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Principal Flautista da Filarmônica de Minas Gerais, Cássia Lima, interpreta Concerto de Quantz, na celebração de aniversário do compositor alemão
Com regência do maestro associado José Soares, Orquestra também apresenta peças de Poulenc, Rachmaninov e Respighi
Celebrando os 325 anos de nascimento de Quantz, a Principal Flautista da Filarmônica de Minas Gerais, Cássia Lima, apresenta o elegante Concerto em Sol maior do compositor alemão no dia 13 de agosto, às 18h, na Sala Minas Gerais. O programa traz também a ironia típica de Francis Poulenc, com As Corças: Suíte, e a verve melódica de Rachmaninov, em Vocalise. A Filarmônica retrata ainda um dos mais célebres poemas sinfônicos do italiano Ottorino Respighi, em Vitrais de igreja. A regência é de José Soares, Regente Associado da Orquestra. O concerto integra a série Fora de Série, que, neste ano, traz as inúmeras possibilidades existentes de A a Z no universo dos compositores. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais.
De acordo com as orientações da Prefeitura de Belo Horizonte para a prevenção da covid-19 em ambientes fechados (Portaria nº 375/2022, publicada no dia 14 de junho de 2022), o uso de máscara é obrigatório na Sala Minas Gerais. Veja mais orientações no “Guia de Acesso à Sala”, no site da Orquestra: fil.mg/acessoasala.
Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Patrocínios: Supermix e ArcelorMittal. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo.
José Soares, Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, tendo sido seu Regente Assistente desde as duas temporadas anteriores. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio, edição 2021 (Tokyo International Music Competition for Conducting). José Soares recebeu também o prêmio do público na mesma competição. Iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Cláudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop. Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho desse mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia. Atualmente, cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.
Cássia Lima, flauta
Cássia é Bacharel em Flauta pela Unesp e concluiu seu mestrado e Artist Diploma na Mannes College of Music, Nova York. Foi aluna de João Dias Carrasqueira, Grace Busch, Jean-Nöel Saghaard, Marcos Kiehl e Keith Underwood. Participou dos principais festivais de música do país e venceu concursos importantes, como o II Concurso Nacional Jovens Flautistas, o Jovens Solistas da Orquestra Experimental de Repertório, a Mannes Concerto Competition e o Gregory Award. Tem ampla atuação com música de câmara, integrando atualmente o Quinteto de Sopros da Filarmônica e diversos outros grupos em Belo Horizonte. Bolsista do Tanglewood Music Center, atuou como camerista e Primeira Flauta sob regência de James Levine, Kurt Masur, Seiji Ozawa e Rafael Frühbeck de Burgos. Na Minnesota Orchestra foi regida por Charles Dutoit. Foi Primeira Flauta e solista da Osesp, integrando-se à Filarmônica em 2009 como Flauta Principal. Gravou o CD Memória da Música Brasileira com o pianista Miguel Rosselini. Desde 2019, participa do Festival Artes Vertentes, em Tiradentes (MG).
Repertório
Francis Poulenc (Paris, França, 1899 – 1963) e a obra As Corças: Suíte (1923, revisão 1939/1940)
Mesmo tendo sido descrito pelo crítico Claude Rostand como "meio-monge, meio-maroto", grande parte do trabalho de Francis Poulenc tem o humor em seu cerne. O convite para a criação do balé Les Biches, ou As Corças, veio de encomenda feita por Serge Diaghilev. Além de discutir o assunto com Diaghilev, o compositor, à época com 22 anos, também conversava sobre o assunto com Stravinsky e Marie Laurencin, pintora cujos trabalhos inspiraram o balé e que também ficou responsável pelos cenários e figurinos. As estreias em Monte Carlo em 6 de janeiro de 1924, e, depois, em Paris em 26 de maio, foram consideradas um acontecimento! Dos nove números que compõem o balé, cinco se transformaram na suíte orquestral, que foi ajustada por Poulenc até 1940.
Johann Joachim Quantz (Scheden, Alemanha, 1697 – Potsdam, Alemanha, 1773) e a obra Concerto para flauta em Sol maior (circa 1745)
Grande parte do que se sabe sobre Johann Joachim Quantz vem de sua autobiografia, que relata suas atividades em Dresden (entre 1716 e 1741) e em Berlim e Potsdam (a partir de 1741) a serviço da corte de Frederico II da Prússia. Filho de um ferreiro, começou seus estudos com o tio e dedicou-se aos instrumentos de corda, bem como oboé e trompete. Encontrando poucas oportunidades para trabalhar com o oboé, ele migrou para a flauta transversal em 1719. Quantz pertence à geração de compositores alemães que adotou o concerto instrumental como um gênero distinto e fez experimentações em trabalhos para instrumentos solo não pertencentes à família das cordas. Um dos mais inovadores musicistas, compositores e fabricantes de flautas do século XVIII, Quantz criou centenas de peças para seu instrumento. Seu trabalho mais conhecido é o Concerto para flauta em Sol maior.
Sergei Rachmaninov (Oneg, Rússia, 1873 – Beverly Hills, Estados Unidos, 1943) e a obra Vocalise, op. 34, nº 14 (1912, orquestrada pelo compositor em 1919)
Uma “canção sem palavras”, com a qual Sergei Rachmaninov fechou em 1912 sua série de quatorze canções para voz e piano pertencentes ao opus 34. Esta é Vocalise, que, graças a sua atmosfera outonal e melancólica, atingiu grande popularidade entre os trabalhos curtos do compositor. Três anos depois, a peça ganhou sua versão orquestral a pedido de Serge Koussevitzky.
Ottorino Respighi (Bolonha, Itália, 1879 – Roma, Itália, 1936) e a obra Vitrais de igreja (1925/1926)
A história de Vitrais de igreja começa com Tre preludi sopra melodie gregoriane, conjunto de peças escrito originalmente para piano enquanto o casal Ottorino Respighi e Elsa Olivieri Sangiacomo desfrutava do verão de Capri em 1919. A composição, escreveu Elsa em sua biografia, “reflete o estado de espírito de Respighi naquele momento: o maravilhamento de uma revelação e, ao mesmo tempo, uma exultação mística de profundo sentimento religioso”. Com o subtítulo de Quatro impressões sinfônicas, Vitrais de igreja apresenta a versão orquestrada destas três peças para piano, com a adição de um quarto movimento – o que a torna uma suíte sinfônica. Sua estreia se deu dois anos após a conclusão do trabalho, em fevereiro de 1927, nos Estados Unidos, sob condução de Koussevitzky.
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
Fora de Série – de Poulenc a Respighi
13 de agosto – 18h
Sala Minas Gerais
José Soares, regente
Cássia Lima, flauta
POULENC As Corças: Suíte
QUANTZ Concerto para flauta em Sol maior
RACHMANINOV Vocalise, op. 34, nº 14
RESPIGHI Vitrais da igreja
INGRESSOS:
R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 65 (Balcão Palco), R$ 86 (Balcão Lateral), R$ 113 (Plateia Central), R$ 146 (Balcão Principal) e R$ 167 (Camarote).
Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.
Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
Bilheteria da Sala Minas Gerais
Horário de funcionamento
Dias sem concerto:
3ª a 6ª — 12h a 20h
Sábado — 12h a 18h
Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:
— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana
— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado
— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo
Cartões e vale aceitos:
Cartões das bandeiras American Express, Elo, Hipercard, Mastercard e Visa.
Vale-cultura das bandeiras Ticket e Sodexo.
Sobre a Orquestra
A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano. O CD Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, lançado em 2020 pelo selo internacional Naxos em parceria com o Itamaraty, foi indicado ao Grammy Latino 2020. A premiação dada pela Revista Concerto teve como tema “Reinvenção na Pandemia” e destacou as transmissões ao vivo de concertos realizadas pela Filarmônica em 2020, em sua Maratona Beethoven, e ações educacionais como a Academia Virtual.
Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. Além disso, desde 2008, várias cidades receberam a Orquestra, de Norte a Sul, passando também pelas regiões Leste, Alto Paranaíba, Central e Triângulo.
A Orquestra possui 9 álbuns gravados, entre eles dois que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty, com obras dos compositores brasileiros Alberto Nepomuceno e Almeida Prado. O álbum de Almeida Prado, lançado em 2020, foi indicado ao Grammy Latino de melhor gravação de música erudita. A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra, foi inaugurada em 2015, em Belo Horizonte, tornando-se referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico e uma das principais salas de concertos da América Latina. A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Orquestra vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.
Informações para a imprensa:
Personal Press
Foto: Bruna Brandao
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