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Memorial Vale faz o bate-papo “favela – formação e potencialidades”

O Memorial Vale, dentro do projeto Diversidade Periférica, realiza no dia 24 de agosto, sábado, às 10 horas, o bate-papo Favela – Formação e Potencialidades. O evento reunirá três ativistas sociais com ampla atuação e experiência nessa temática: Francis Santos, diretor da Central Única das Favelas – CUFA, assumiu a presidência da instituição em solenidade realizada na sede das Organizações das Nações Unidas (ONU) em setembro 2015, em Nova York; Josemeire Alves Pereira,historiadora, mestre e doutoranda em História Social (Unicamp), pesquisadora de temas relacionados à história do racismo no Brasil, cidades, favelas, memória e representações sociais, e Lisandra Mara Silva, arquiteta e urbanista, ativista em lutas pelo direito à cidade, integra a equipe de Parcelamento do Solo e Regularização Jurídica da Companhia Urbanizadora e de Habitação de BH (Urbel) e é membro do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR).

Eles abordarão aspectos da concepção das favelas em Belo Horizonte, espaço urbano que ainda nos dias de hoje luta para romper com os paradigmas violentos forjados a ela, resiste e vem demonstrando ao longo da história sua potência e o quão forte e eficazes são suas ferramentas de tecnologia social. “A favela é parte da cidade e seus moradores protagonistas de suas histórias”, lembra a curadora do evento, Patrícia Alencar, que é uma das diretoras da CUFA. A entrada é gratuita, sujeita a lotação do espaço. O Memorial Vale fica na Praça da Liberidade 640, esquina com Gonçalves Dias.

Francislei Henrique Santos, mais conhecido como Francis Santos, é ativista social e diretor da Central Única das Favelas – CUFA, assumiu a presidência da instituição em uma solenidade realizada na sede das Organizações das Nações Unidas-ONU em setembro 2015, em Nova York. Ao longo de sua trajetória promove intervenções em favelas, comunidades, guetos, universidades e escolas. Com significado intercâmbio no exterior e em países da África, Caribe, Europa, América do Norte e América Latina, e entrou no curso de Relações Internacionais da PUC Minas em 2019. Ele vai falar sobre a favela contemporânea.

Josemeire Alves Pereira é historiadora, mestre e doutoranda em História Social (Unicamp), pesquisadora de temas relacionados à História do Racismo no Brasil, Cidades, Favelas, Memória e Representações Sociais. É gestora institucional da Casa do Beco, no Aglomerado Santa Lúcia - BH. É co-organizadora do livro Periferias em Rede: experiências e perspectivas. Ela vai falar sobre as favelas, a segregação sócio-racial e a produção do espaço em Belo Horizonte. Josemeire abordará a história de produção do espaço urbano em Belo Horizonte, discutindo o elemento de segregação sócio-racial que fundamenta as práticas de ordenamento da cidade, desde a implementação de seu plano original, com ênfase nas políticas de remoção de vilas e favelas, desde a primeira metade do século XX. Propõe pensar as favelas não nas chaves usuais dos estigmas da violência ou da carência ou, ainda, do exótico, mas a partir do paradigma da potência (Carta da Maré, 2017); como experiência social que oferece fecundo aprendizado sobre as possibilidades de aprimoramento da experiência democrática e de equidade na cidade.

Lisandra Mara Silva é arquiteta e urbanista, ativista em lutas pelo direito à cidade. Integra a equipe de Parcelamento do Solo e Regularização Jurídica da Companhia Urbanizadora e de Habitação de BH (Urbel) e é membro do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR). Como pesquisadora, colabora com os Grupos de Pesquisa PRAXIS e Indisciplinar da EAD/UFMG. Ela irá discutir as múltiplas resistências materializadas em moradia na cidade construída e falar das favelas, ocupações urbanas, quilombos e mocambos como experiências multiplicadoras - e de descolonização - diante da tentativa moderna de unificação do mundo.

Diversidade Periférica

Criado em 2017, o projeto Diversidade Periférica é uma parceria entre artistas, produtores e grupos culturais das periferias de Belo Horizonte. O objetivo é trazer ao público as iniciativas, manifestações e práticas artístico-culturais produzidas nas comunidades, além de promover o acesso e a aproximação destes moradores à programação e atividades do Memorial Vale. A curadora Patrícia Alencar tem como apoio na produção jovens das comunidades de onde vem as atrações. “A participação de pessoas da comunidade, não só como artistas, mas também na produção do evento, é uma forma de preparar e capacitar para o mercado de trabalho”, explica. Neste evento, Kézia Coelho Vieira e Ryan Rodrigues são seus assistentes.

Patrícia Alencar é mineira nascida na favela do Morro do Papagaio, em Belo Horizonte. É ativista social, gestora cultural, arte educadora e dançarina, engajada na luta contra o racismo e pela igualdade social, desenvolve suas atividades desde de 1998. Hoje é uma das Diretoras da CUFA (Central Única de Favelas), co-fundadora da Frente Favela Brasil e também faz parte da Associação Sócio Cultural Bataka. Produziu eventos de relevância para Belo Horizonte, como o Dia das Favelas, Taça das Favelas, Carnafavela, Hip Hop Rua, entre outros. Sua atuação tem como premissa a transformação social por meio das artes e por meio do protagonismo de moradores de favelas.

Kezia Coelho Vieira tem 20 anos e é nascida e criada na favela do Morro do Papagaio, em Belo Horizonte. É estudante de curso técnico em enfermagem. Fez moda no SENAI, teve vivências em danças afro-brasileiras e atua como assistente de produção em eventos culturais.

Ryan Rodrigues, 18 anos, nascido e criado no Aglomerado Santa Lúcia, em Belo Horizonte, é um jovem negro que fez 8 anos de ballet clássico na companhia de dança Primeiro Ato. Atuou em áreas de assistência administrativa pelo programa ASPRON.

Foto: Josemeire alves

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