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Para dias tristes, música!

Há 30 anos no mercado e parceiro de artistas como Eduardo Costa, César Menotti e Fabiano e Leonardo, músico de BH cria escola 100% on-line para manter-se ativo durante a pandemia

As áreas da cultura e do entretenimento, que compõem a chamada economia criativa, foram as primeiras a terem suas atividades interrompidas pela pandemia e as últimas a retomá-las. Segundo a pesquisa “Impactos do coronavírus nos pequenos negócios”, uma iniciativa conjunto do Sebrae e da Fundação Getúlio Vargas (FGV),os pequenos negócios da economia criativa registraram queda de 68% no faturamento e, ao lado do turismo, lideraram o ranking dos segmentos mais impactados pela covid-19.

Não foi diferente com o músico instrumentista e produtor musical Fabinho Gonçalves. Com mais de 30 anos de carreira, o artista que já trabalhou com nomes como Eduardo Costa, César Menotti e Fabiano, Leonardo e Marku Ribas, se viu em uma circunstância nunca antes experimentada, que exigiu dele uma mudança de rumo.

“Nunca passei por uma situação parecida em toda a minha carreira. No início da pandemia, já não estava mais na estrada. Tinha optado por ficar perto de casa, tocando com minha filha e outros cantores em restaurantes de Belo Horizonte, festas e casamentos. Além disso, estava produzindo músicas em estúdio, o que dava super certo, mas a situação começou a mudar”, conta.

Assim como a esposa e a filha, Fabinho perdeu todas as suas fontes de renda. Sem saber o que faria, precisou recorrer ao auxílio emergencial e vender o carro. Até que a esposa, dona de forte espírito empreendedor, teve a feliz ideia de abrir uma escola de música on-line.

“Confesso que achei que não daria certo, mas ela insistiu e, como sempre, me empurrou. Usamos todas as nossas redes sociais para divulgar as aulas. Comecei ensinando ukulele, violão e guitarra, do iniciante ao profissional. Tivemos a parceria de uma amiga designer que fez nosso primeiro banner e, surpreendentemente, tive um retorno absurdo”, comemora o músico.

Antídoto contra o isolamento

O isolamento social, por decorrência da pandemia, trouxe uma série de consequências psíquicas que ainda estão sendo estudadas e Fabinho não demorou a perceber que as pessoas precisavam de algo que as ajudasse a atravessar esse período. Logo que o projeto idealizado por sua esposa foi colocado em prática, ele viu famílias inteiras se matricularem e passou a ocupar-se com as aulas por no mínimo três dias na semana, das 10 às 22 horas. Desde que as aulas passaram a ser oferecidas on-line, mais de 150 alunos já concluíram os cursos.

“Fico feliz pelo fato de a ideia ter dado certo, mas o cenário ainda é triste, pois falta apoio aos artistas. Muitos profissionais da área que sempre viveram de música precisaram se dedicar a outras atividades para sobreviver. Por isso, a nossa expectativa é que esse momento difícil esteja próximo de terminar”, conclui.

O Sebrae Minas disponibiliza  no episódio 30 do podcast “Que negócio é esse, Sebrae?” um bate papo com a bailarina mineira e diretora do Grupo de Dança Primeiro Ato, Suely Machado,que conta como o setor da economia criativa tem sobrevivido durante a pandemia. Não perca!

Foto: Divulgação

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