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Filarmônica de Minas Gerais recebe o pianista brasileiro Cristian Budu para interpretar o último concerto de Rachmaninov

Com regência do maestro convidado Maximiano Valdés, Orquestra apresenta ainda sonoridades argentinas e caribenhas

Nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, às 20h30, o regente chileno Maximiano Valdés retorna à Sala Minas Gerais para dirigir junto à Filarmônica de Minas Gerais um programa de grandes contrastes: a modernidade do porto-riquenho Roberto Sierra, na sua Sinfonia nº 2, “Gran passacaglia”, se opõe à alegria esfuziante da Abertura Cubana de George Gershwin. O pianista Cristian Budu volta a se apresentar com a Orquestra para interpretar o último concerto de Rachmaminov, o Concerto para piano nº 4, em celebração aos 150 anos de nascimento do compositor russo. A obra Pampeana nº 3, do argentino Alberto Ginastera, completa o repertório. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais.

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Instituto Cultural Vale e Banco Inter, com patrocínio da Cemig, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio: Circuito Liberdade. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo de Minas Gerais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Maximiano Valdés, regente convidado

Atual regente da Orquestra Sinfônica de Porto Rico, Maximiano Valdés desenvolveu sua carreira musical nos Estados Unidos e em diferentes países da Europa, da Ásia e da América Latina. Conduziu diversas orquestras ao redor do globo, tendo sido regente titular da Orquestra do Principado das Astúrias, na Espanha, por dezesseis anos. Esteve à frente também de algumas das principais orquestras dos Estados Unidos e do Canadá, como as sinfônicas da Filadélfia, de Chicago, de St. Louis, de Vancouver, de Toronto e de Montreal, além da Filarmônica de Nova York e a do Centro de Artes de Ottawa. Valdés também produziu numerosas óperas em cidades europeias como Paris, Roma, Londres e Barcelona, além de Santiago, capital do Chile, seu país de origem. Em 2010, aceitou o convite para ser diretor artístico do Festival Casals de Porto Rico. Em 2021, recebeu distinção como professor de musicologia na Universidade de Porto Rico e o título honorário de Doutor.

Cristian Budu, pianista

Vencedor do Concurso Internacional Clara Haskil em 2013, Cristian Budu vem se consolidando como um dos mais importantes pianistas brasileiros desta geração. Sua gravação dos Prelúdios integrou a lista das “50 melhores gravações de Chopin” da revista Gramophone, ao lado de interpretações históricas de Martha Argerich, Arthur Rubinstein e Maria João Pires, entre outros. Também conquistou prêmios como Instrumentista do Ano da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), em 2017, e Melhor Concerto do Ano pelo Guia da Folha, em 2016. Filho de romenos, Budu cresceu em Diadema (SP) e cursou a Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Nos EUA, integrou um quarteto de música brasileira que venceu o Honors Competition do NEC de Boston. Enquanto solista, já esteve à frente da Orquestra Sinfônica de Lucerna, Orquestre de la Suisse Romande, Orquestra Sinfônica da Rádio de Stuttgart e em salas de renome da Europa. Budu também é idealizador do Pianosofia, projeto de saraus que busca democratizar o acesso à música clássica no Brasil.

Repertório

Robert Sierra (Veja Baja, Porto Rico, 1953) e a obra Sinfonia nº 2, “Gran passacaglia” (2004/2005)

Professor de composição na Cornell University há mais de trinta anos, o porto-riquenho Roberto Sierra escreveu obras comissionadas para algumas das principais orquestras norte-americanas, além de ter atuado como compositor residente da Sinfônica de Milwaukee durante três anos. Sua música aproxima o modernismo europeu (influência de Ligeti, que foi seu professor) de sonoridades, ritmos e instrumentos caribenhos e latinos, em um processo que ele nomeia como “tropicalização”. Com rica coloração orquestral, a Sinfonia nº 2 expressa esse encontro entre a linguagem clássica e a popular que define a visão de Sierra. “É assim que eu ouço música: em Tecnicolor, não em preto e branco”. As diferentes emoções que o compositor busca transmitir aparecem, assim, em texturas complexas e na fusão de ritmos e estruturas harmônicas. A revista especializada Fanfare definiu a sua Segunda Sinfonia como densa e cuidadosamente construída, uma obra que demonstra todo o talento e imaginação de seu criador.

Sergei Rachmaninov (Oneg, Rússia, 1873 – Beverly Hills, Estados Unidos, 1943) e a obra Concerto para piano nº 4 em sol menor, op. 40 (1926, revisão 1941)

Dois meses após a Revolução Russa, em outubro de 1917, Sergei Rachmaninov fugia de seu país com a esposa e as duas filhas para nunca mais voltar. Com a Revolução, vieram as mudanças drásticas em seu modo de vida e a dissolução de seu mundo. Para sobreviver no exílio com a família, teve que abandonar uma promissora carreira de compositor para se dedicar inteiramente à performance. Grande pianista, passou a década seguinte construindo uma reputação de concertista sem precedentes – na época, comparável apenas à de Liszt no século anterior. Com uma agenda exaustiva de concertos nos quatro cantos do mundo, Rachmaninov acreditava que a inspiração para compor chegara ao fim. Apenas em 1925 ele retomaria as anotações trazidas da Rússia para estruturar seu Concerto para piano nº 4. Enquanto suas obras deste gênero escritas no período russo se inseriam claramente na tradição pós-romântica do fim do século XIX, a grande precisão técnica, a busca por simplicidade, a economia de meios na escrita para o piano e um maior interesse pelo colorido orquestral garantem ao opus 40 uma sonoridade indiscutivelmente mais moderna.

Alberto Ginastera (Buenos Aires, Argentina, 1916 – Genebra, Suíça, 1983) e a obra Pampeana nº 3 (1954)

O argentino Alberto Ginastera é amplamente conhecido pela sua forte verve patriótica, que aparece de maneira vivaz em muitas de suas composições. Suas Pampeanas, como o próprio nome indica, são excelentes exemplos dessa característica. Todas foram escritas na virada dos anos 1940 para os 1950, quando Ginastera retornou a Buenos Aires após um período morando nos Estados Unidos. Enquanto as duas primeiras são peças para câmara, a terceira é uma típica sinfonia pastoral, que evoca as raízes musicais do compositor propondo uma espécie de contemplação sonora dos pampas argentinos. Seu primeiro movimento é sereno e introspectivo, como um convite para observarmos a natureza. O segundo movimento, “Impetuosamente”, é mais intenso e vigoroso. Já o movimento final combina traços dos anteriores, mas favorecendo a abordagem meditativa do início da Sinfonia.

George Gershwin (Brooklyn, Estados Unidos, 1898 – Hollywood, Estados Unidos, 1937) e a obra Abertura Cubana (1932)

A Abertura Cubana (primeiramente intitulada Rumba) foi composta bem antes de se instalar a tensa relação entre Cuba e os Estados Unidos. A obra foi motivada pelas lembranças das férias que Gershwin passou em Havana em fevereiro de 1932, “duas semanas histéricas”, em que basicamente circulou por salões de baile, dormiu pouco e não escreveu sequer uma linha. A Abertura está repleta de citações e apropriações de melodias e ritmos caribenhos, e traz uma orquestração de cores muito vivas, em que brilham os instrumentos de percussão típicos da região, como guiros, maracas, claves e bongôs. Enérgica e dançante, a composição foi escrita quando Gershwin estava no auge de sua popularidade, sendo constantemente requisitado para colaborar com produções de Hollywood e da Broadway. Pode-se dizer que a Abertura Cubana captura algo da euforia desse momento na vida do artista, mantendo sua paixão por formas populares já bem estabelecidas na aproximação com o universo sinfônico.

Serviço: Filarmônica de Minas Gerais

Série Allegro
31 de agosto – 20h30
Sala Minas Gerais

Série Vivace
1º de setembro – 20h30
Sala Minas Gerais

Maximiano Valdés, regente convidado
Cristian Budu, piano
R. SIERRA Sinfonia nº 2, “Gran passacaglia”
RACHMANINOV Concerto para piano nº 4 em sol menor, op. 40
GINASTERA Pampeana nº 3
GERSHWIN Abertura Cubana

INGRESSOS:

R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 70 (Balcão Palco), R$ 90 (Balcão Lateral), R$ 120 (Plateia Central), R$ 155 (Balcão Principal) e R$ 175 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.
Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais
Horário de funcionamento

Dias sem concerto:
3ª a 6ª — 12h a 20h
Sábado — 12h a 18h

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana
— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado
— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos: Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa | Pix

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.

O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.

A Orquestra possui 11 álbuns gravados, entre eles três que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 80 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Os números da Filarmônica (2008 a junho/2023)

1.467.778 espectadores

1.161 concertos realizados

1.278 obras interpretadas

119 concertos em turnês estaduais

39 concertos em turnês nacionais

9 concertos em turnê internacional

606 notas de programa publicadas no site

225 webfilmes publicados (20 com audiodescrição)

1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral

4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica

11 CDs lançados

1 Indicação ao Grammy Latino 2020 (CD Almeida Prado - Obras para piano e orquestra – Categoria de Melhor Álbum Clássico)

Foto: Kate Lemmon photographer

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