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Alunos de medicina da Faseh capacitam funcionários da CBTU para atendimentos com massagem cardiorrespiratória
Locais com grande circulação de pessoas são propensos às situações de emergência como morte súbita, engasgos, desmaios e crises convulsivas
Alunos do curso de medicina da Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (Faseh) - integrante do Ecossistema Ânima Educação - ministraram treinamento em atendimento à parada cardíaca e respiratória para profissionais que atuam na linha de frente na Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável pelo gerenciamento do metrô de Belo Horizonte. Locais com grande circulação de pessoas são considerados mais propensos às situações de emergência como morte súbita, engasgos, desmaios e crises convulsivas.
A iniciativa faz parte do projeto de extensão Mãos que Salvam, da Faseh, e conta atualmente com mais de 20 alunos habilitados para realizar os treinamentos. “A capacitação em habilidades técnicas de Suporte Básico de Vida é essencial para o pessoal que atua nestes cenários. Em casos de parada cardiorrespiratória, o primeiro atendimento na cena, até a chegada do SAMU, pode aumentar as taxas de sobrevivência em até 70%”, diz o coordenador adjunto do curso de Medicina da Faseh, Daniel Fernandes.
Atualmente, a CBTU conta com cerca de 4,5 mil colaboradores que lidam diariamente com milhares de pessoas nas estações e nos trens. “Na estação Vilarinho, por exemplo, uma das maiores da rede, localizada no vetor Norte de BH, circulam por dia mais de 250 mil pessoas. Quanto maior o número de profissionais treinados para usar as técnicas de salvamento, melhor. Uma simples massagem para reanimação cardiopulmonar pode salvar vidas, inclusive minimizando sequelas”, explica Daniel.
Suporte Básico de Vida
Segundo Daniel, ao se deparar com uma situação de parada cardiorrespiratória, a primeira coisa a se fazer é garantir que o cenário esteja seguro para fazer a avaliação da vítima, ligar para o Samu e tomar as devidas providencias. O médico do Samu fará a triagem, por telefone, e designará o suporte para atender a vítima.
“Neste momento, é importante iniciar as manobras de reanimação. A massagem cardíaca deve ser feita com as mãos entrelaçadas, em cima do tórax da vítima, com os braços esticados. As compressões devem ser rápidas, de 100 a 120 por minuto, para garantir que o tórax volte para a posição normal. O ideal é ter mais de uma pessoa para revezar as compressões a cada dois minutos”, conclui.
Foto: CBTU/Divulgação
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