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O Banco do Brasil patrocina e apresenta: A PESTE
Belo Horizonte é a primeira cidade a receber o espetáculo “A Peste”, monólogo adaptado do romance de Albert Camus, após o mesmo cumprir temporada de sucesso no CCBB do Rio de Janeiro. O texto da montagem, que fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil até 27 de agosto, foi adaptado pelo ator e protagonista Pedro Osório (“Família Lyons”, “Da Vida das Marionetes”, “A Forma das Coisas”, “Werther”) e por Guilherme Leme Garcia, que assina a direção ao lado da atriz Vera Holtz.
SINOPSE: A adaptação de Pedro Osório e Guilherme Leme Garcia faz um recorte destacando o ponto de vista do narrador, o médico Bernard Rieux. O ator Pedro Osório vive um médico (Bernard Rieux) que faz um relato sobre a experiência que teve em uma cidade assolada por uma doença. O autor argelino escreveu o livro como uma metáfora da invasão nazista em Paris. Na história, a cidade de Oran, na Argélia, é assolada por uma epidemia, enquanto a maioria dos cidadãos dá prosseguimento ao cotidiano como se nada anormal acontecesse. Bernard Rieux (se dirige ao público após passar um ano preso em uma cidade fechada devido à peste). O bacilo é o motivo usado para discutir e alertar o público através da compreensão dos fatos, que vão se revelando absurdos em uma sociedade egoísta.
SOBRE O ROMANCE DE ALBERT CAMUS: Albert Camus (1913-1960) foi um escritor, jornalista, romancista, dramaturgo e filósofo argelino. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1957 por sua importante produção literária.
Em carta a Roland Barthes de 1955, o próprio escritor defendia o caráter alegórico de sua obra, afirmando ser “evidente” que o texto abordava a “luta da resistência europeia contra o nazismo”. Lançado em 1947, o livro “A Peste” traz em seu contexto o traço marcante presente em grande parte da obra de Albert Camus que é a atemporalidade, a abordagem filosófica em torno de questões relativas à natureza humana, presentes em qualquer época. Quando da estreia do espetáculo no CCBBB do Rio, Pedro Osório falou sobre a atualidade do texto de Albert Camus: “O livro fala sobre as coisas erradas que acontecem, enquanto as pessoas seguem a vida sem que fosse com elas. Tem muito a ver com o momento do Brasil e do mundo, em que há o crescimento de uma extrema-direita fascista”, declarou o ator.
A MONTAGEM: Há cerca de dois anos, Pedro Osório, interessado pela obra de Camus, pediu indicações de textos a Guilherme Leme Garcia, que já havia se aprofundado na obra do escritor por ocasião da montagem de “O Estrangeiro”, com direção de Vera Holtz, que ficou quase cinco anos em cartaz com grande sucesso.
Acabou apaixonado por “A Peste”, enxergando o texto como muito pertinente nos dias atuais. Optou por um monólogo, concentrando a ação no personagem do médico. Durante um ano e meio, junto com Guilherme e Karla Dalvi, Pedro trabalhou na adaptação. Ao longo do processo, o trio fez várias leituras abertas e, a partir do feed backdos ouvintes, foi aperfeiçoando e amadurecendo o texto até que ele chegasse na sua versão atual.
A OPINIÃO DE QUEM VIU O ESPETÁCULO: Lionel Fischer - Crítico e professor de teatro
Em quase toda a montagem, o ator Pedro Osório se dirige à plateia com um misto de indignação e revolta, como se pretendesse sacudir consciências adormecidas – em alguns momentos, é claro, tal ênfase é reduzida, em especial quando o personagem permite o aflorar de seu próprio desespero e fragilidade. Por outro lado, e numa clara alusão a outra obra de Camus, “O Mito de Sísifo”, o personagem passa quase todo o tempo transferindo pedaços de carvão de uma enorme pilha para criar outra no lado oposto do palco, aparentemente sem a menor finalidade.
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