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Docente da Estácio esclarece mitos sobre a amamentação
Apesar da relevância dos índices, o país está longe do que a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza: até os seis meses de vida, bebês devem ser alimentados exclusivamente com leite materno
Uma pesquisa feita pelo Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019), encomendada pelo Ministério da Saúde, revelou que no Brasil a prevalência de aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida foi de 45,8%; entre crianças de 12 a 23 meses, 43,6%; entre bebês menores de quatro meses, 59,7%. Apesar da relevância dos índices, o país está longe do que a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza: até os seis meses de vida, bebês devem ser alimentados exclusivamente com leite materno e devem seguir sendo amamentados até os dois anos, mesmo após iniciar a introdução alimentar.
Segundo Rosiane Almeida, professora de Enfermagem da Estácio Belo Horizonte, o leite materno protege contra uma série de doenças e infecções, como diabetes, doenças respiratórias, alergias e diarreia, fortalece o sistema imunológico, reduz a taxa de mortalidade, ajuda no desenvolvimento cognitivo e melhora o desenvolvimento da musculatura orofacial. “Na mãe, o ato de amamentar diminui o sangramento do pós-parto, reduz a incidência de tumores de mama, ovário e endométrio, e protege contra doenças cardiovasculares. Além disso, fortalece o vínculo entre mãe e filho”, explica.
Uma das barreiras da amamentação são os mitos acompanhados de uma idealização. “As mães tendem a achar que a amamentação é um processo natural e instintivo, mas na maioria das vezes isso não ocorre. Muitas mães enfrentam desafios, como fissuras mamárias, mamas ingurgitadas e até mesmo mastite, por isso a orientação de profissionais e uma rede de apoio são essenciais”, ressalta Rosiane Almeida.
A pega e a posição corretas vão garantir a amamentação sem machucar os mamilos, como orienta a profissional. " A mãe não deve sentir nenhuma dor ao amamentar. Dor ou ardor deve-se na maior parte dos casos à pega incorreta do seio. Só coloque o bebê para sugar quando ele abrir bem a boca. Quando o bebê pegar o peito, o queixo deve encostar na mama, os lábios devem ficar virados para fora e o nariz deve ficar livre. Além do mamilo, o bebê precisa abocanhar o máximo possível da parte escura da mama (aréola). O corpo do bebê deve estar alinhado ao da mãe e seu pescoço não pode estar torcido. É muito importante que um profissional instrua e acompanhe o momento da descida do leite (apojadura) para que o organismo não produza quantidade insuficiente ou em excesso, o que pode levar a uma mastite”, finaliza.
Foto: ARQUIVO PESSOAL
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