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MEMORIAL VALE LANÇA PROJETO DIVERSIDADE PERIFÉRICA E TRAZ ARTISTAS DO AGLOMERADO DA SERRA AOS PALCOS DO MUSEU
Marquim D’Morais faz voz e violão neste sábado, 2, e Cia Fusion apresenta espetáculo de dança urbana no domingo, 3. Iniciativa deve reunir artistas do morro em apresentações periódicas e gratuitas
Tendo o conceito de acessibilidade como aquilo que é atingível, que tem acesso fácil, o Memorial Minas Gerais Vale – no Circuito Liberdade, abre o mês de setembro com o lançamento do projeto Diversidade Periférica. A iniciativa busca aproximar moradores dos aglomerados à programação e às atividades do museu, além de dar visibilidade às iniciativas, às manifestações e às práticas artístico-culturais existentes em cada comunidade. Quem inaugura o Diversidade Periférica são os artistas do Aglomerado da Serra, localizado na região Centro Sul da capital, que faz aniversário em novembro. O destaque desta primeira edição é o cantor e compositor Marquim D’Morais, no dia 2 de setembro (sábado), às 16h; e a Cia Fusion de Danças Urbanas, dia 3 (domingo), às 11h. Todos com entrada gratuita. Memorial Vale fica na Praça da Liberdade, 640, Funcionários, esquina com Rua Gonçalves Dias.
“Na prática, o Diversidade Periférica vai trazer artistas e representantes culturais dos aglomerados de Belo Horizonte e Grande BH para atividades periódicas com o público em geral. E são os próprios representantes das comunidades que irão indicar seus artistas. No Aglomerado da Serra, por exemplo, foi criada uma comissão com oito curadores que desenharam a programação que será apresentada no Memorial Vale até janeiro de 2018”, explica o gerente do Memorial Minas Gerais Vale, Wagner Tameirão. “É uma forma de tornar o espaço ainda mais acessível a todo perfil de público, assim como valorizar o artista mineiro em toda sua diversidade”, completa.
MARQUIM D’MORAIS – VOZ E VIOLÃO
Na apresentação deste sábado, Marquim D’Morais traz suas vivências musicais, poéticas e cotidianas acompanhado por outros quatro músicos. O cantor faz um som brasileiro acompanhado de seus “aglomerados de palavras”, que é como denomina o que escreve. Morador do Aglomerado da Serra, D'Morais se inspira em suas origens para realizar um trabalho autoral que vá de encontro com sua personalidade musical, política, econômica e social, bem como suas “musas e demônios”. No show há momentos de curtição, festa e dança, mas também de reflexão, crítica, amor pela música, pela poesia e pela vida.
CIA FUSION – DANÇAS URBANAS
Na sequência, dia 3, sete corpos dançantes trazem ao palco os desafios de ser negro e de ser mulher em uma sociedade ainda desigual e opressora. A Cia Fusion de Danças Urbanas apresenta uma adaptação do espetáculo “Pai contra mãe” inspirado no conto homônimo de Machado de Assis. No trabalho, a Cia busca tematizar e promover reflexão acerca de questões que perpassam nossa memória e nosso presente como o racismo, a violência, o sexismo, a ânsia por poder e a vaidade humana. Após o espetáculo, será realizado bate-papo com o diretor e os artistas.
A Cia Fusion de Danças Urbanas surgiu em 2002, formada por amigos que gostavam de dançar. Aos poucos, o interesse por pesquisa e pela divulgação dos mais variados aspectos das danças urbanas cresceu o suficiente para sua profissionalização. Além de viver a cultura de rua, a Cia busca aproximá-la de conceitos variados e de outras artes, e mostrar o valor artístico que essa cultura possui. Com cinco espetáculos estreados, o grupo tem participado de festivais pelo país, incluindo o Festival Internacional de Dança e a Virada Cultural de BH, tendo sido assistida por mais de 13 mil espectadores. É vencedora do Prêmio Brasil Criativo (2014) e duas vezes vencedora do Prêmio Cena Minas (2012 e 2015).
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