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Festival Toca na Favela leva a potência da cultura periférica para o CCBB BH com programação gratuita

Com dez dias de evento, o festival traz a diversidade da cultura das quebradas, com música, artes visuais, dança, cinema, moda e gastronomia, com artistas locais e nacionais

A potência da cultura das periferias e favelas vai tomar conta do Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte, entre os dias 10 e 20 de agosto, no Festival Toca na Favela. A segunda edição do evento promove conexões entre artistas de periferias de diversas linguagens artísticas, com dez dias de programação gratuita de música, artes visuais, dança, cinema, moda e gastronomia. Entre as atividades estão rodas de conversa, espaço gastronômico, sarau, exposições, shows, apresentações artísticas, exibição de filmes, residência em dança e workshops. Toda a programação é gratuita, sendo necessária a retirada de ingressos no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB para as atividades que acontecem nos teatros. Já para as atividades formativas, é necessário se inscrever previamente.

Entre as atrações, estão nomes como o artista plástico Maxwell Alexandre, a empreendedora Marciele Delduque, a antropóloga Janaina Damasceno, o diretor do filme Marte 1, Gabriel Martins, e nomes de destaque da música como Adriana Araújo, Mc Dodo, Laura Sette, Babadan Banda de Rua, entre outros. Além disso, o festival promove a economia criativa de diferentes territórios através da feira de alimentos "Tô na Broca", com produtores gastronômicos periféricos, e a lojinha “Tá Rolando”, com produtos do evento.

O Festival Toca na Favela nasceu na comunidade do Novo Cachoeirinha, vetor noroeste de Belo Horizonte, por iniciativa do DJ Grabs, artista nascido e criado no complexo. O idealizador destaca que o evento é uma celebração da diversidade de expressões culturais da favela. "Trazemos diferentes estilos musicais, várias vertentes da dança e diferentes expressões artísticas se encontram no festival. Nos atentamos para o protagonismo negro, de mulheres e LGBTQIA+ na iniciativa, com uma gestão de festival sensibilizada para lidar com esses marcadores. O Toca na Favela é também um destaque no mercado ao gerar renda, capacitar novos profissionais, apresentar novas perspectivas de trabalho sobre, para e com a favela", explica DJ Grabs, que assina a direção-geral do evento, que tem direção artística de Negona Dance, direção estratégica de Danny Mendes e coordenação de produção de Fredda Amorim.

O evento, que teve sua primeira edição em 2022, neste ano conta com o patrocínio do Banco do Brasil, ocupando um dos principais centros culturais da capital mineira.

Nesta edição, o Toca na Favela evidencia o legado, a prosperidade e a fartura, que também são roupagens da periferia, de acordo com a curadora Ana Cecília Assis. "Para essa edição superamos o discurso da falta e trouxemos a riqueza das vielas, a cultura presente em todas as instâncias da arte. Selecionamos artistas que superaram o discurso da escassez e estão navegando nas ondas da prosperidade, luxo e emancipação. Tecnologia ancestral, inovação, dinamismo e potência! Todas as áreas contempladas trazem o novo hálito da arte, o que Toca na Favela permeia no mundo”, explica a curadora.

Programação

A abertura do Toca na Favela será na quinta-feira, dia 10 de agosto, com "A benção de quem nos guia", que contará com a benção de Mametu Muiandê (Kilombu Manzo Ngunzo Kaiango), acompanhada da produção do festival, a partir das 18h, com concentração na porta do CCBB BH. Na cerimônia, será feita a abertura do evento com um passeio pelas exposições da artista plástica Ana Paula Sirino e do fotógrafo Rafael Freire, que ficarão disponíveis ao longo de todo o evento, das 10h às 22h, para a visitação do público, no Foyer I e II. A noite contará ainda com uma apresentação do samba Dibantu, das 19h30 às 21h30, no pátio. Nascido do Terreiro de Candomblé Angola Manzo Ngunzo Kaiango, o Dibantu traz em seu repertório o samba clássico junto aos cânticos sagrados.

Na sexta-feira, 11 de agosto, o dia será dedicado às tecnologias sociais de quebrada. Entre as atividades estão o bate-papo "Deixa eu te dar uma ideia" com o artista carioca Maxwell Alexandre (RJ), e mediação da curadora Ana Cecília, falando sobre a economia criativa como transformação social. O artista Maxwell Alexandre vive e trabalha na favela da Rocinha e foi vencedor do Prêmio PIPA 2020. A atividade acontece das 18h às 20h, no Teatro I. O dia ainda contará com apresentação de um dos nomes de destaque do cenário do Hip Hop mineiro, Iza Sabino, que se apresenta no Teatro II, às 20h30.

O audiovisual será destaque da programação de sábado, 12 de agosto. Das 10h às 12h30, o criador de conteúdo F Vianna será responsável por um dos workshops denominado "Fazendo juntes", com uma oficina de criação de conteúdo utilizando o celular como principal ferramenta. Das 14h às 16h30, será realizada a segunda atividade do "Fazendo Juntes", que irá abordar o tema "Mixagem e Pesquisa musical - Música eletrônica periférica", com a artista, DJ e produtora musical Marta Supernova (SP). Todas as atividades formativas contarão com inscrições prévias. Outra atração do dia será a exibição do longa-metragem MARTE 1, das 14h às 17h, em uma sessão comentada, com participação do diretor Gabriel Martins e mediação de Artur Ranne, no Teatro I. Também está prevista, no Teatro II, a partir das 17h, a Festa Kebra. A abertura contará com um live painting do artista OYuri, com discotecagem do DJ Totonete. Em seguida, às 19h, é a vez do DJ Grabs, idealizador da festa e do festival Toca na Favela, e o DJ Kabulom, residente das festas Curral, 1010, Gallaonfire e idealizador das festas Mathosa e Tumulto.

No domingo, dia 13 de agosto, das 14h às 16h, será realizada a roda de conversa "Vou te dar um papo", com Marciele Delduque, fundadora da Rede Marianas Mulheres Que Inspiram, que hoje envolve mais de 1.000 mulheres empreendedoras, e coordenadora da CUFA - Central Única de Favelas. Também participam da conversa o publicitário Filipe Thales, fundador do movimento Viva Lagoinha, embaixador da marca Nadir Figueiredo do Copo Lagoinha e co-fundador do evento Circuito Lagoinha; e a antropóloga Janaina Damasceno, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e do Programa de Pós-graduação em Cultura e Territorialidades (PPCult/ UFF). Ela também atua como coordenadora do Grupo de Pesquisas Afro Visualidades Estéticas e Políticas da Imagem Negra e é curadora adjunta da exposição ‘No verbo do silêncio, a síntese do grito’, do fotógrafo carioca Walter Firmo, atualmente em cartaz no CCBB BH. Quem media a conversa é o multiartista e fundador do Centro Cultural Lá da Favelinha, Kdu dos Anjos, no Teatro I. Ainda no domingo, entre 16h e 17h30, acontece um bate-papo sobre o livro "Nunca foi sorte, sempre foi poesia", de MC Martina, com exibição do curta-metragem homônimo, no Teatro II. Das 17h às 18h30, acontece o Pocket Show do multiartista Akin Zahin, na área externa. Já às 19h40, acontece a performance “Marcapasso”, da bailarina Suellen Sampaio, no Teatro II. A noite finaliza em seguida, no mesmo local, com apresentação da Dj Princeznha da Paz, com um set que traz a musicalidade negra, funk, tecnologia e educação, a partir das 20h30.

A segunda-feira, 14 de agosto, será dedicada ao Sarau. A partir das 17h, será feito um encontro reunindo o Slam Laje (RJ) e as AfroLíricas, no Teatro II, que trazem a literatura periférica como instrumento de expressão e formação cultural. Às 19h, será realizada a primeira aula de Residência em Dança, com Leo Garcia, atividade que requer inscrição prévia e acontece no Teatro I, com três dias de atividade. Leo Garcia é poeta do movimento e atuou nos últimos 15 anos em diversas companhias na pesquisa de metodologias de movimento, criação de espetáculos, videoarte, clipes e shows. Nesta residência de dança, ele traz a metodologia da encruzilhada. Como proposta de pesquisa corporal e cênica, a encruzilhada é tida como o ponto de encontro e dispersão, a(s) base(s), a possibilidade, onde mora o caos criativo de fluxo constante que permite o reconhecimento de si, do desejo, das potências e vulnerabilidades pessoais que humanizam e poetizam o corpo e movimento. Para participar da atividade é necessária inscrição prévia, sendo pré-requisito já ter contato com a dança. Finalizando a programação do dia, a partir das 19h, apresentam-se os DJs Jô Marçal na área externa e DJhai, no Teatro II, às 20h15.

Na quarta-feira, 16 de agosto, às 19h, o Teatro II recebe o show de Mel da Norte convidando Inza Princess, considerada a DJ feminina mais influente do funk, e que atualmente acumula quase meio milhão de inscritos em seu canal do YouTube, vanguarda da vertente de funk de 150 bpm (batidas por minuto). Logo em seguida, as pick-ups serão comandadas pela DJ Dia, artista mineira que, através da arte, busca suas raízes no Hip-Hop e suas vertentes que transitam pelo House, Trap, Chill Baile, R&B e Brasilidades.

Na quinta-feira, dia 17 de agosto, das 18h30 às 20h, acontece a mesa “Produzindo na Quebrada - Case Toca na Favela”, que contará com a presença dos idealizadores do projeto Negona Dance, Danny Mendes e Grabs, que contarão sobre o processo de construção do festival, no Teatro II. Já das 20h30 às 21h20, o Teatro II apresenta o espetáculo de dança “Abre Caminho”, do Grupo Identidade. Encerrando o dia, será realizada a apresentação final da Residência de Dança com Leo Garcia, das 19h às 21h, no Teatro I.

A Moda da Quebrada será o eixo principal da programação na sexta-feira, 18 de agosto, com a atividade "Mote do trabalho: criar novas roupas com peças que não possuem mais utilização, em especial uniformes de fábricas", no Teatro I. A ação acontece das 16h às 19h, e aborda o tema moda sustentável, com a stylist e designer de moda Sulamita Ferr (RJ). Das 19h30 às 21h30, será a vez de segurar a pose no Ball do Toca na Favela, que traz a House of Beco com o tema "Nois eh Xavoso", em uma atração que aborda a cultura dos bailes de vogue e celebra a cultura LGBTQIA+ das quebradas, no Teatro II.

Já no sábado, dia 19 de agosto, o festival traz visibilidade para os gêneros musicais Funk e o Rap, que vão dominar os palcos do Teatro II do Centro Cultural. O CCBB BH recebe, às 14h, um esquenta com a DJ Iasmin Turbininha (RJ), seguida de Batalhas de Dança, das 15h às 18h. A disputa trará o Estilo Livre, com DJ Eddy Alves, e Funk, com DJ Iasmin Turbininha. A batalha contará com premiações e três jurados para avaliar cada categoria. Em seguida, a programação traz uma série de shows com nomes de destaque do cenário mineiro: a rapper Laura Sette, às 19h (área externa); além de MC Dodô, um dos destaques do Funk belo-horizontino, às 19h40, e DJ Cafezinho, às 20h30 (Teatro II).

Fechando a programação, o domingo em família, no dia 20 de agosto, traz diversas atividades voltadas para o público infantil. Das 10h às 17h30, o Espaço Erê será uma área com monitores e atividades que vão garantir a diversão educativa para as crianças; assim como a Makamba Brincante, que acontecerá das 10h às 12h, ambas na área externa. O espaço também receberá das 12h às 13h, a apresentação Bloco Todo Mundo Cabe no Mundo.

Os pais também poderão se divertir. Das 14h às 15h30, o som fica por conta do DJ Fidelis, seguido de uma grande roda de samba com a cantora Adriana Araújo, das 15h30 às 17h, e discotecagem, das 18h às 20h, da DJ Black Josie, artista que realiza pesquisa intensa sobre a produção de “Música Preta Brasileira”. Fechando a noite, das 20h30 às 21h30, o Teatro I recebe o show da Babadan Banda de Rua, que reverencia a cultura afro mineira e traz para o Toca na Favela um show especial com muito funk, que promete não deixar ninguém parado.

Circuito Liberdade

O CCBB BH é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

SERVIÇO: Festival Toca na Favela
De 10 a 20 de agosto
Local: CCBB BH (Praça da Liberdade, 450 - Funcionários, Belo Horizonte - MG)
Programação gratuita, mediante retirada de ingressos pelo site bb.com.br/cultura.

10/08/2023 - Quinta-feira | Noite de Axé

18h às 22h - Exposição da artista Ana Paula Sirino (Foyer I)

Nascida na região quilombola do Torra, Sabinópolis-MG, a artista autodidata retrata paisagens e personagens em pinturas, despertando familiaridade e nostalgia. Sua pesquisa se baseia na memória, história oral e fotos pessoais, buscando compreender sua história e território. Acredita no olhar como cura. Integra a Galeria Rodrigo Ratton.

Classificação: Livre

18h às 22h - Exposição do fotógrafo Rafael Freire (Foyer II)

Rafael Freire, do Aglomerado da Serra - BH, é fotógrafo há mais de 10 anos e tem expertise em colorização da pele negra. Em 2014, criou o projeto "Favela a Flor que se Aglomera", que transforma moradores de comunidades em modelos, combatendo o racismo através da fotografia. Expandiu o projeto por favelas do RJ, SP e quilombos em São Luiz - MA.

Classificação: Livre

18h às 19h30 - ABERTURA OFICIAL: A BENÇÃO DE QUEM NOS GUIA | Benção de Mametu Muiandê - Kilombo Manzo Ngunzo Kaiango (Área externa)

Cerimônia de abertura do festival inicia com concentração na porta do evento, onde Mametu Muiandê, liderança do Kilombu Manzo Ngunzo Kaiango, fará um ritual de bênçãos do Toca na Favela. A convidada irá percorrer os corredores junto da equipe do festival, abrindo os caminhos e os trabalhos do evento.

Mametu Muiandê - Mametu Muiandê, Mãe Efigênia, é sacerdotisa do Candomblé e Umbanda, líder do Kilombu Manzo Ngunzo Kaiango em Belo Horizonte. Dedica-se a um contínuo aprendizado, sendo respeitada no axé e no Ngunzo de Minas Gerais. Seu conhecimento abrange capoeira, samba e medicina de ervas. Uma Mestra dedicada à ancestralidade e aos saberes tradicionais.

Classificação: Livre

Duração: 1h30

18h às 20h30 – 2Black (Área externa)

O 2 Black oferece opções de bebidas e comidas para o público do evento, como espetinhos, refrigerantes, cervejas e drinks.

18h às 20h30 - Lojinha Toca na Favela (Área externa)

Lojinha do evento irá disponibilizar venda de produtos como camisas e copos do evento para quem quiser levar um pouco do festival para casa.

19h30 às 21h30 - Apresentação Samba Dibantu (Pátio)

Originado no Manzo N‘gunzo Kaiango, kilombu de BH, o grupo exalta a cultura negra e a beleza das rezas. Dibantu resgata a ancestralidade afro-brasileira pela música, resistindo ao racismo e à intolerância religiosa. Com repertório bantu, nagô e brasileiro, interpretam clássicos de Toninho Gerais, Arlindo Cruz, Clara Nunes e composições autorais.

Classificação: Livre

Duração: 2h

11/08/2023 - Sexta-feira |Quebrada Tech

10h às 22h - Exposição da artista Ana Paula Sirino (Foyer I)

Nascida na região quilombola do Torra, Sabinópolis-MG, a artista autodidata retrata paisagens e personagens em pinturas, despertando familiaridade e nostalgia. Sua pesquisa se baseia na memória, história oral e fotos pessoais, buscando compreender sua história e território. Acredita no olhar como cura. Integra a Galeria Rodrigo Ratton

Classificação: Livre

10h às 22h - Exposição do fotógrafo Rafael Freire (Foyer II)

Rafael Freire, do Aglomerado da Serra - BH, é fotógrafo há mais de 10 anos e tem expertise em colorização da pele negra. Em 2014, criou o projeto "Favela a Flor que se Aglomera", que transforma moradores de comunidades em modelos, combatendo o racismo através da fotografia. Expandiu o projeto por favelas do RJ, SP e quilombos em São Luiz - MA.

Classificação: Livre

14h às 20h30 - Espaço Tô na Broca (Área externa)

O espaço gastronômico trará comidas e bebidas de empreendedores das quebradas de Belo Horizonte, com a participação da Delícias da Dora, Chocollacre, Cantinho Mineiro NC e 2 Black.

14h às 20h30 - Lojinha Toca na Favela (Área externa)

Lojinha do evento irá disponibilizar venda de produtos como camisas e copos do evento para quem quiser levar um pouco do festival para casa.

18h às 20h - Deixa eu te dar uma ideia: Maxwell Alexandre, com mediação de Ana Cecília Assis. Tema: Economia Criativa como transformação social (Teatro I)

O encontro promove um papo reto entre o artista carioca Maxwell Alexandre e a curadora do festival Ana Cecília Assis que compartilham experiências e contam segredos da economia criativa.

Maxwell Alexandre - Artista carioca da Rocinha, é graduado em design pela PUC-Rio e recebeu os prêmios “São Sebastião de Cultura" e o “Deutsche Bank". Tem obras, presentes em importantes acervos, como a Pinacoteca e o MASP. Reconhecido internacionalmente, integra coleções em museus, como o Musée d'Art Contemporain de Lyon e o Guggenheim Abu Dhabi.

Ana Cecília Assis - Ana Cecília Assis é mineira, Relações Públicas, produtora cultural, mãe, candomblecista, apaixonada por música, cultura, livros e viagens. Atua na área cultural há cerca de 12 anos. É provocadora e criadora de conteúdo no @PapoRetonãofazcurva e @racismodetododia, ativista das causas negras e tem como meta de vida possibilitar pontes, acessos e conexões.

Classificação: Livre

Duração: 2h

20h30 às 21h30 - Show com Iza Sabino (Teatro II)

Iza Sabino é artista na cena do Hip Hop de BH desde 2014, representando mulheres negras e LGBTQIAP+. Com alcance nacional e internacional, incentiva e representa seu público. Lançou álbuns e EPs com parcerias notáveis, destacando-se como beatmaker e produtora musical. Em 2023, surpreendeu com o EP "amar dói", valorizando experiências de amor.

Classificação: Livre

Duração: 1h

12/08/2023 - Sábado | Na fita!

10h às 22h - Exposição da artista Ana Paula Sirino (Foyer I)

Nascida na região quilombola do Torra, Sabinópolis-MG, a artista autodidata retrata paisagens e personagens em pinturas, despertando familiaridade e nostalgia. Sua pesquisa se baseia na memória, história oral e fotos pessoais, buscando compreender sua história e território. Acredita no olhar como cura. Integra a Galeria Rodrigo Ratton.

Classificação: Livre

10h às 22h – Exposição do fotógrafo Rafael Freire (Foyer II)

Rafael Freire, do Aglomerado da Serra - BH, é fotógrafo há mais de 10 anos e tem expertise em colorização da pele negra. Em 2014, criou o projeto "Favela a Flor que se Aglomera", que transforma moradores de comunidades em modelos, combatendo o racismo através da fotografia. Expandiu o projeto por favelas do RJ, SP e quilombos em São Luiz - MA.

Classificação: Livre

10h às 20h30 - Lojinha Toca na Favela (Área Externa)

Lojinha do evento irá disponibilizar venda de produtos como camisas e copos do evento para quem quiser levar um pouco do festival para casa.

10h às 20h30 - Espaço Tô na Broca (Área externa)

O espaço gastronômico trará comidas e bebidas de empreendedores das quebradas de Belo Horizonte, com a participação da Delícias da Dora, Chocollacre, Cantinho Mineiro NC e 2 Black.

10h às 12h30 - Fazendo juntes | Workshop/Formação: Criação de conteúdo utilizando o celular como principal ferramenta (Inscrições prévias), ministrado por F. Vianna - criador de conteúdo. (Teatro II)

O criador de conteúdo F. Vianna traz uma aula que explora a potencialidade do celular a partir das necessidades periféricas para a criação de conteúdos.

Felipe Vianna, menino preto nascido em 1993, é um multartista: diretor criativo, fotógrafo, diretor, videomaker, DJ, influencer, articulador cultural, artista visual e grafiteiro. Com trabalhos na Vogue, SPFW, marcas como Facebook, Tidal, Spotify, Heineken, Budweiser, 99 e mais. Abriu shows de KL Jay, FBC e Vhoor. Criador do @StudioF.Vianna.

Classificação: 16 anos

Duração: 2h30

14h às 16h30 - Fazendo Juntes | Workshop/Formação: Mixagem e pesquisa musical - música eletrônica periférica (Inscrições prévias), ministrado por Marta Supernova (SP). (Teatro II)

Marta Supernova desvenda segredos da pesquisa e desenvolvimento prático dentro da música como DJ, voltado para as culturas de rua.

Marta Supernova, DJ, produtora musical e artista visual, marcou presença em eventos como Rock in Rio, Rock the Mountain, Gop Tun, entre outros. Seu trabalho artístico reflete suas raízes brasileiras, negras e indígenas. Em parceria com artistas diversos, vem produzindo novas faixas e se destacou no disco da Sandra de Sá, lançado em 2023.

Classificação: 18 anos

Duração: 2h30

14h às 17h - Exibição do longa MARTE 1 | Sessão comentada, com participação do diretor Gabriel Martins e mediação de Artur Ranne (Teatro I)

Sinopse do filme: Uma família negra da periferia de Contagem, Minas Gerais, busca seguir seus sonhos em um país que acaba de eleger como presidente um homem de extrema-direita, que representa o contrário de tudo que eles são.

Artur Ranne - Do Novo Glória, BH, com espírito livre desde o nascimento, Artur Ranne é cineasta não acadêmico e fundador da produtora ÉMesmoFilmes. Sua jornada artística é inspirada por sua família e seu trabalho busca trazer tramas e histórias de ficção com corpos negros e periféricos. Vencedor do prêmio de melhor filme no FestCurtasBH 2022 com “Rachocracia”.

Gabriel Martins - Nascido em Belo Horizonte e radicado na periferia de Contagem, é graduado em Cinema e Comunicação Social. Sócio fundador da produtora Filmes de Plástico, destacou-se como diretor em curtas e longas-metragens, incluindo "No Coração do Mundo" (codirigido por Maurilio Martins) e "Marte Um", selecionado para representar o Brasil no Oscar 2023.

Classificação: 16 anos

Duração: 3h

17h às 21h30 - FESTA KEBRA + Live Painting do artista OYURI (Teatro II)

Quanto a música preta pode atravessar nossas vivências? Quais os impactos gerados no corpo a partir dela? KEBRA traz ao centro ritmos que perpassam a vivência e a musicalidade da quebrada. Abertura com DJ Totonete, das 17h às 19h, e apresentações de DJ Grabs e Kabulom, das 19h às 21h30, com pintura ao vivo do artista OYuri.

DJ Totonete - Diretamente das periferias cariocas, Totonete traz para a pista muito rap, trap e bass music. Uma mistura da clássica rima e batida, antenada com o que vem acontecendo de mais novo no cenário atual (Rodrigo S).

DJ Grabs - Nascido e criado no Morro Nova Cachoeirinha, é artista e produtor. Residente na festa Absurda, Baile do Popo e Revoada. Idealizador da Festa Kebra e do projeto "Toca na Favela", que é uma experiência transformadora, o artista traz em sua performance hip hop, R&B, dancehall, afrohouse, funk brasileiro, entre outros.

Kabulom - Jovem do interior de MG, é um apaixonado colecionador de discos e curioso sobre música. Acredita que o som e o ritmo são portais para compreender a história. Movido pelo ritmo, navega por sons africanos e a história dos negros. Residente em festas como Curral, 1010, Gala Onfire e idealizador das festas Mathosa e Tumulto.

OYURI - Artista visual autodidata de Belo Horizonte. Conectado com o Hip Hop desde a infância, expressa-se através de pinturas, ilustrações, murais, roupas e cerâmicas. Inspirado pela cultura preta, em suas obras une caligrafia urbana e grafismos ancestrais, propondo uma visão afrofuturista e abordando memória, ancestralidade e autoestima.

Classificação: 16 anos

Duração: 4h30

13/08/2023 - Domingo | Deixa eu te dar uma ideia?

10h às 22h - Exposição da artista Ana Paula Sirino (Foyer I)

Nascida na região quilombola do Torra, Sabinópolis-MG, a artista autodidata retrata paisagens e personagens em pinturas, despertando familiaridade e nostalgia. Sua pesquisa se baseia na memória, história oral e fotos pessoais, buscando compreender sua história e território. Acredita no olhar como cura. Integra a Galeria Rodrigo Ratton.

Classificação: Livre

10h às 22h – Exposição do fotógrafo Rafael Freire (Foyer II)

Rafael Freire, do Aglomerado da Serra - BH, é fotógrafo há mais de 10 anos e tem expertise em colorização da pele negra. Em 2014, criou o projeto "Favela a Flor que se Aglomera", que transforma moradores de comunidades em modelos, combatendo o racismo através da fotografia. Expandiu o projeto por favelas do RJ, SP e quilombos em São Luiz - MA.

Classificação: Livre

10h às 20h30 - Lojinha Toca na Favela (Área externa)

Lojinha do evento irá disponibilizar venda de produtos como camisas e copos do evento para quem quiser levar um pouco do festival para casa.

10h às 20h30 - Espaço Tô na Broca (Área externa)

O espaço gastronômico trará comidas e bebidas de empreendedores das quebradas de Belo Horizonte, com a participação da Delícias da Dora, Chocollacre, Cantinho Mineiro NC e 2 Black.

14h às 16h - Vou te dar um papo: Marciele Delduque + Filipe Thales + Janaina Damaceno, com mediação de Kdu dos Anjos (Teatro I)

O encontro promove um papo reto entre empreendedores e artistas que compartilham experiências e refletem sobre empreendedorismo, arte e vivência nas quebradas.

Foto: faraco fotografia

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