliveira, do restaurante Tragaluz.

Os três espaços dedicados a aulas levaram mais aprendizado ao público. Na Pousada Escola Senac e na Praça Senac Conhecimento (com espaço degustação e interativo), o evento ofereceu, no total, 37 aulas e workshops. Na Pousada Escola Senac, a degustação comentada de queijo minas artesanal da região do Campo das Vertentes, com Eduardo Girão, foi uma das que mais teve procura de público.

No Espaço Interativo, um dos pontos altos foi a aula do chef Rodolfo Mayer, do restaurante Angatu, de Tiradentes. Conhecido por apresentar uma cozinha contemporânea com ingredientes mineiros, ensinou uma receita de peixe, arroz de banana com baru e mostarda. Já no Espaço Degustação, destaque para a aula de “porco no barro”, parte do projeto Primórdios da Cozinha Mineira, com Vani Pedrosa, do Senac. Ela explicou sobre a conserva da carne suína em vasilhames de barro, o modo original de armazenamento, muito antes da “carne de lata”. Depois do resgate histórico o chef Ronie Peterson, do Senac, apresentou uma receita de carne de porco e feijão com trupico, outra delícia mineira.

E para levar um pouquinho do Festival para casa, o público visitou o espaço Produtos e Produtores com tudo de mais saboroso que Minas Gerais pode oferecer: queijos, geleias, cafés, doces, biscoitos, entre outros produtos.

Uma programação musical instrumental embalou as experiências e intervenções teatrais interagiram com os convidados ao longo dos dez dias de evento. O público curtiu shows de grupos como DelegasCia, Bloco Magnólia, Jazz Horizonte, Juarez Maciel, B-Shoes, Mari e Celi e muito mais. Já as artes cênicas foram representadas pelos cortejos Corporação São Sebastião e Banda Ramalho, além de apresentações como Naquele Bairro Encantado, Palhaça Brisa, Circo do Sufoco, entre outros.

As viagens nas redondezas realizadas pelo projeto Experiências Gastronômicas permitiram que o público conhecesse a origem dos alimentos e seu caminho até a mesa. E durante o Festival, a cidade se mobilizou para realizar eventos especiais, que complementaram a programação.

O 21º Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes é apresentado pelo Ministério da Cultura, Bradesco e Cielo. Conta com o patrocínio da Walls, Net Claro e Cemig, apoio educacional do Senac MG, apoio cultural do Sesc MG, apoio do Verdemar, Souza Cruz, Localiza Hertz, Sebrae MG, Água São Lourenço, colaboração da Sprovieri, parceria de mídia da Adega, BH Airport, Globo Minas, Jchebly, Grupo Kallas e Rádio CDL como rádio oficial.

Foto: Nereu Jr

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