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Lilia Schwarcz, Lúcia Stumpf e Carlos Lima Junior participam do Sempre Um Papo, no Memorial Minas Gerais Vale
O evento gratuito e aberto ao público, acontece no dia 8 de setembro, quinta-feira, às 19h
No ano em se celebra o bicentenário da Independência do Brasil, os escritores Lilia Schwarcz, Lúcia Stumpf e Carlos Lima Junior lançam um livro que analisa a formação da identidade nacional, a partir de um profundo estudo da cultura visual em torno do tema. “O Sequestro da Independência: Uma História da Construção do Mito do Sete de Setembro” (Companhia das Letras) é o título da obra, que será o mote da conversa entre os autores e o jornalista Afonso Borges, em uma edição presencial do Sempre Um Papo no Memorial Minas Gerais Vale. O evento, gratuito e aberto ao público, ocorre no dia 8 de setembro, quinta-feira, às 19h. Depois do debate, que contará com tradução simultânea em Libras, os autores participam de uma sessão de autógrafos do livro. A retirada de ingressos deve ser feita no local, uma hora antes do evento, sendo permitido no máximo um par de ingressos por pessoa. A ocupação do teatro é de 80 pessoas. Haverá transmissão pelo Facebook e canal do Youtube do Sempre um Papo.
“O Sequestro da Independência: Uma História da Construção do Mito do Sete de Setembro”
Esta não é a primeira vez que Lilia Schwarcz, Lúcia Stumpf e Carlos Junior dividem a autoria de um livro sobre a História do Brasil. Em 2013, eles publicaram “A batalha do Avaí”, que faz uma detalhada análise da pintura homônima de Pedro Américo. No quadro, que se tornou uma espécie de ícone nacional, o pintor paraibano retrata um episódio marcante da Guerra do Paraguai.
Desta vez, os autores se debruçam sobre outra obra de arte de Américo: “Independência ou Morte”, em que ele representa o suposto “Grito do Ipiranga”, um marco no processo de emancipação do país. A partir deste quadro e de uma vasta coleção imagética, “O Sequestro da Independência: Uma História da Construção do Mito do Sete de Setembro” analisa a complexa formação da identidade nacional.
A emancipação política brasileira foi consequência de um longo e conflituoso processo, desenvolvido em várias regiões do país e com diversos atores. Estes episódios foram omitidos e dissimulados, ao longo dos anos, em favor de uma história oficial ainda muito europeia, pacífica, masculina e unificadora, que encontrou no Sete de Setembro seu mito fundador.
Das tensões do Segundo Reinado e rivalidades entre Rio de Janeiro e São Paulo à ditadura, chegando ao atual governo do Brasil, este livro evidencia o percurso histórico que contribuiu para silenciar outras narrativas possíveis para a Independência, suscitando o que os autores chamam de “uma política de sequestros”, que tem como origem o Sudeste, os paulistas e, posteriormente, os militares.
Sobre os autores
Lilia Moritz Schwarcz é professora titular no Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP). Foi Professora Visitante nas mais renomadas universidades do mundo, como Oxford, Brown, Columbia e Princeton, e, em 2010, recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Científico Nacional. É autora, entre outros, de “As barbas do Imperador” (1998, Prêmio Jabuti/ Livro do Ano e New York, Farrar Strauss & Giroux, 2004), “O sol do Brasil” (2008, Prêmio Jabutide Biografia), “Brasil: uma biografia” (com Heloisa Murgel Starling; Companhia das Letras, 2015, indicado dentre os dez melhores livros para o Prêmio Jabuti de Ciências Sociais) e “Lima Barreto triste visionário” (São Paulo, Companhia das Letras, 2017). Acompanhe Lilia Schwarcz em seu site e redes sociais: Twitter, Instagram e Facebook.
Lúcia Klück Stumpf é doutora em Antropologia Social pela USP com pesquisa sobre arte, raça e cultura visual no século XIX, com ênfase na visualidade da Guerra do Paraguai. Pela mesma universidade, é mestre em Culturas e Identidades Brasileiras, com pesquisa sobre a pintura de história de Antônio Parreiras (1860-1936) nos primeiros anos da República no Brasil. Além disso, é bacharel em Bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Faculdade d”a Amazônia (FAAM). Acompanhe Lúcia Stumpf em suas redes sociais: Facebook e Instagram.
Carlos Lima Junior é docente do curso de especialização Museologia, Cultura e Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e pesquisador pós-doutorando pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Unicamp. É doutor em estética e história da arte pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP).
Sempre um Papo – 36 anos
Criado em 1986, pelo jornalista Afonso Borges, o Sempre Um Papo é reconhecido como um dos programas culturais de maior credibilidade do país. O projeto realiza encontros entre importantes nomes da literatura e personalidades nacionais e internacionais com o público, ao vivo, em auditórios e teatros.
Em sua história, já ultrapassou os limites de Belo Horizonte e chegou a 30 cidades, em oito estados do país, tendo sido realizado também em Madri, na Espanha. Em 35 anos de trabalho, aconteceram mais de 7 mil eventos, que reuniram um público superior a dois milhões de pessoas.
O Sempre Um Papo é viabilizado com o patrocínio o Instituto Cultural Vale, Usiminas e Cemig, com o apoio do Mater Dei, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial da Cultura, do Ministério do Turismo.
Serviço: Debate e sessão de autógrafos com Lilia Moritz Schwarcz, Lúcia Klück Stumpf e Carlos Lima Junior
Dia 8 de setembro, quinta-feira, às 19h
Local: Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640)
Retirada de ingressos no local, uma hora antes do evento. No máximo um par de ingressos por pessoa. Ocupação: 80 lugares.
Informações: www.sempreumpapo.com.br
Foto: Daniel Bianchini
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