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Juntas e Diversas

Espetáculo criado por alunos do Programa Intensivo de Investigação e Montagem será apresentado no dia 1º de setembro, no centro Cultural Padre Eustáquio

A diversidade dos corpos e a convivência é tema do espetáculo de dança “Juntas e Diversas”, criado por alunas e alunos do PIIM - Programa Intensivo de Investigação e Montagem. O projeto, que tem com um dos objetivos democratizar o acesso à dança, teve suas aulas iniciadas no dia 1º de agosto, no CRJ (Centro de Referência da Juventude), onde os selecionados trabalham com grandes nomes da dança contemporânea, como Ana Luisa Santos, Ana Virginia Guimaraes, Benjamin Abras, Dorothe Depeauw, Dudude Hermann, Marco Paulo Rolla, Margo Assis, Thembi Rosa, e Zaika dos Santos.

O espetáculo resultante deste primeiro momento do programa será apresentado em duas sessões no dia 1º de setembro - 11h e 13h – no Centro Cultural PadreEustáquio. Rua Jacutinga, 821 - Padre Eustáquio, Belo Horizonte - MG.

Criação e interpretação das alunas e alunos Aline Alexandra Rafael, Amanda Arruda, Clarelis de Araujo, Clarisse de Araujo, Delaney Junior, Erik Gabriel, Gabriela Luiza de Souza, Gabriel Esteves, Isadora Brandão, Larissa Pimenta, Leonardo Molina, Leticia Boaventura, Maira Paula Gil, Pedro Augusto dos Anjos, Ribledo Correa de Magalhães e Tiago Alves da Silva. Direção e coordenação geral de Guilherme de Morais.

A entrada é gratuita e o espetáculo é livre para todas as idades.

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte

Construção

“Será que ainda podemos conviver?” pergunta feita pelo coreógrafo e multi artista Guilherme Morais. A indagação se deve ao momento de crescente polarização política e ideológica no mundo, e foi através dessa pergunta que o artista criou o Programa Intensivo de Investigação e Montagem. A ideia é superar as diferenças através da arte e dos afetos que unem as pessoas. Outra característica do projeto é a superação de uma visão elitista da dança, além de fugir da padronização dos corpos das dançarinas e dançarinos.

“Queremos um coletivo de pessoas completamente heterogêneas, diferentes umas das outras, de lugares diferentes da cidade, diferentes experiências de vida, e claro diferentes corpos, tamanhos, cores, crenças”, complementa Guilherme.

O programa teve mais de 60 inscrições, de jovens de 17 a 25 anos, totalizando 30 diferentes bairros da grande BH e outras cidades, incluindo Ibirité, Betim, Contagem, Vespasiano e Santa Luzia.

[Além dos encontros realizados no CRJ o processo resultará em um espetáculo apresentado pelos alunos selecionados e um mini-documentário.

Cronograma

Dia 01 de agosto: início do programa com Guilherme morais

05 e 06 de agosto Ana Luisa Santos

12 e 13 de agosto Marco Paulo Rolla

19 e 20 de agosto Dudude Hermann

26 e 27 de agosto Thembi Rosa

1 de setembro - Juntas e Diversas - mostra de trabalhos no Centro Cultural do Padre Eustáquio

09 e 10 de setembro Zaika dos Santos

16 e 17 de setembro Margo Assis

23 e 24 de setembro Ana Virginia Guimarães

30 e 31 de setembro Dorothe de peauw

5 e 06 de outubro- mostra de trabalhos da residência no CRJ

15,16 e 17 de novembro mostra final do "espetáculo"

22 de novembro, lançamento do mini documentário no Teatro do CRJ.

Espaço de construção e convivência

O PIIM -Programa intensivo de Investigação e Montagem - surgiu como uma ação da plataforma This is Not, criada há oito anos atrás coreografo e multiartista Guilherme Morais. O PIIM nasce em 2017, diante do panorama político e da divisão ideológica que já se mostrava bem demarcada naquela época. Guilherme buscou então, através do programa, problematizar sobre a nossa capacidade de convivência diante das diferenças de pensamento, indagando se as pessoas poderiam encontrar pontos de confluência e co-criação.

“Eu queria fazer um projeto que pudesse unir diferentes jovens com diferentes artistas, que tivessem um distinto pensamento de corpo e o mover nesse mundo. Um investimento no encontro e na possibilidade de criar juntos, o projeto nasce de uma pergunta “ainda podemos criar juntos?” E é uma pergunta mesmo, eu não posso respondê-la sozinho, eu prefiro acreditar que sim, mas é o que vamos indagar durante todo o processo do programa na pratica. Se ainda e possível convivermos e ainda criarmos”, pontua Guilherme.

O artista define o processo como “um grande exercício de cura”, enfatizando que o mais importante são os encontros, as trocas, as novas possibilidades de construir e discutir arte e criação. “Não se trata de aulas de coreografias ou repertório de cada artista, não tem ‘siga o mestre’”, pontua.

“Por isso, mais do que professores foram convidados artistas pesquisadores, pessoas que produzem na prática conteúdos artísticos e novas possibilidades do pensar e fazer arte”, afirma, apontando para o formato do programa que está mais próximo da residência artística, no que diz respeito à metodologia.

Além do fazer artístico cênico, o programa promove conhecimento em áreas de produção e comunicação, uma vez que o artista atualmente, precisa desempenhar diversos papeis simultaneamente além do estar em cena.

Sobre a plataforma This is Not:

É uma plataforma criada em 2011 pelo coreógrafo e multi artista Guilherme Morais, para trabalhar em parceria com outros artistas e/ou produtores de diferentes áreas e pensamentos artísticos, estabelecendo encontros e produzindo novas questões e pensamentos na arte. Através dela o artista vem desenvolvendo espetáculos, performances, vídeo, exposições entre outras ações, como a “Dengue – duelo de vogue”, “estudos em Dança Contemporânea” com aulas regulares em estúdios e na rua dês de 2013. Em 2015, em Parceria com Galpão Cine Horto, produziu a primeira residência artística intensiva a “Trans Residencia Queer” que pesquisa a performatividade queer dos corpos. Em 2018 no primeiro semestre, produziu o programa de ensino “Estufa em movimento” com aulas regulares de dança e workshops com coreógrafos dentro de uma estufa hortaliça em parceria com a fazenda Urbana Begreen.

Foto: Flávia Mafra

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