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Em 2018, o Grupo Corpo traz de volta 21, espetáculo de 1992 que marcou a revolução da sua linguagem, em programa duplo com GIRA, a mais recente criação, inspirada nos movimentos da umbanda
Duas coreografias criadas com 25 anos de distância uma da outra - 21 nasceu em 1992, Gira em 2017 – compõem o programa da temporada nacional 2018 do Grupo Corpo. A dobradinha representa um raro privilégio para o público: é a oportunidade de ter, no palco, dois momentos de força extraordinária na evolução da linguagem artística da companhia.
O roteiro se inicia por São Paulo, dia 2 de agosto, e prossegue em Belo Horizonte, Salvador e Rio de Janeiro. O programa abre com a volta à cena de 21, marco da grande virada do Grupo Corpo na consolidação não apenas de sua gramática coreográfica, mas de seu método de criação: foi a partir daí que as trilhas sonoras passaram a ser encomendadas e a servir de base para a construção dos espetáculos[1]. E Gira, mais recente trabalho de Rodrigo e Paulo Pederneiras, que vem sendo saudada pela crítica como uma nítida, embora sutil, renovação desse vocabulário.
- Não há dúvida de que 21 foi o marco no desenvolvimento da nossa linguagem – assegura Rodrigo. – Paulo decidiu encomendar a trilha e, a partir daí, adotamos esse método de trabalho. E 21 traz uma estrutura singular, absolutamente numérica; foi um conjunto de ideias artísticas que se plasmou ali.
Gira, não por acaso, é a primeira peça criada depois das celebrações dos 40 anos da companhia, reprocessados em Dança Sinfônica, de 2015, com sua pegada memorialista. E, assim como 21, foi concebida “num estirão só”, conta Rodrigo:
- O trabalho é completamente diferente, sim, e veio num momento especial, falando do povo brasileiro: somos uma grande mistura, como a umbanda, que faz um amálgama da África, do catolicismo, do kardecismo. Mas Gira sinaliza realmente uma mudança? Só o tempo dirá.
Foto: José Luiz Pederneiras
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