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Quik Cia. de Dança estreia "Prima-Veras"

Com estreia marcada para agosto, a montagem marca o retorno da companhia aos palcos após 10 anos longe do teatro

A Quik Cia. de Dança apresenta, pela primeira vez no teatro, o espetáculo, “Prima-Veras”, solo da diretora artística e bailarina Letícia Carneiro – cofundadora da companhia -, com direção da premiada coreógrafa paulista Lu Favoreto. A montagem evoca o tempo das estações relacionado aos ciclos da vida, para uma reflexão sobre o envelhecer. Em cena, Letícia trabalha a dança contemporânea na perspectiva da improvisação como resultado cênico, enraizado na relação corpo, som e movimento para retratar dilemas do feminino e questões relativas aos ciclos da vida. A estreia será nos dias 27 e 28 de agosto (sábado às 20h e domingo às 19h), no Teatro Marília. Classificação: 12 anos. Valores dos ingressos: R$ 20,00 meia e R$ 10,00 inteira. Vendas no site Disk Ingressos (https://www.diskingressos.com.br/).

“Prima-Veras” é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, com patrocínio do Instituto Unimed-BH, e marca o retorno da Quik Cia. de Dança ao teatro, após 10 anos de dedicação exclusiva às apresentações em espaços públicos abertos. “O último trabalho que realizamos para o teatro foi em 2012, quando apresentamos o espetáculo “De Nós Dois”. Começamos a produzir o ‘Prima-Veras’ antes da pandemia, em 2018, já com o propósito de retornar aos palcos, mas não conseguimos estrear presencialmente. Estamos muito felizes por estarmos com esse trabalho no teatro, que é a nossa casa, a nossa raiz”, diz a diretora artística e bailarina da Quik, Letícia Carneiro.

No solo, Letícia se enraíza na relação corpo, som e movimento, germinando entre diferentes linguagens - dança, música, literatura, vídeo arte, artes visuais e teatro - para abordar “sentimentos tão pessoais, ao mesmo tempo universais”, como ela define. “A nossa existência é feita de ciclos: nascemos, crescemos e envelhecemos. A velhice é uma transformação muito pessoal. O ‘Prima-Veras’ trata dessa relação íntima e individual com o tempo”, comenta a bailarina que, em cena, reflete o seu próprio processo de envelhecimento. “É como se fosse um espetáculo autoral, quase confessional. Mergulho numa imensidão íntima, onde a partir da dramaturgia aberta somada ao momento presente e ao movimento vivenciado, falo do envelhecer e do ser e estar mulher”, relata Letícia.

O processo criativo de “Prima-Veras” fundamenta-se nos princípios das abordagens somáticas relacionadas à pesquisa e criação em dança contemporânea. A direção de Lu Favoreto trabalha a consciência do corpo e o seu movimento, para que a artista busque, em cena, a descoberta de suas próprias sensações. “A Lu Favoreto é uma referência nas abordagens somáticas, como ferramentas para criação em dança contemporânea e na direção do movimento vivenciado. A nossa parceria surgiu há 10 anos, em 2012. Fomos semeando até que, em 2017, seu trabalho se tornou mais potente para a Quik e nós a convidamos para dirigir o Prima-Veras com toda a sua potência”, ressalta Letícia.

A abordagem dramatúrgica de “Prima-Veras” parte de depoimentos pessoais de Letícia Carneiro, coletados por Lu Favoreto. A coreógrafa explica que juntas, elas encararam o processo colaborativo a partir de uma matéria criativa muito pessoal e íntima. “Buscamos, por meio do movimento, nos aproximar da ancestralidade, perspectiva do corpo que habita nossas entranhas e que expõe poéticas mobilizadoras de camadas profundas. É muito gratificante encontrar uma artista que se interessa profundamente pelo trabalho de pesquisa criativa em dança, como a Letícia. Ela se deixa invadir e invade o outro, numa permeabilidade ao mesmo tempo generosa e ousada. Vejo como um encontro potente e fértil. Que amadureça e reverbere em nossa arte!”, afirma a coreógrafa.

No palco, Letícia Carneiro lança mão de objetos pessoais e outros recursos para retratar os ciclos da vida, a partir do seu processo de transformação. O espetáculo começa com um chão em branco, que é reconstruído pela bailarina a partir de papéis. Nesse momento, a trilha sonora é atravessada por um texto da escritora portuguesa Maria Gabriela Liansol, por trechos de poemas de Amílcar de Castro e de uma letra de música do Miguel Wisnik, falados por Letícia, além de escritos autorais. Em cena, ela traja um vestido da juventude de sua mãe, na representação de uma segunda pele, e se enrola em um cobertor que se torna um casulo. Aos poucos, a bailarina saí do casulo para se despir da sua ancestralidade e realizar a passagem para uma outra camada, onde um cesto se torna uma máscara e o som de um tambor remete às batidas do coração. A projeção de um vídeo, realizada em parceria com a artista áudio visual mineira, Deise Oliveira, resgata memórias afetivas, a partir de objetos, movimentos e sons da casa de Letícia, capturados por ela no seu cotidiano.

“E assim as transformações vão acontecendo, em camadas, e eu vou desenvolvendo a relação do corpo com a dança, com o som, com o movimento e o tempo. O vestido da minha mãe, que representa a minha ancestralidade; o cesto, que surge como referência à ausência do rosto; o tambor, que vem do desejo de me expressar a partir das batidas; o celular, que é por onde eu transito no cotidiano das imagens; e o vídeo, que expõe memórias, de uma forma circular, passando por fotografias, desenhos autorais, objetos pessoais, as sonoridade – como o som de panela de pressão no fogão -, e a imagem de uma borboleta que capturei no vidro da minha casa. O espetáculo traz toda essa metamorfose do tempo, a partir do corpo-dança, corpo-voz-palavra, corpo-instrumento musical, corpo-desenho, corpo-objeto cênico, corpo-suporte luz-imagem, corpo-poesia…”, detalha Letícia Carneiro.

A bailarina completa que a narrativa de “Prima-Veras” se apoia em uma partitura referencial de orientação, mas que o espetáculo está pautado, também, na construção da improvisação estruturada, característica dos trabalhos da Quik Cia. de Dança. “A Quik tem o trabalho de dança contemporânea como linguagem artística fundamental, mas tece uma trama conectiva com outras linguagens que nutre tanto o processo de criação interdisciplinar como a improvisação em cena. Essa metodologia de pesquisa nos possibilita total abertura para o instante, em que os bailarinos se entregam ao momento presente. E isso é muito potente em Prima-Veras”, explica Letícia Carneiro.

Ficha técnica:

Concepção, criação e interpretação: Letícia Carneiro | Direção, criação e orientação de pesquisa: Lu Favoreto | Edição de vídeo e projeção mapeada: Deise Oliveira | Iluminação: Leonardo Pavanello | Figurino: Ana Virginia Guimarães e Silma Dornas | Trilha Sonora: Rodrigo Salvador | Designer gráfico: Uauá estúdio | Assessoria de imprensa: Rizoma | Gestão de redes: Letícia Eline | Fotógrafa: Ilana Lansky | Coordenação de produção: Rodrigo Quik | Produção executiva: Bernardo Gondim | Assistente de produção: Merry Couto | Gestão financeira: Cláudia Mota | Realização: Quik Cia de Dança. ]

Classificação: 12 anos | Duração: 50 minutos

Quik Cia. de Dança

A companhia foi fundada em 2000 no bairro Jardim Canadá (Nova Lima), pelos bailarinos Letícia Carneiro e Rodrigo Quik, com vasta experiência profissional em dança contemporânea no Brasil e exterior como integrantes do Grupo Corpo de 1984 a 1996. A Companhia completou 22 anos de existência em 2022 e já construiu um repertório dez espetáculos sendo eles "Rua" /2001, "Dos Tornozelos a Alma"/2004, "Formas e Linhas"/2006, "Dissoluções"/2008, "Clariceanas" /2008, "Mulher, Mulheres" /2009, “Ressonâncias” /2010, “De nós dois”/2012, “Tecituras”/2014 e “Prima-Veras” /2018.

Há 20 anos a Quik contribui para o acesso da população aos bens culturais, por meio de projetos sócio artísticos realizados junto à comunidade do Jardim Canadá em Nova Lima/MG – onde está localizado o "Quik Espaço Cultural", sede da Cia -, e pelas ações produzidas em seu projeto de educação pela arte, o "Quik Cidadania". "A dança contemporânea nem sempre tem uma linguagem acessível ao público, o que dificulta a fruição. A Quik sempre teve na sua trajetória o cuidado com a formação de público. É um ponto muito forte pra gente”, comenta Rodrigo Quik.

Sobre o Instituto Unimed-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos socioculturais e ambientais visando à formação da cidadania, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentar a economia criativa, valorizar os espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou cerca de R$155 milhões por meio das Leis municipal e federal de Incentivo à Cultura, fundos do Idoso e da Infância e Adolescência, com o apoio de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. No último ano, mais de 6,5 mil postos de trabalho foram gerados e 4,8 milhões de pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Acesse www.institutounimedbh.com.br e saiba mais.

SERVIÇO: QUIK CIA. DE DANÇA - Estreia do espetáculo “Prima-Veras"
Criação de Letícia Carneiro com co-criação e direção de Lu Favoreto
Dias 27 e 28 de agosto (sábado às 20h e domingo às 19h)
Teatro Marília - Av. Alfredo Balena, nº 586, Santa Efigênia - BH/MG
Ingressos: R$ 20,00 meia e R$ 10,00 inteira
Vendas pelo Disk Ingressos ((https://www.diskingressos.com.br/)

27/08 - https://www.diskingressos.com.br/event/3667
28/08 - https://www.diskingressos.com.br/event/3669
Classificação: 12 anos | Duração: 50 minutos

Letícia Carneiro

Formação em Arte-Terapia em 2008. Graduou-se em Artes Plásticas pela Escola Guignard – Universidade do Estado de Minas Gerais em 2009. Em 2000, após 12 anos como bailarina do Grupo Corpo (1984 a 1996), fundou a “Quik Companhia de Dança”.

Diretora artística, bailarina e coreógrafa da Quik Cia de Dança de 2000 a 2022, tendo em seu repertório 08 espetáculos: “Rua” - 2001, “Dos Tornozelos a Alma” - 2004, “Formas e Linhas” - 2006, “Clariceanas” – 2008, “Mulher, Mulheres” – 2009, “Ressonâncias” – 2010, “de nós dois” - 2012, “Tecituras” – 2014 e Prima-Veras-2018.

Coordenadora do projeto de arte educação “Quik Cidadania” de 2002 a 2022. Bailarina do grupo “Cisne Negro” – 1984. Possui diversos cursos como, Ballet Clássico pelo método da Royal Academy of Dance of London; Técnica Martha Graham no London Contemporary of Dancing; Técnica Clássica com Ady Ador, Sacha e Ismael Guizer; Técnica Contemporânea com Suzana Yamauche; Técnica de Jazz com Ordonez e Musicoterapia com Maria Eugênia Castelo. Prêmio de Artes Cênicas de MG – 2015, Prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança - 2005, 2007, 2010, 2012 e 2015. Prêmio Acessibilidança – Funarte em 2021.

Lú Favoreto

Bailarina, Coreógrafa e Educadora corporal, tem como elemento primordial de investigação a relação entre estrutura corporal, movimento vivenciado e obra cênica. Fundamenta seu trabalho didático e artístico na Técnica do Movimento Consciente (Klauss Vianna - Brasil) e na Coordenação Motora (M. M. Béziers e S Piret - França).

Foi uma das sócias-fundadoras do Estúdio Nova Dança (São Paulo) e desde 2000 é diretora da Cia. Oito Nova Dança. Entre bolsas e prêmios se destacam: Prêmio Estímulo de Dança-Secretaria Estadual de Cultura/2000, Bolsa de Pesquisa Rede Stagium/2000, Prêmio APCA/2001, Prêmio EnCena-Funarte/2002, Prêmio Programa Petrobras Artes Cênicas/2003, Prêmio Braços e Pernas pela cidade-Secretaria Municipal de Cultura/2004, Prêmio Klauss Vianna/Funarte/2006 e a 4ª., 10o. e 14.o e 18a. Edição do Fomento a Dança–SP. Entre 2007 e 2013 integrou o Núcleo de Improvisação, dirigido por Zélia Monteiro.

Foi professora da Faculdade Dança e Movimento da Universidade Anhembi Morumbi-SP de 1999 a 2009. Foi professora de dança na Sala Crisantempo-SP entre 2008 e 2013. Entre 2001 e 2006, ministrou “Preparação corporal para o ator” no Núcleo Experimental de Teatro do Sesi-SP, iniciando neste período parcerias com vários diretores teatrais. Desde 2009 vem realizando parceria artística com a diretora teatral Cibele Forjaz, encenando trabalhos como: Bruta flor (2010), O Idiota (2011), A travessia da Calunga grande (2012), Madame B - FITA DEMO (2013), os experimentos cênicos Ancestralidade no corpo (2011), “XAPIRI XAPIRIPË, lá onde a gente dançava sobre espelhos" (2014) e “NA SELVA DAS CIDADES” (2015/2016). XAPIRI XAPIRIPË é um trabalho da Cia Oito Nova Dança com Direção Cênica de Cibele Forjaz. O espetáculo tem como matéria de criação o universo ameríndio e borra as fronteiras entre dança, teatro, artes visuais e música. Em continuidade à esta pesquisa, em 2016, a Cia. realizou a “INTERVENÇÃO URBANA ESQUIVA”, que se inspira mais especificamente da cultura Guarani e ocupou a cidade de São Paulo no primeiro semestre de 2016.

Atualmente, ministra cursos regulares de técnica, pesquisa e criação em Dança no Estúdio Oito Nova Dança, sede da Cia Oito Nova Dança, na qual trabalha como diretora, coreógrafa e intérprete-criadora.

Deise Oliveira

Atua com arte educação, artes visuais, audiovisual, animação e fotografia a mais de 10 anos. Trabalhou como arte educadora nos projetos e programas sociais: Valores de Minas, Corpo Cidadão, Quik Cidadania, Instituto Undió e Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes. Além de ministrar oficinas de animação na UFSJ em São João Del Rei, em Conceição do Mato Dentro MG e no 17o Festival de inverno em Milho Verde – MG.

Mantém parceria com artistas da música, dança e teatro, realizando videodança, videoclipe, vídeo e projeção mapeada durante shows de música e espetáculos de dança. Apresentou seus trabalhos em Belo Horizonte, Minas Gerais: no Zás Assembleia de Minas Gerais, Jardins do Palácio das Artes, Teatro Francisco Nunes, Teatro Raul Belém Machado, MUMO, Espaço Aberto Pierrot Lunar, Galeria de Arte Mama Cadela, Sesc Palladium, Funarte, CentroeQuatro, Cine Humberto Mauro, UFMG, UEMG. Projeto Natureza Viva aprovado na Lei Municipal de Incentivo a Cultura de Contagem. Em Caratinga e Viçosa, Minas Gerais.

Foto: Deise Oliveira

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