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Brasileiros que vivem em Bali realizam a Cerimônia do Cacau online
O encontro é um momento de autoconhecimento e cura emocional
Mais que um ingrediente que dá origem ao famoso chocolate, o cacau é um fruto com propriedades revitalizantes, considerado sagrado pelos antigos povos da América Central, que realizavam a Cerimônia do Cacau quando se sentiam desconectados da natureza. Este ritual atravessou gerações e há cinco anos passou a ser o propósito da brasileira Luciana Mesquita, que lidera a cerimônia em Bali, na Indonésia. Com o contexto mundial da pandemia, surgiu a oportunidade de fazer em formato online e transmitir toda essa energia para o seu país. No dia 12 de setembro, às 9h, ela realiza essa vivência para difundir a prática que já é realizada em várias partes do mundo.
Nessa tradição milenar, o fruto é consumido em forma de um chocolate quente 100% cacau, em uma experiência que une música e espiritualidade, levando o participante a abrir o coração, transformando a vivência em um momento único de conexão interior, elevação da vibração e celebração da vida de forma intensa e libertadora. “A intenção é nos reconectarmos com a nossa essência. É um momento em que a gente planta as nossas intenções dentro dessa energia e sabendo que tudo é possível”, conta Luciana, que também é Thetahealer, e deixou a carreira de publicidade no Brasil, para viver uma vida com mais propósito.
Este foi o mesmo motivo que levou o brasileiro Leo Caputti para Bali. Com espírito empreendedor, passou por cerca de 20 profissões. Em 2017, vendeu tudo o que tinha no Brasil e tornou-se nômade digital. “Até que o ano passado em vim para Bali, e aqui passei a me conectar com a minha essência, voltei a tocar, que é minha paixão mesmo”, comenta Caputti. Nesse processo ele conheceu a Cerimônia do Cacau. “A Luciana me chamou para tocar em uma cerimônia e eu me apaixonei. O ritual me coloca em um estado que poucas coisas nessa vida me possibilitaram, e eu entendi isso como um chamado. E agora fazemos a cerimônia juntos”, afirma.
O cacau libera no cérebro substâncias que são a dopamina, a ocitocina, que nos dão aquela sensação de bem-estar. “E na minha cerimônia cantamos músicas de alta vibração, com letras sublimes como se fosse uma oração cantada, envolve meditação, mas não tem vínculo com religiões. É um ritual que nos faz desapegar, se perdoar, perdoar os outros. Praticar o amor próprio e acessar a potencialidade pura”, completa Luciana.
A vontade de ambos é levar todo esse conhecimento para o Brasil. Por isso, há dois meses, começaram a fazer a Cerimônia do Cacau online. O projeto é sustentado por doações espontâneas, e parte delas são revertidas para obras sociais focadas em saúde e educação no Brasil. “Fazemos essa atividade por amor e movidos por um sentido de espalhar o bem no mundo. Acreditamos que as pessoas precisam ter acesso às cerimônias”, finaliza.
Foto: Gun Gun Gumari
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