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Mulheres no topo: em 12 meses, empreendedorismo feminino cresce 30%
Apesar dos números animadores, o público ainda enfrenta preconceito e dificuldades
Já foi a época em que a mulher era o sexo frágil, hoje, ela é responsável por contribuir em vários setores da sociedade, assim como no econômico. De acordo com o Sebrae, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, a participação feminina no mundo dos negócios, no Brasil, cresceu 30% entre os anos de 2021 e 2022. “É um grande marco para nós, estarmos à frente, poder mostrar nosso potencial e sermos exemplos de liderança dentro e fora de casa”, comemora a advogada e Presidente da ACIC, Associação Comercial e Empresarial de Contagem/MG, Sandrelli Rios, que também é a primeira mulher após 39 anos de gestão masculina a assumir a presidência da entidade.
Os dados são animadores, mas ainda há muitos desafios. O estudo também mostra que as empresas lideradas por mulheres são menores – 87% delas continuam atuando sozinhas em seus empreendimentos. “Faltam programas de incentivo, apoio familiar , da sociedade. Tem mulheres que além de empreender, precisam cuidar de casa, dos filhos e muitas vezes, não contam com ajuda de ninguém e não conseguem pagar uma diária ou babá. Por isso, não conseguem crescer no mercado ou acabam fechando as portas”, lamenta.
Sororidade
A boa notícia é que as empreendedoras costumam dar oportunidades a outras mulheres, o que fortalece a causa feminina. Dados do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME) mostram que aquelas contratantes de pelo menos um funcionário, 44% têm um quadro totalmente feminino e 28% contam com uma equipe majoritariamente feminina. “Apesar de grande das empresárias trabalharem sozinhas, quando empregam, tendem a contratar mais mulheres e assim, ajudá-las a conquistar a independência financeira. Por exemplo, hoje na ACIC, contamos com 70% da força feminina”, completa a advogada.
Com a ideia de promover o empreendedorismo feminino, o Congresso Nacional tem trabalhado em projetos de incentivo ao empreendedorismo feminino, voltados a promover o acesso facilitado de mulheres a linhas de crédito, educação financeira, assistência técnica e sistemas diferenciados de garantia. “É preciso de projetos grandes, o incentivo tem que vir de cima, de quem tem poder de decisão. Empreender no país é difícil para todos, e quando se trata de nós mulheres, os obstáculos são ainda maiores, falta de crédito, apoio, sem ter quem as ajude com os filhos, muitas são responsáveis pelo sustento da casa. É urgente políticas públicas para o bem estar da mulher e o incentivo ao empreendedorismo feminino", finaliza.
Foto: Arquivo pessoal
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