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Pegadinhas dos rótulos de alimentos: Nutricionista explica como escapar
As embalagens estão cheias de informações falsas e frases “caça-consumidores”, que nem sempre representam o conteúdo que elas possuem de verdade
“As aparências enganam’’. Esse ditado popular exemplifica pegadinhas nos rótulos alimentares. Nem sempre aquilo que está escrito na embalagem de um produto é verdade ou vai atender as expectativas geradas no consumidor. As prateleiras estão repletas de itens que aparentam ser saudáveis e nutritivos, mas que, na realidade, podem atrapalhar a dieta e até mesmo ser prejudicial à saúde.
Sócio da clínica Be Light, o nutricionista Thiago Cunha, especialista em performance, emagrecimento e longevidade, explica que, apesar da pressa, na hora das compras é necessário que o consumidor preste bastante atenção nos rótulos dos alimentos prontos e entenda o significado de cada expressão que é usada na embalagem.
Este ano, a indústria alimentícia está se adaptando a mudanças estipuladas no final de 2022 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As mudanças acontecem nas tabelas nutricionais dos produtos, como a adoção de alertas sobre alguns nutrientes na parte frontal das embalagens. Dentre eles, as quantidades de açúcar, sódio e gordura agora devem estar representadas por meio de um desenho de lupa na parte frontal das embalagens.
Apesar dessa mudança, o nutricionista explica que, embora alguns produtos tenham frases de efeito como “sem açúcar”, “light”, “sem glúten” e outras expressões que acabam enganando os consumidores, eles nem sempre são realmente saudáveis.
Exemplo dessas pegadinhas são os alimentos que alegam ser "sem gordura trans". Alimentos rotulados como "sem gordura trans" podem conter pequenas quantidades de gordura trans, abaixo do limite que exige a divulgação no rótulo. Essa prática permite que os fabricantes deem a impressão de que o produto não contém gordura trans, mesmo que ela esteja presente em quantidades não negligenciáveis.
Outro exemplo está relacionado ao teor de açúcar. Alguns produtos podem apresentar teores de açúcar elevados, mas dividem o açúcar em várias fontes diferentes (como xarope de milho, açúcar mascavo, mel, etc.), colocando-os mais abaixo na lista de ingredientes, o que dá a impressão de que existe uma quantidade menor de açúcar no produto.
Além disso, certos produtos podem apresentar alegações de saúde que não são apoiadas por evidências científicas sólidas, induzindo os consumidores a pensar que o produto é mais benéfico do que realmente é.
Uma dica que o profissional apresenta é ficar atento aos ingredientes que constam no rótulo. Os ingredientes do produto sempre estarão na ordem de quantidade contida, ou seja, o primeiro produto na ordem dos ingredientes é o que contém em maior quantidade e assim sucessivamente. Outro fato importante nesse quesito é sobre a quantidade de ingredientes que contém nesse produto, Thiago alerta para o consumo de produtos que contenham um menor número de ingredientes.
Os consumidores devem se atentar, também, às letras miúdas, porque muitos fabricantes se aproveitam e colocam informações importantes lá para que, na hora da compra, passe despercebido pelo consumidor. Fatores como a presença de alergênicos ou ingredientes controversos, podem ser colocados em letras pequenas e em locais menos visíveis do rótulo, dificultando a sua identificação pelos consumidores.
Thiago afirma que os alimentos naturais e simples são sempre a melhor opção para aqueles que desejam se alimentar bem e de forma saudável. Porém, é inegável a praticidade que os produtos industrializados oferecem para a vida das pessoas que possuem uma rotina corrida. Ele alerta para a máxima quando falamos de saúde alimentar, “Descasque mais e desembrulhe menos”.
Ele finaliza explicando que devemos sempre buscar evitar ao máximo os alimentos ultra processados como os biscoitos recheados, refrigerantes, suco de caixinha, embutidos, sorvetes e pães de forma com grandes quantidades de ingredientes, pois, além de aumentarem o risco de doenças, eles geram dependência. “Esses alimentos são perigosos pois, além da praticidade que oferecem, chegam ao consumidor com preços inferiores a frutas e verduras, o que faz com que eles se tornem ainda mais atrativos para os clientes”, finaliza.
Foto: Leandro Guieiro
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