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Filarmônica de Minas Gerais recebe a violinista Rachel Barton Pine para interpretar obra de Sarasate sobre o Fausto de Gounod, neste sábado 19 de agosto
Com regência do maestro associado José Soares, Orquestra também revisita Carmen de Bizet, na série Fora de Série, deste sábado, dia 19 de agosto
A ópera sempre ofereceu rico material para inspiração a outros compositores. Uma das mais influentes é a Carmen de Bizet. É impressionante como várias de suas passagens influenciaram o virtuosismo de Pablo de Sarasate, assim como o “ouvido” contemporâneo de Rodion Schchedrin. A violinista Rachel Barton Pine retorna ao palco da Filarmônica de Minas Gerais para interpretar outras variações sobre temas operísticos, desta vez do Fausto de Gounod, também de Sarasate. A apresentação é no dia 19 de agosto, às 18h, na Sala Minas Gerais, com regência de José Soares, maestro associado da Orquestra. Este é um concerto da série “Fora de Série”, que, em 2023, com o tema Segundas Opiniões, explora como compositores contribuíram com novas interpretações de obras de outros artistas. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais.
Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais, e conta o patrocínio da Porto Seguro e da ArcelorMittal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio: Circuito Liberdade. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Maestro José Soares, regente associado da Filarmônica de Minas Gerais
Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2022, tendo sido seu Regente Assistente nas duas temporadas anteriores.
Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio, edição 2021 (Tokyo International Music Competition for Conducting). José Soares recebeu também o prêmio do público na mesma competição.
Bacharel em Composição pela Universidade de São Paulo, iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Claudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop.
Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho desse mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia.
Ao final de 2021, recebeu o prêmio da crítica na categoria ‘Jovem Talento’ da Revista Concerto. No ano de 2022, regeu as Orquestras Sinfônicas NHK de Tóquio e MÁV Symphonie Orchester em Budapeste.
Em 2023, regeu a New Japan Philharmonic, a Orquestra Sinfônica de Hiroshima e a Orquestra Filarmônica de Nagoya, no Japão, e faz sua estreia como convidado da Osesp.
Rachel Barton Pine, violino
Igualmente interessada pelas grandes obras-primas clássicas e por peças contemporâneas, a violinista Rachel Barton Pine se destaca por suas performances calorosas e por seu importante trabalho de resgate histórico de compositores e compositoras negras. Como solista, apresentou-se com muitas orquestras prestigiadas, incluindo as sinfônicas de Chicago, Viena e Detroit, a Orquestra da Filadélfia, a Royal Philarmonic e a Camerata Salzburg. Entre os regentes com quem colaborou estão Zubin Mehta, Erich Leinsdorf, Neeme Järvi, Marin Alsop e Neville Marriner. Pine possui uma extensa discografia de 39 discos, tendo alguns deles figurado no topo da classificação da Billboard Classical. Venceu vários dos principais prêmios mundiais, incluindo uma medalha de ouro na Competição Internacional Johann Sebastian Bach, em 1992. Mantém a Rachel Barton Pine Foundation, que realiza ações de incentivo à carreira de jovens músicos e desenvolve, há duas décadas, o projeto Music by Black Composers, que já recuperou mais de 900 obras de aproximadamente 450 compositores negros do século XVIII até os dias atuais.
Repertório
Pablo Sarasate (Pamplona, Espanha, 1844 – Biarritz, França, 1908) e a obra Fantasia sobre temas da "Carmen" de Bizet, op. 25 (1881)
No século XIX, o violino era o instrumento melodioso por excelência, e Pablo de Sarasate foi, sem dúvidas, um de seus expoentes máximos. Com técnica fluida, equilíbrio, nobreza e precisão, o espanhol radicado na França conquistou plateias em toda a Europa e nas Américas, realizando muitas turnês e temporadas de concertos ao longo de seus 64 anos de dedicação à música. Naquela época, esperava-se dos grandes virtuoses que apresentassem composições de sua autoria, e Sarasate logo tornou-se conhecido por um repertório próprio de fantasias sobre temas operísticos. Sua Fantasia sobre temas da "Carmen", inspirada na criação de Georges Bizet, conquistou um lugar cativo no repertório violinístico. Carmen foi a última ópera escrita por Bizet e, ao contrário das anteriores, não contou com uma recepção muito positiva em sua estreia, em 1875. A Fantasia de Sarasate mudou esse cenário logo na década seguinte, contribuindo para a sua popularização. Dividida em cinco movimentos, todos inspirados em temas que fazem referência direta à tempestuosa protagonista, a obra se destaca pela inventividade, pela costura sutil entre momentos díspares do trabalho original e, como de praxe em se tratando de Sarasate, pelo exímio domínio técnico do instrumento solista.
Pablo Sarasate (Pamplona, Espanha, 1844 – Biarritz, França, 1908) e a obra Nova fantasia sobre Fausto, op. 13 (1874)
O compositor espanhol Pablo de Sarasate ficou tão arrebatado pela ópera Fausto, de Charles Gounod, que escreveu duas fantasias sobre temas da obra. A segunda delas, Nova fantasia sobre Fausto, foi composta originalmente em 1874 para violino e piano, mas o compositor logo fez também uma versão para solista e orquestra. A obra começa com um acorde dramático no piano e, em seguida, o instrumento solista entra com uma passagem radiante. Depois da abertura, Sarasate segue para a música do segundo ato da ópera, quando Fausto já fez seu pacto com o demônio Mefistófeles. Mefistófeles canta a ária Le veau d’or, que Sarasate traduz para o violino com rigor e beleza. O tema final da obra vem da famosa Valsa de Fausto.
Rodion Shchedrin (Moscou, Rússia, 1932) e a obra Suíte da "Carmen" de Bizet (1967)
Nascido em 1932, em Moscou, onde vive até hoje, Rodion Shchedrin é o mais reconhecido compositor russo da segunda metade do século XX. Aliando o trabalho acadêmico a produções de cunho abertamente popular, Shchedrin construiu uma obra marcada pela exploração das tradições musicais e literárias de sua terra natal e pelo trânsito por diversos gêneros e linguagens. Dentre suas produções para o palco, a suíte da ópera Carmen, de Georges Bizet, é uma das mais queridas e executadas desde sua estreia, em 1967. Pensada como acompanhamento para um balé coreografado por Alberto Alonso, do Balé Nacional de Cuba, foi a primeira peça que Shchedrin escreveu para sua esposa Maya Plisetskaya, na época a primeira bailarina do Teatro Bolshoi. Trata-se de uma transcrição brilhante, na qual a exuberância das texturas de Bizet é mantida, ao mesmo tempo em que são complementadas com novos recursos orquestrais. Nesse sentido, uma das características mais marcantes da releitura de Shchedrin é a sua opção incomum por manter apenas as cordas e a percussão no corpo da orquestra, mas também conferir potência extra a ambas, ampliando o número de músicos nas cordas e lançando mão de uma gama imensa de instrumentos de percussão.
Serviço:
Fora de Série
Segundas Opiniões – Revisitando Carmen e Fausto
19 de agosto – 18h
Sala Minas Gerais
José Soares, regente
Rachel Barton Pine, violino
SARASATE Fantasia sobre temas da “Carmen” de Bizet, op.25
SARASATE Nova fantasia sobre Fausto, op. 13.
R. SCHCHEDRIN Suíte da “Carmen” de Bizet
INGRESSOS:
R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 70 (Balcão Palco), R$ 90 (Balcão Lateral), R$ 120 (Plateia Central), R$ 155 (Balcão Principal) e R$ 175 (Camarote).
Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.
Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
Bilheteria da Sala Minas Gerais
Horário de funcionamento
3ª a 6ª — 12h a 20h
Sábado — 12h a 18h
Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:
— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana
— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado
— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo
São aceitos: Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa | Pix
ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS
A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.
Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.
O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.
Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.
A Orquestra possui 11 álbuns gravados, entre eles três que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.
Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 80 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.
A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.
A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.
A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.
Os números da Filarmônica (2008 a junho/2023)
1.467.778 espectadores
1.161 concertos realizados
1.278 obras interpretadas
119 concertos em turnês estaduais
39 concertos em turnês nacionais
9 concertos em turnê internacional
606 notas de programa publicadas no site
225 webfilmes publicados (20 com audiodescrição)
1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral
4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica
11 CDs lançados
1 Indicação ao Grammy Latino 2020 (CD Almeida Prado - Obras para piano e orquestra – Categoria de Melhor Álbum Clássico)
Foto: Luciano-Viana
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