Notícias

Orquestra Sinfônica e Coral Lírico de Minas Gerais interpretam a ópera PAGLIACCI em versão para concerto

Apresentações contam com a participação dos solistas convidados, Eric Herrero, Mariana Gomes, Fabián Veloz, Afonso Mujica e Matheus Pompeu

Uma história de amor, traição e dramaturgia dá o tom das próximas edições das séries Sinfônica e Lírico ao Meio-Dia e Sinfônica e Lírico emConcerto. Sob regência do maestro Sílvio Viegas, e com participação dos solistas convidados Eric Herrero (tenor), Mariana Gomes (soprano),Fabián Veloz (barítono), Afonso Mujica (barítono), e Matheus Pompeu (tenor), a Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico de Minas Geraisinterpretam a ópera Pagliacci, em versão para concerto.

Trabalho magistral do italiano Ruggero Leoncavallo, Pagliacci se passa no fim do século XIX em uma vila da Calábria, no sul da Itália, durante a Festa da Assunção da Virgem – celebração tradicional em países católicos europeus. Como parte da festa, uma trupe provincial de atores retorna à cidade para representar e festejar em companhia dos aldeões.

Apresentada pela primeira vez no Teatro dal Verme de Milão, no ano de 1892, Pagliacci ainda é encenada com frequência nas grandes casas de ópera mundiais. De formato mais curto, a obra pode ser entendida como uma metalinguagem, em que a história de uma companhia teatral é contada por uma encenação operística.

Segundo Silvio Viegas, regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Pagliacci é uma composição fantástica, na qual a própria narrativa apresenta nuances dramáticas que encantam o público. “Quando o drama é levado ao palco, a ficção e a realidade se misturam, tornando a música muito visceral, explosiva e verdadeira”, detalha o regente.

Trechos da ópera serão interpretados durante a série Sinfônica e Lírico ao Meio-Dia, na terça-feira, 29 de agosto. A versão integral da obra será executada na série Sinfônica e Lírico em Concerto, na quarta-feira, 30.

Novas perspectivas para a ópera – Muito comum em teatros de vários países, esse formato é uma oportunidade para que o público possa apreciar as tradicionais óperas a partir de uma nova perspectiva. Sem cenários e figurinos, a beleza da composição e a expertise dos corpos artísticos e dos solistas é o que encanta o público durante os 70 minutos de apresentação.

Para Cláudia Malta, diretora de Produção Artística da FCS, esse formato de concerto apresenta ao público a versatilidade de repertório dos Corpos Artísticos. “Nossos corpos artísticos têm no repertório operístico uma de suas grandes vocações, o que nos permite um leque de obras que podem estar nos programas das várias apresentações que realizamos na temporada”, destaca.

Para interpretar os complexos personagens de Pagliacci, a Fundação Clóvis Salgado reuniu importantes nomes do cenário nacional e internacional da música sinfônica, já que a trama possui uma dramaticidade não linear, mostrando tanto um lado romântico, quanto um lado perverso das personagens.

Nomes estrangeiros de grande influência na música erudita mundial compõem o elenco de Pagliacci: Tonio, personagem apaixonado por Nedda, é interpretado pelo barítono argentino Fabián Veloz. Vencedor do Prêmio Estímulo 2009 e Melhor Cantor Argentino em 2013, Veloz é uma das principais vozes da cena lírica sul-americana. O amante de Nedda, Sílvio, é interpretado pelo uruguaio Afonso Mujica, que estreouno Teatro Colón de Buenos Aires e tem se apresentado como solista em Montevidéu, São Paulo, Porto Alegre, El Salvador, Campinas e Manaus.

O personagem Canio, dono da companhia de teatro e também seu ator principal, ganhará vida na voz do tenor Eric Herrero, vencedor doVII Concurso Brasileiro Maria Callas. Nedda, esposa do dono da companhia de teatro, será interpretada pela soprano Mariana Gomes,integrante da Academia de Ópera Bidu Sayão. Beppe, também ator da companhia, é interpretado pelo tenor Matheus Pompeu, vencedor dos prêmios italianos Salvatore Licitra e Vero Beach Opera.

Novos formatos para composições tradicionais – Pagliacci faz parte do hall dos grandes títulos de ópera, tendo sido interpretada pelas mais importantes orquestras do mundo, em diversos formatos. Para Silvio Viegas, encenar essa ópera, em versão para concerto, é, também, manter uma tradição na música que a Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico de Minas Gerais mantêm desde que foram criados.

“Precisamos buscar uma identidade que mostre a nossa característica. A Fundação Clóvis Salgado possui um programa de produção que inclui óperas, representando um diferencial muito importante na cultura mineira. Quanto mais buscarmos títulos que sejam interessantes e que toquem o coração tanto do público quanto da Orquestra e Coral, mais fortes nos tornamos”, pontua Viegas.

Em 2016, a ópera Cavalleria Rusticana, do italiano Pietro Mascagni, também foi interpretada em forma de concerto pela Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico de Minas Gerais.

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Seu atual regente titular é Silvio Viegas. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia, Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, do barroco ao contemporâneo, além de grandes sucessos da música popular, com a série Sinfônica Pop. Já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais os regentes Wolfgang Groth, Sérgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, Emílio de César, David Machado, Afrânio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto Tibiriçá e Marcelo Ramos.

Silvio Viegas – Regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, é professor de Regência na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, em Belo Horizonte, de 2003 a 2005; maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2008 a 2015 e diretor artístico interino do mesmo teatro de 2011 a 2012. Desde o início de sua carreira tem se destacado pela atuação no meio operístico, regendo títulos como O Navio Fantasma, L’Italiana in Algeri, O Barbeiro de Sevilha, Don Pasquale, Così fan Tutte, Le Nozze di Figaro, A Flauta Mágica, Carmen, Cavalleria Rusticana, Romeu e Julieta, Lucia di Lammermoor, Il Trovatore, Nabucco, Otello, Falstaff, Salome, La Bohème e Tosca. Como convidado, esteve à frente da Orquestra da Arena de Verona, Sinfônica de Roma, Sinfônica de Burgas (Bulgária), Sinfônica do Festival de Szeged (Hungria), Orquestra do Algarve (Portugal), Sinfônica Brasileira (OSB), Teatro Argentino de La Plata (Argentina), Filarmônica de Montevidéu e Sinfônica do Sodre (Uruguai), Amazonas Filarmônica, Petrobras Sinfônica, Sinfônica do Paraná, Sinfônica do Theatro São Pedro-SP, Orquestra do Teatro da Paz, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, entre outras. Em 2001, obteve o primeiro lugar no Concurso Nacional “Jovens Regentes”, organizado pela Orquestra Sinfônica Brasileira no Rio de Janeiro. Natural de Belo Horizonte, Silvio Viegas estudou regência na Itália e é mestre em regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo sido discípulo de Oiliam Lanna, Sérgio Magnani e Roberto Duarte.

Coral Lírico de Minas Gerais – Criado em 1979, o Coral Lírico de Minas Gerais, corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado, é um dos raros grupos corais que possui uma programação artística permanente e que interpreta um repertório diversificado, incluindo motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais. Já estiveram à frente do Coral os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Angela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Silvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes e Lincoln Andrade. O Grupo se apresenta em cidades do interior de Minas e em capitais brasileiras com o intuito de contribuir para a democratização do acesso de diversos públicos ao canto coral. As apresentações têm entrada gratuita ou preços populares. O Coral já atuou com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

SOLISTAS CONVIDADOS

Alfonso Mujica – Premiado em vários concursos no Uruguai, estreou no Teatro Colón de Buenos Aires cantando “Lieder eines fahrenden Gesellen” de Mahler, onde também cantou Carmina Burana. Estreou em Bogotá como Albert em Werther para a Opera de Colômbia. Tem se apresentado como solista em Montevidéu, Buenos Aires, São Paulo, Porto Alegre, El Salvador, Campinas e Manaus e trabalhou sob regência de L. Campellone, A. Russo, R. Censabella, L. F. Malheiro, C. Vieu, N. Rauss, Dietrich Paredes, I. G. Vidal, P. Vano, M. Jorge, R. Calderon, D. Salomon, Karl Martin, V. H. Toro e S. Lano entre outros. Em seu repertório constam solos como Conde (Bodas de Fígaro), Manuel (La Vida Breve), Aeneas (Dido & Aeneas), Ping (Turandot), Peter (Hansel und Gretel), Morales (Carmen), Silvio (I Pagliacci) entre outros.

Eric Herrero – Vencedor do VII Concurso Brasileiro Maria Callas, Herrero canta nas principais salas de concertos do Brasil tendo recebido excelentes críticas e elogios do público ao representar Roberto (Le Villi) no Theatro Municipal de São Paulo, Andrea Chénier (Giordano) na produção da Fundação Clóvis Salgado e Lysander (A Midsummer Night's Dream) junto a OSB Ópera & Repertório. Sua trajetória é igualmente de muito sucesso no exterior. Participou da estréia européia de Pedro Malazarte, do compositor brasileiro Camargo Guarnieri no Feldkirch Festival (Áustria) e atua com frequência junto à Philharmonie Luxembourg. Destacam-se também suas participações primorosas como Laca (Jenufa) e Maurizio (Adriana Lecouvreur) na Buenos Aires Lirica e sua interpretação de Bacchus (Ariadne auf Naxos) em seu debut no Teatro Solís de Montevidéu. Em 2015, em Buenos Aires, foi Princ na estréia argentina de Rusalka (Dvořák). Integrou Masterclasses de ícones da ópera como Fiorenza Cossoto, Jaume Aragall e Sylvia Sass, com quem se aperfeiçoa atualmente. Ainda neste ano, junto a Buenos Aires Lirica/Argentina atuará em Manon Lescaut e na montagem brasileira de Jenufa no TMRJ.

Fabián Veloz– Nasceu em Ayacucho, na Argentina onde começou seus estudos musicais. Ingressou no Instituto Superior de Arte do Teatro Colón, em Buenos Aires, onde estudou Técnica Vocal com Lucia Boero, com Bruno D’Astoli e Repertório Lírico com Juan Pablo Scafidi. Aperfeicoou-se nos Estados Unidos com Jorge Parodi e Joan Dornemann e fez parte do Voice Experience Program com direção do célebre Sherril Milnes. Sua estreia profissional na América do Sul foi em Stabat Mater (Bacalov) no Teatro Argentino de La Plata e em O Barbeiro de Sevilha (Figaro), no Teatro Avenida de Buenos Aires tendo, em seguida, ganhou o Prêmio Estímulo 2009 e Melhor Cantor Argentino em 2013. Desde então, tem destacado-se como uma das principais vozes da cena lírica argentina e interpretado os principais papéis de seu timbre.

Mariana Gomes – Bacharel em Canto pela UFRJ, iniciou seus estudos aos nove anos, no Coral das Meninas Cantoras de Petrópolis. Como solista, participou das óperas "The Little Sweep” de B. Britten e "Hansel und Gretel" de Humperdinck e em concertos como a 9ª Sinfonia de Beethoven com Orquestra Camerata SESI em Vitória, sob regência de Leonardo David; Afrosambas, orquestração de Guerra-Peixe, com a OSN/UFF sob a regência de Ernani Aguiar e "Les Mélodies" sob direção de André-Heller Lopes, ambos na Sala Cecília Meireles. Em 2015, estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro com a ópera "O Menino Maluquinho" de Ernani Aguiar, sob regência de Roberto Duarte. Integra a Academia de Ópera Bidu Sayão, do TMRJ, estreando no Concerto de 108 anos da instituição.

Matheus Pompeu – Natural de Minas Gerais, em 2015 obteve destaque na quinta edição do “Concorso Internazionale Marcello Giordani” (Sicília - Itália), sendo vencedor do prêmio especial "Salvatore Licitra", e do prêmio "Vero Beach Opera". Foi premiado como melhor voz masculina do VIII Concurso Carlos Gomes (Campinas). Trabalhou em produções de ópera com grandes maestros brasileiros como Luiz Fernando Malheiro, John Neschling e Silvio Viegas. Apresentou-se como solista em importantes palcos da lírica nacional como o Theatro Municipal de São Paulo, Theatro São Pedro, Teatro Amazonas, Palácio das Artes e Sala São Paulo. É membro do Opera Studio Theatro Municipal de São Paulo onde debutou Tamino, em Die Zauberflöte, (W.Mozart) e participou de cursos de aperfeiçoamento e masterclasses com Gregory Kunde, Marcello Giordani, Marianne Cornetti e Marco Gandini. Recebe orientação da professora Isabel Maresca e trabalha repertório com Rafael Andrade.


Foto: Paulo Lacerda

Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.