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RICARDO HOMEN A COR CONSTRUÍDA

AM Galeria de Arte recebe a exposição individual do pintor mineiro Ricardo Homen a partir de 02 de setembro- sábado

A AM Galeria tem o prazer em receber a exposição individual do pintor mineiro Ricardo Homen a partir do próximo sábado, 02 de setembro.

Para a exposição Ricardo Homen apresentará sua mais recente pesquisa, uma série de cerca de 150 pinturas/objeto de várias dimensões, numa pesquisa intensa que transita entre a pintura, a escultura e o desenho. Além desses objetos, que vem desenvolvendo intensamente nos últimos 2 anos, o recorte curatorial da diretora artística Manu Grossi, abrigará 7 pinturas em grande escala. A exposição é uma grande imersão na cor, a construção da cor no trabalho de Ricardo, um recurso sistemático de composição, de variações quase que musicais e que permeiam todo o forte espectro de referências da história da arte, desde o concretismo e neo concretismo brasileiros e Latino Americanos assim como o suprematismo russo.

Nesse conjunto de trabalhos Ricardo Homen sintetiza sua pesquisa pictórica em conversa constante com o desenho e com a tridimensionalidade que já era presente nas paisagens arquitetônicas de óleos cinzas e pretos, seja nos abismos de linhas aquadas, trabalhos do inicio da década de 2000 já bem conhecidos do público. Ricardo, que ganhou sua primeira serra tico-tico quando adolescente, incorpora dessa vez no trabalho a experiência de moldureiro. As construções dos objetos, a madeira delicadamente serrada, recortada, encaixada em um jogo sensual, recoberta por papel que vem ao fim receber as camadas e camadas de tinta a óleo em misturas de cor que o artista cria. São estudos de forma e composição minuciosamente pensadas e dissecadas. Por muitas vezes esses objetos de dimensões e formatos tão variados sugerem imagens de objetos no cotidiano, cujas palavras e marcas foram apagadas restanto apenas a forma e a cor de fundo. Esses apagamentos remontam a caixas de fósforos, capas de livros e assim por diante.

A exposição passa por 3 momentos: num primeiro objetos construídos com bases de variações de cinzas e pretos que nos levam ao mergulho, na segunda sala, na cor, que se constrói exuberante nas centenas de pinturas tridimensinais que saltam à parede e que nos levam por fim ao terceiro grupo de 7 pinturas em grande escala, demonstando toda a potência pictórica de sua produção.

Sobre a artista:

Ricardo Luiz Homen (Belo Horizonte MG 1961). Pintor, desenhista. Já participava de exposições coletivas quando frequentou, em 1984, o curso de artes plásticas na Escola Guignard. Apresentou suas obras em exposições coletivas em diversas cidades - São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Belém e Salvador. Em sua trajetória, destacam-se a participação no Panorama do Desenho Atual, em 1990, no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP, e três exposições individuais no Centro Cultural São Paulo - CCSP, em 1990, 1997 e 2003. Em Belo Horizonte, apresentou obras suas na mostra BR/80 Pintura Brasil Década 80, no Instituto Itaú Cultural, em 1991. Expôs no Museu de Arte da Pampulha - MAP, em 1990, na coletiva Poética do Acaso, e em 2004, na mostra Obra Colecionada: 1943-2003. Sua primeira mostra individual é de 1989, na Galeria Macunaíma - Funarte, Rio de Janeiro. Desde então, expõe individualmente em inúmeras ocasiões.

Ricardo Homen

Belo Horizonte, Brasil, 1961 onde vive e trabalha.

Exposições individuais selecionadas

2016 – Entre o desenho e pintura - Palácio das Artes, Belo Horizonte (MG)

2013 – AM Galeria de Arte, Belo Horizonte (MG)

2012 – Galeria de Arte da Cemig, Belo Horizonte (MG)

2008 – Gesto Gráfico Galeria de Arte, Belo Horizonte (MG)

2002 – Centro Universitário da USP Maria Antônia, São Paulo (SP)

2001 – Palácio das Artes Galeria Genesco Murta, Belo Horizonte (MG)

1997 – Centro Cultural São Paulo, São Paulo (SP)

1995 – Gesto Gráfico Galeria de Arte, Belo Horizonte (MG)

1990 – Gesto Gráfico Galeria de Arte, Belo Horizonte (MG)

1989 – Pasárgada Arte Contemporânea, Recife (PE) - Galeria Espaço Alternativo, Funarte, Rio de Janeiro (RJ)

1988 – Sala Corpo de Exposições, Belo Horizonte (MG)

1986 – Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães, Biblioteca Pública, Belo Horizonte (MG)

A abertura da exposição será realizada no sábado, 02 de setembro a partir das 10h, na AM Galeria de Arte, localizada à Rua do Ouro, 136, Serra, com entrada gratuita, até as 18h.

A exposição integra o “2º CIRCUITO 10 CONTEMPORÂNEO" que será LANÇADO NO DIA 2 DE SETEMBRO,

COM ABERTURA DE 10 EXPOSIÇÕES SIMULTÂNEAS, EM BELO HORIZONTE

10 CONTEMPORÂNEO REÚNE AS MAIORES GALERIAS MINEIRAS

EM UM PROJETO INOVADOR

10 importantes galerias mineiras com o mesmo propósito: criar uma agenda comum para dar visibilidade e fortalecer a arte contemporânea. Assim pode ser definido o 10 Contemporâneo que lança, no dia 2 de setembro, seu 2º Circuito com 10 exposições inéditas e simultâneas, em Belo Horizonte. Participam: AM Galeria, Beatriz Abi-Acl, Cícero Mafra, Celma Albuquerque, dotART, Lemos de Sá, Manoel Macedo, Murilo Castro, Orlando Lemos e Quadrum.

Em 2016, em encontros casuais do mercado, houve uma sinergia entre os galeristas que desenharam o projeto e lançaram a primeira edição do Circuito. Desde então, perceberam que juntas eram uma potência. Este ano o 10 Contemporâneo se estruturou e entra no mercado da arte contemporânea com um conceito, um estatuto e força total. Mais que uma associação, trata-se de um movimento espontâneo e colaborativo, que acredita em formação de público e de mercado. A união de expertises, portfólios e contatos traz uma força maior, ideias mais inovadoras. O crescimento de cada um contribui para a excelência do grupo.

No 2º Circuito 10 Contemporâneo, o público terá uma van disponível para visitar as 10 galerias e é convidado a ver, observar, apreciar, questionar e ser questionado. Cada espaço tem uma linha diferente e suas representações, todas relevantes. O objetivo maior é tornar a arte acessível. Aumentar a intimidade das pessoas com as galerias. E quem ganha com isso é o público, que além de ter disponível uma agenda cultural significativa, a cada galeria que visita, percebe as diferenças, características únicas e apura seu olhar pela arte.

O Circuito é o ponto de partida do projeto. Uma agenda de workshops e discussões sobre a arte contemporânea, com presença de importantes artistas e galeristas, está prevista. E um grande evento reunindo as galerias e o público também está em planejamento.

AM Galeria de Arte

Com 28 anos no mercado, a AM, criada por Angela Martins, representa artistas de diversas gerações e de toda parte do Brasil como Delson Uchôa, Daniel Feingold, Bruno Cançado, Cristina Canale, Ascanio MMM, Sylvia Amelia, Paula Huven, José Luiz Pederneiras, Daniel Feingold, Desali, Regina Silveira, Estela Sokol, entre outros.

 

Foto: Rafael Motta

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