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Diálogo entre gerações artísticas é o tema do Sarau Libertário no dia 25 de agosto, na Casa Kubitschek
Que é frutífera a troca de conhecimento entre diferentes gerações artísticas não é segredo para ninguém. Mas como fomentá-la? Como criar pontes para que o intercâmbio seja fluido e proveitoso? Essas são algumas perguntas levantadas pelo próximo Sarau Libertário, que acontece dia 25 de agosto (domingo), a partir das 10h, na Casa Kubitscheck, na Região da Pampulha. O evento, que é gratuito e intercala conversas e apresentações, contará com a presença da atriz Teuda Bara (Grupo Galpão), do cantor e compositor Marcelo Tofani (Rosa Neon), do também cantor e compositor Thiago Corrêa (Triste) e da escritora Julia Elisa (Preta Poeta).
Para Marcelo Tofani, com seus recém-completos 23 anos, essa troca de saberes entre as gerações é fundamental. “Você sempre tem a aprender com pessoas que estão fazendo a mesma coisa que você há muito mais tempo, quem já tem casca, quem já tem casca, tem muito a ensinar. Ao mesmo tempo, muitas janelas se abriram, principalmente depois da internet. E o fazer artístico, não só esteticamente, mas também as formas de propagá-lo mudam a todo instante. Acho muito importante que a gente possa aprender um com o outro”, afirma.
O músico ressalta que tem referências artísticas de diferentes gerações, desde as músicas que ouvia com os pais até a amplitude de possibilidades causada pelo advento da internet. “Além dos talismãs da música pop de gerações mais antigas, o que eu acho muito legal da minha experiência é que sempre fui abençoado com a influência de compositores de gerações pouco anteriores à minha”, sublinha, citando Chicó do Céu, Téo Nicácio e Luiz Gabriel Lopes, hoje seu parceiro no Rosa Neon.
Julia Elisa faz coro. “Nós, que somos frutos de resistências e reinvenções de saberes ancestrais, podemos ter a oportunidade, através do encontro e da troca entre gerações diversas, aos saberes e vivências que ressignificam os passos para serem dados no agora, no presente e endereçados ao futuro”, reflete a escritora. “Acho que arte, arte mesmo, são aquelas pessoas que nos afetam, referenciadas ou não. Através das mais velhas ou das mais novas, a gente cria laços e pontes. Se reconhece, se redescobre”, completa.
A escritora destaca do Sarau Libertário de unir diferentes linguagens artísticas que se constroem a partir da palavra, tais como literatura, música e artes cênicas. “Penso a construção de encontros internarrativos na direção do alargamento e aprofundamento dos nossos encontros, de provocar um espaço possível para o ‘avontadismo" entre pessoas diversas com formas de expressões artísticas. Inclusive, para aprender mais sobre o cuidado e a dedicação que outro alguém possa ter sobre as palavras e de que modo ela pode mover o mundo e as artes”, sublinha.
Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.
Sobre o Sarau Libertário
Neste ano, o Sarau Libertário contará com edições mensais, sempre aos domingos, que ocuparão quatro equipamentos culturais da Pampulha. A primeira edição, que aconteceu no Museu de Arte da Pampulha, abordou como tema a cultura afro-brasileira. O evento surgiu em 2016, movido pelo desejo de criar um espaço novo e plural para artistas independentes de Belo Horizonte.
Até hoje, foram realizadas 11 edições, que contaram com a participação de 35 artistas. A lista tem nomes da música, como Julia Branco, Di Souza, Kdu dos Anjos e Deh Mussulini; da literatura, como Lucia Castello Branco, Nívea Sabino e João Maria Kaisen; e do teatro, como as atrizes Lira Ribas e Mariana Arruda. “Começamos em 2016, com quatro ótimas edições. O tema do primeiro foi ‘Primeiras Palavras’ e o segundo ‘Cantar o Amor’. Já o terceiro foi ‘O Silêncio e o Grito’ e, o quarto, ‘Metamorfoses’”, relembra a produtora Bruna Kalil Othero.
“Em 2017, estreamos com um novo formato do Sarau, com o tema ‘Beagá em Cena’. No mês de junho, o tema foi ‘Gênero e Diversidade’ e, em setembro, ‘Poéticas da Mulher’. Para fechar, eu e o Octávio Cardozzo, que também produz o Sarau, montamos uma edição especial, chamada ‘Amor Amargo’”, completa. Já no ano passado foi a vez de debater o tema "Passados & Futuros", com Ana Elisa Ribeiro, Sidarta Riani e o Bremmer Guimarães. “Em junho, fizemos uma linda e potente edição sobre ‘Poéticas Negras’, com o professor Marcos Alexandre e a cantora Josi Lopes. Em dezembro, a última edição do ano teve como tema ‘Vozes Dissonantes’”.
Foto: Sarah Leal
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