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No dia mundial da fotografia e do artista de teatro, o fotógrafo Guto Muniz lança plataforma dedicada à memória e visibilidade das artes cênicas brasileiras

Uma das principais referências da fotografia de artes cênicas no Brasil, cria o “Trilhas da Cena”, portal que funcionará, de forma colaborativa, para a construção de acervo e vitrine nacional de trabalhos nos segmentos de teatro, dança, circo e performanc

No dia 19 de Agosto, sábado, em que são celebrados em todo o mundo a fotografia e, no Brasil, o artista de teatro, entra no ar, a partir das 10h30, o Trilhas da Cena - novo projeto do fotógrafo de artes cênicas Guto Muniz que pretende oferecer um espaço de visibilidade para o trabalho de profissionais das artes cênicas de todo o Brasil: seja o próprio artista ou grupo, até “aquilo que os olhos não veem”, os bastidores da cena: técnicos, iluminadores, cenógrafos, diretores, assessores de imprensa, produtores culturais e toda a equipe envolvida em um trabalho artístico. Além do caráter de memória e vitrine, o site disponibiliza uma agenda cultural com informações de serviço sobre os trabalhos de dança, circo, teatro e performance, independentemente de serem assinantes do portal. A plataforma Trilhas da Cena pode ser acessada pelo link. www.trilhasdacena.com.br. Mais informações: instagram @trilhasdacena.

“O objetivo é construir dia após dia, de forma colaborativa, uma memória consistente das artes cênicas brasileiras”, diz Guto Muniz. E não é de hoje que Guto se enveredou por essas bandas. O fotógrafo - que quando menino sonhava em ser arqueólogo – fotografa, desde 1987, construindo, em quase quatro décadas, um acervo de cerca de 2000 trabalhos nas áreas de dança, teatro, circo e performance.

Em 2012, lança o site Foco in Cena, que disponibiliza todo o seu acervo, começando por espetáculos do início da carreira, feitos ainda no papel fotográfico. As fotografias vêm acompanhadas de sinopses e ficha técnicas das montagens. “Com o tempo, fui querendo mais do que o site já entregava. Além de romper as barreiras do acervo pessoal e agregar outros olhares da fotografia, queria contar não apenas a história dos espetáculos que fotografei, mas também a de todos os envolvidos em suas criações”.

Assim, surge o projeto Trilhas da Cena. No portal, os artistas, coletivos, profissionais, empresas e técnicos das artes cênicas brasileiras, que quiserem participar, terão página exclusiva e construída com identidade própria, que funciona como um portifólio bem completo. A página pode reunir desde informações diversas sobre o trabalho ou perfil cadastrado, como artigos, críticas, repertório, participação em festivais, ficha técnica, até fotos, vídeos, áudios e o que mais o profissional julgar necessário sobre sua criação e trajetória. O grupo, o artista, técnico, profissional e/ou empresa cultural paga em troca uma anuidade a partir de R$120 para a manutenção de sua página e a sobrevida do projeto. “O site terá ainda uma agenda para divulgar espetáculos de todas as regiões brasileiras e um banco de projetos aprovados por seus integrantes em leis de incentivo, em fase de captação”, conta.

Projeto ambicioso que já nasce nacional, aberto à participação de profissionais, coletivos, iniciativas e toda a criação cênica brasileira, a estrutura do site possibilita não somente o conhecimento, mas o contato entre os criadores. Além disso, abre espaço para a participação do público, convocando os amantes da cena brasileira a se tornarem agentes promotores e mantenedores da memória dessa arte. Isso através da participação em uma campanha de financiamento coletivo recorrente do projeto a partir da qual as pessoas poderão “adotar” páginas que não teriam como arcar com os custos mínimos necessários para se manterem no site. Em contrapartida, esses apoiadores estarão constantemente participando de sorteios que ingressos e outros produtos oferecidos pelos artistas participantes do projeto.

A fotografia está fortemente presente no Trilhas da Cena, como não poderia deixar de ser. “Ela cumpre o papel do disparador da memória. As imagens, em geral, concretizam parte do que se lê. Mas o mais importante é que, na sua incompletude, elas despertam lembranças e emoções que vão além delas mesmas. Por isso, os fotógrafos de cena cumprem papel importante dentro do projeto”.

A convite de Guto, participam do projeto importantes nomes da fotografia de cena como os dos paulistas João Caldas (com 42 anos dedicados à fotografia de cena) e Silvia Machado (especializada na dança), o carioca Renato Mangolin e o soteropolitano Caio Lírio.

Importantes nomes do teatro e da dança brasileiros também já aderiram ao projeto, como as diretoras Yara de Novaes e Miwa Yanagizawa, as atrizes Teuda Bara, Rejane Faria e Inez Viana, os bailarinos, professores e pesquisadores da dança Arnaldo Alvarenga e Denise Stutz, dentre muitos outros representantes da cena mineira e nacional.

Foto: Guto Muniz

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