Notícias

Memória preservada - Centro de Memória do Minas resgata imagens históricas da capital mineira

O Minas Tênis Clube concluiu a execução do projeto de conservação e difusão do acervo fotográfico do seu Centro de Memória, que teve início em setembro de 2017 e contemplou a digitalização de 5.780 negativos, produzidos entre 1943 e 1975 pelo fotógrafo Bruno Roberto Martins da Costa. Aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura, o “Projeto de conservação e difusão do acervo fotográfico do Centro de Memória: negativos do fotógrafo Bruno Roberto Martins da Costa” foi patrocinado pelo Instituto Unimed-BH e pelo Escritório de Advocacia Araújo & Fontes. As imagens já estão disponíveis para pesquisa e apreciação no Centro de Memória do CCMTC, que é reconhecido pelo  Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). O horário de funcionamento é de terça a sábado, das 10h às 20h, e domingos e feriados, das 11h às 19h. A entrada é gratuita.

O acervo é constituído por 5.780 negativos avulsos de acetato, com dimensão de 6x6 cm, datados do período de 1943 a 1975. As imagens apresentam momentos em bailes de carnaval, festas juninas, jogos de vôlei, tênis, basquete e competições de natação, no Minas Tênis Clube. Como documento da história da capital mineira, os negativos registram a memória do esporte e do lazer praticado em Belo Horizonte, há mais de 40 anos. As imagens também mostram antigos equipamentos e as instalações do Clube, as vizinhanças e o entorno do Minas pertencentes a uma Belo Horizonte ainda pacata e tranquila.

O fotógrafo Bruno Roberto Martins da Costa fazia parte do Foto Clube de Minas Gerais (FCMG), e seus primeiros trabalhos surgiram como hobby. Na década de 1950, ele se especializou na produção de imagens de esportes, ao trabalhar para a revista Vida Esportiva.

Realizado pela empresa Acervo – Serviço de Restauração e Arquivo, o processo de resgate seguiu as normas do Conselho Nacional de Arquivos (Conarq). Os negativos passaram por três fases de tratamento. No primeiro momento, a equipe do ateliê Marca D’água, liderado pela restauradora Blanche Thaís, identificou, higienizou e acondicionou corretamente o material. A segunda etapa foi a de digitalização das imagens com o inventário descritivo do acervo e inserção no Banco de Dados do Centro de Memória. Na terceira fase, as imagens foram colocadas à disposição do público, na exposição de longa duração do Centro de Memória, denominada Minas Tênis Clube: várias Histórias.

O diretor de Cultura do Minas Tênis Clube, André Rubião, ressalta a importância antropológica da ação. “O resgate, a restauração e o correto arquivamento deste rico material é de suma importância, não somente para o Clube, mas para a sociedade. O Minas, por meio desse projeto, atua na preservação da memória cultural da capital”, afirma.

Foto:  Orlando Bento

Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.