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Filarmônica de Minas Gerais se apresenta com o jovem pianista brasileiro Lucas Thomazinho, sob a batuta do renomado maestro alemão Henrick Schaefer
Nos dias 22 e 23 de agosto, às 20h30, na Sala Minas Gerais, o jovem pianista brasileiro Lucas Thomazinho se apresenta com a Filarmônica de Minas Gerais em um dos mais desafiadores concertos do repertório pianístico, o Concerto para piano nº 2, de Bartók. Sob a regência do maestro convidado Henrik Schaefer, a Orquestra se aventura, pela primeira vez, na majestosa Quinta Sinfonia de Bruckner.
Antes das apresentações, entre 19h30 e 20h, o público poderá assistir aos Concertos Comentados. O convidado desta semana Paulo Sérgio Malheiros, pianista, Doutor em Letras e professor na UEMG. As palestras são gravadas em áudio e ficam disponíveis no site da Orquestra.
Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cidadania e Governo de Minas Gerais e contam com o incentivo da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Repertório
Sobre o Concerto para piano nº 2 de Bartók
Bela Bartók (Nagyszentmiklós, Hungria, atual Romênia, 1881 – Nova York, Estados Unidos, 1945) e Concerto para piano nº 2 (1930)
O êxito do Concerto para piano nº 2 em Frankfurt, no dia 23 de janeiro de 1933, marcou a última apresentação pública de Béla Bartók na Alemanha, quando o compositor estava no auge de sua carreira pianística. Desde os 18 anos Bartók pesquisou as manifestações musicais populares de seu país e estendeu suas pesquisas até o Norte da África e a Turquia. Recolheu, classificou e analisou milhares de canções, em busca de procedimentos musicais comuns a diferentes culturas camponesas. Assimilou sua surpreendente riqueza rítmica e o uso sistemático de modos seculares e contribuiu decisivamente para a renovação da linguagem musical contemporânea. Ao mesmo tempo, Bartók elaborou uma síntese original de certos aspectos da música ocidental, reconhecendo influências do piano de Liszt e de três grandes compositores: Debussy, Beethoven e Bach. Sua escrita orquestral visa, sobretudo, a variedade das cores, desenhada pela alternância dos naipes ao longo dos três movimentos do Concerto. Obra da plena maturidade de Béla Bartók, o Concerto para piano nº 2 apresenta algumas das características mais marcantes de sua linguagem: a simetria formal matematicamente calculada, o contraste dinâmico dos ritmos alternados e da irregularidade métrica, a indefinição tonal e o intenso lirismo.
Sobre a Quinta Sinfonia de Bruckner
Anton Bruckner (Ansfelden, Áustria, 1824 – Viena, Áustria, 1896) e Sinfonia nº 5 em Si bemol maior (1875/1876, revisão 1877/1878)
Aos treze anos, Bruckner tornou-se aluno do deslumbrante mosteiro barroco de São Floriano, em meio a uma paisagem bucólica, maravilhosas obras de arte e um órgão magnífico. Durante toda a vida, permaneceu devotado aos ensinamentos religiosos dos monges que o educaram, e sua música teve a religiosidade como impulso principal. Sua maneira de compor inspira-se na escrita para o órgão, instrumento religioso por excelência e que ele dominava com maestria. Escreveu música para a glória de Deus – sob esse aspecto, sua arte lembra a de Schütz, a de Bach, a de César Franck e antecede a de Messiaen. Foi um notável professor de harmonia, contraponto e órgão. Quando conheceu a obra de Wagner, Bruckner, perto dos 40 anos, iniciou com entusiasmo juvenil um novo período de experiências. Mesmo sendo um discípulo com personalidade oposta à do mundano mestre de Bayreuth, Bruckner o venerou e dele assimilou a ousadia harmônica e a ciência da orquestração. A Sinfonia nº 5, elaborada entre 1875 e 1878, é a mais monumental obra do compositor e também a mais austera. Em suas próprias palavras, “o que já fiz melhor em termos de contraponto”. Bruckner não chegou a ouvi-la. O texto original foi publicado apenas em 1939, recuperado por Robert Haas.
Foto: Marco Borggreve
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