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Grupo Oriundo de Teatro apresenta repertório completo em mostra que celebra onze anos de resistência

Programação da "Oriundo Mostra Tudo" reúne as sete montagens do grupo nos dias 01, 02 e 03 de setembro, no Teatro Francisco Nunes, com ingressos a R$10

Já se vão onze anos desde que o Grupo Oriundo de Teatro começou suas atividades em Belo Horizonte. Para celebrar essa trajetória de arte e resistência, a companhia apresenta seu repertório completo na programação da "Mostra Tudo", marcada para os dias 01, 02 e 03 de setembro, no Teatro Francisco Nunes. A mostra reúne todos os espetáculos do grupo, tanto os adultos quanto os infanto-juvenis. Do inaugural "O Lustre" (2007) ao mais recente "Escola de Heróis" (2017), o público mineiro terá a oportunidade de relembrar a frutífera caminhada do Oriundo, em três dias de apresentações a preços populares.

Completam a programação da mostra Oriundo Mostra Tudo os espetáculos "Por Quem Choram as Samambaias?" (2009), "Quem Pergunta Quer Resposta!" (2010), "Cabaré Vagabundo" (2011), "O Mistério da Bomba H____" (2012) e "A Festa do Pijama" (2016). "Decidimos investir recursos próprios numa vontade imensa de comemorar esses onze anos junto ao nosso público, aos parceiros, aos atores e atrizes da cidade. Não é apenas a comemoração de uma data, mas de uma trajetória de resistência. Resistência física, inclusive, já que faremos sete espetáculos em três dias", destaca Anna Campos, atriz e co-fundadora do grupo.

Para Antonio Hildebrando, as mostras e encontros intensificam os diálogos da aquecida cena das artes cênicas na capital mineira. "A produção teatral em Belo Horizonte ancora-se principalmente no Teatro de Grupo e a colaboração entre os coletivos foi, acredito, o fator de maior importância para a efervescência atual do teatro em BH", sublinha. "O Oriundo está sempre disposto a compartilhar suas experiências, seja como coletivo ou com a participação de seus componentes em trabalhos de outros grupos ", completa.

Hildebrando ressalta ainda a amplitude artística do Oriundo, uma das principais características da linguagem cênica do grupo. "A principal marca do Oriundo creio ser justamente a diversidade, a tentativa de não se fechar em uma única vertente. A cada novo espetáculo exploramos um novo território", afirma. "Há, entretanto, uma característica que está sempre presente e que é a assunção da teatralidade, a comunicação direta com o espectador", reflete.

Grupo Oriundo de Teatro

O Grupo Oriundo nasceu em 2007, do encontro dos atores Anna Campos e Enedson Gomes, ambos formados em Belas Artes na UFMG. "Estudamos na mesma faculdade, mas fomos nos encontrar depois do curso. Compartilhávamos uma vontade de montar textos e atuar em produções em que tivéssemos voz, que trouxessem temas e linguagens artísticas que nos interessassem. Então, Enedson me apresentou um texto chamado 'O Lustre', escrito pelo Hildebrando, que foi nosso professor. Nós o convidamos para dirigir e montamos o espetáculo. A parceria deu muito certo e se estendeu em 'Por Quem Choram as Samambaias', que foi outro sucesso. O grupo surgiu assim, dos desdobramentos de uma parceria e de uma pesquisa que fluíram muito bem”, relembra Anna Campos.

A artista ressalta que a formação do Oriundo se completou durante os anos seguintes. "Em 2010, montamos nosso primeiro espetáculo infanto-juvenil, ‘Quem Pergunta Quer Resposta!’, que marca a entrada de Tatá Santana e o nosso encontro com a música. Ali, descobrimos que gostávamos de tocar em cena e nossas criações se transformaram", afirma. "Depois, em 2012, tivemos um encontro belíssimo com a Isabela Arvelos, grande atriz e cantora, que chegou para fechar a formação, trazendo um reforço muito importante para a nossa parte musical", pontua.

Entre os triunfos do Grupo Oriundo estão os prêmios Usiminas/Sinparc recebidos por “Quem Pergunta Quer Resposta!”, em 2010 (“Ator Revelação” e “Melhor Trilha Sonora Original”, para Tatá Santana, e “Melhor Ator Coadjuvante”, para Enedson Gomes). Já “Mistério da Bomba H___” foi indicado, em 2013, a 12 categorias do mesmo prêmio, além de circular, no ano seguinte, pelo projeto Palco Giratório, do Sesc. Além das criações, o trabalho do Grupo Oriundo de Teatro é marcado pela produção. Em 2012, o grupo venceu o “Edital de Ocupação do Galpão 3 da Funarte MG”, elaborando, a partir de seu próprio repertório e de diversas produções de parceiros, uma extensa e variada programação de cinco meses através do projeto “Artes Cênicas Mês a Mês”.

"Produzimos outros projetos, como o 'Onde o Teatro Não Vai', levando espetáculos infanto-juvenis para cidades do interior. Em 2017, também coordenamos o Cecad, do Sesc, um centro de estudos para atores e diretores, numa edição voltada para a infância e a juventude", conta Anna Campos, revelando os próximos planos do grupo. "Estamos entrando no caminho do audiovisual e em breve lançaremos nosso primeiro projeto, além de uma oficina de cinema. Também já começamos a preparar a montagem de dois novos espetáculos, um adulto e um musical infanto-juvenil", finaliza.

Foto: Roberto Paim

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