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Fim da exposição “Nemer | Aquarelas recentes – Geometria Residual”

A exposição “Nemer | Aquarelas recentes – Geometria Residual” fica até o dia 2 de setembro no Centro Cultural Minas Tênis Clube. A mostra do artista plástico mineiro José Alberto Nemer, doutor em Artes Plásticas pela Universidade de Paris VIII, França, professor e um dos mais respeitados nomes da cultura brasileira, é a continuação de uma série que vem sendo apresentada desde os anos 1990 e reúne cerca de 50 obras do artista com dimensões que vão de 7x10cm até 1,5x4m. A curadoria é de Agnaldo Farias, crítico e professor de arte. Durante o período expositivo, serão promovidos encontros de José Alberto Nemer com os visitantes. A Galeria de Arte do CCMTC está aberta de terça a sábado, das 10h às 20h, e domingos e feriados, das 11h às 19h. A entrada é franca. A exposição “Nemer | Aquarelas recentes – Geometria Residual”, depois de estrear na Galeria do CCMTC, será montada, em outubro, no Museu Oscar Niemeyer, MON, em Curitiba. 

As aquarelas surgiram de forma diferente na vida do artista. “Foi por meio de um processo psicanalítico. Perguntei para a analista se podia fazer um relatório usando aquarelas”, conta. A partir daí veio a primeira série, intitulada “Ilusões Cotidianas”, exposta, nos anos 1980, em São Paulo e na Bienal de Cuba. O artista se afeiçoou à técnica e não parou mais. Segundo Nemer, a forma da aquarela mostra sua personalidade. “A técnica se adequou à minha introspecção e silêncio. A minha linguagem passou a ser 100% a aquarela”, afirma.

As obras de Nemer têm características únicas que são as dimensões e o uso do preto. “Comecei pela transgressão. Minhas aquarelas possuem uma variada escala de cores que inclui o preto, que não é usual na técnica, e são em grandes dimensões, também uma característica incomum”, explica. De acordo com o artista, as obras acalmam o espectador. “As pessoas entram nas minhas exposições e tendem a falar baixo. São obras em surdina, parecem música de câmara que acolhe e acalma”, observa Nemer, que tem boas expectativas quanto à exposição na Galeria do CCMTC. “O espaço é bom e versátil e pode abrigar diferentes linguagens. Vamos preparar um ambiente adequado para estimular um contato prazeroso e amoroso com as aquarelas”, afirma.

André Rubião, diretor de cultura do Minas Tênis Clube, afirma a importância de apresentar obras de Nemer. “É uma honra receber um artista relevante e premiado como Nemer. Os frequentadores da Galeria do Minas irão se deparar com uma obra delicada, cuja matéria prima é desenho, capaz de despertar em nós uma sensação de leveza”, afirma Rubião.

Foto: Orlando Bento

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