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Cineasta homenageado Afranio Vital participa em BH de sessão especial do Curta Circuito

O evento contará ainda com o lançamento do livro Esfinge Negra -A História do Cineasta Afranio Vital, de Carlos Ormond

A última sessão de 2017 do Curta Circuito - Mostra de Cinema Permanente não poderia ser mais especial. Fechando um ciclo de três bimestres de programação que homenagearam grandes nomes do cinema nacional, como Carlo Mossy e Alfredo Sternhein, a mostra traz agora a Belo Horizonte o cineasta Afranio Vital, que comentará o seu longa de estreia, Os Noivos, lançado em 1979. Além da exibição do filme, a noite ainda contará com o lançamento do livro Esfinge Negra -A História do Cineasta Afranio Vital, escrito por Carlos Ormond. A sessão especial é na próxima segunda-feira, dia 14 de agosto, às 20h, no Cine Humberto Mauro. A entrada é franca e os ingressos são distribuídos na bilheteria do cinema 30 minutos antes da exibição. Afranio ainda terá mais uma atividade na capital mineira. No dia 15 de agosto, o cineasta ministrará uma masterclass sobre cinema nacional e sua trajetória. As inscrições são gratuitas e terminam no dia 10 de agosto.

Sobre o filme, o jornalista, pesquisador, escritor, roteirista e diretor João Carlos Rodrigues, diz: “Os noivos, um filme completamente na contramão dos acontecimentos, dirigido por um estreante afro-brasileiro, mas que não trata de folclorismo nem problemas raciais; pelo contrário, obra de um admirador de Cruz e Souza e dos simbolistas. Um melodrama no país das comédias, dos policiais e dos filmes-cabeça. Um filme carioca com cara de paulista. De certa maneira, um óvni.”

Os Noivos l Afranio Vital, RJ, 1979, 88’

Vilma não teve sossego na vida desde a morte de seu pai. Por ser filha única e morar com a mãe, todas as esperanças de tirar as duas mulheres da vida complicada - compartilhada em uma casa pobre do subúrbio carioca - através de algum ganho financeiro recaem sobre Vilma. Para piorar, Vilma fica grávida de Otávio, seu noivo há seis anos, que pede para que ela faça um aborto.

Após a exibição haverá o lançamento do Livro: Esfinge Negra -A História do Cineasta Afranio Vital, com autor do livro, Carlos Ormond, e o cineasta Afranio Vital.

Sobre Afranio Vital

Nascido em 1948, na pequena Bom Jesus do Itabapoana, pode-se dizer que Afranio Vital viveu muitas vidas até chegar à atual, de 2017. Fazem parte dessa trajetória os dramas pessoais e as conhecidas barreiras “invisíveis” – fruto do racismo que Afranio compara ao Homem Invisível, de Ralph Ellison. O fato é que Afrânio Vital se deu o direito de ser khouriano, freudiano, filósofo, jazzista e todas as cartadas que o cinema brasileiro oficial jamais esperaria. Sem bandeiras sociológicas, Afranio atendeu a um chamado particular, como a verdadeira esfinge negra de que fala Carlos Ormond, seu biógrafo. Dirigiu 15 curtas-metragens e três longas, misturou sexo, angústia e bom humor. Além de cineasta, Afrânio cursou duas universidades, tornando-se professor de filosofia e bacharel em Comunicação Social.

Sobre o Curta Circuito

Durante sua trajetória, iniciada em 2001, a Mostra de Cinema Permanente, que exibe exclusivamente filmes nacionais, sempre com entrada franca, conseguiu reunir um público de mais de 72 mil pessoas, que estiveram presentes em quase cinco mil sessões. A mostra, dirigida desde 2016 por Daniela Fernandes, da Le Petit Comunicação Visual e Editorial, é uma das referências em Minas e no Brasil como ação de formação qualificada de público, espaço de reflexão, debates sobre a cultura audiovisual e todos os aspectos que a envolvem, sejam técnicos, narrativos, estéticos, culturais e políticos. Em 2017 a curadoria passou a ser feita pela crítica de cinema e autora do blog Estranho Encontro, Andrea Ormond. Tendo já atuado em 18 cidades dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Pará, a mostra atualmente está presente em Belo Horizonte, onde tem como “sede” de suas exibições no Cine Humberto Mauro, e comemora a volta para os município mineiros de Montes Claros e Araçuaí. Já passaram pelo projeto convidados como Nelson Pereira dos Santos, Zé do Caixão, Sidney Magal, Othon Bastos, Antônio Pitanga, Nelson Xavier, Darlene Glória entre outros. O Curta Circuito atua também na preservação e memória do cinema brasileiro, trabalhando na restauração de filmes, em parceria com a Cinemateca do MAM-RJ. A iniciativa recebeu Mention do D'Hounner em Milão, em 2013, pela restauração do filme “Tostão, a fera de Ouro”, da década de 1970.

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