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Museu de Arte da Pampulha promove encontro com artista e curador da exposição “Mais dia, menos noite”

A Fundação Municipal de Cultura realiza no sábado, dia 10 de agosto, às 15h, um encontro sobre a exposição “Mais dia, menos noite” com a artista Tatiana Blass e o curador Douglas de Freitas, no Museu de Arte da Pampulha (MAP). O evento irá proporcionar aos interessados em Artes Visuais uma conversa sobre a produção da artista e a realização da obra, uma instalação composta por um grande tear manual, um tapete vermelho e fios que atravessam o espaço do museu até alcançar a Lagoa da Pampulha. A atividade é gratuita.

A exposição “Mais dia, menos noite” integra o projeto Arte Contemporânea no MAP, criado em 2002 com o intuito de promover e fomentar as Artes Visuais em Belo Horizonte, apresentando obras que estabelecem uma relação com o espaço arquitetônico do Museu e sua paisagem. Letícia Schirm, Diretora de Museus, comenta que “a instalação se integra de maneira interessante ao edifício tombado e a paisagem da Pampulha, podendo inclusive ser vista à distância, especialmente da Casa do Baile, pelos visitantes”.

Tatiana Blass, artista de consolidada carreira, participou de importantes mostras nacionais e internacionais. Seu trabalho explora linguagens diversas em pintura, vídeo, instalação e objetos. Nascida em São Paulo, hoje vive e trabalha em Belo Horizonte. Ela apresenta no MAP uma instalação composta por um tear manual, posicionado no salão nobre do Museu, dando forma a um extenso tapete, que acompanha o visitante na sua caminhada dentro do edifício e se desfaz até atingir os jardins e a Lagoa da Pampulha. O emaranhado de fios vermelhos sobrepõe-se aos materiais nobres e frios do interior do prédio e ao verde da paisagem, forrando o espaço e provocando o seu olhar durante a visita.

Relacionando o mito de Penélope com a história do edifício do MAP – concebido na década de 1940 para ser um cassino – a instalação criada por Tatiana Blass traz à tona a simbologia do tapete vermelho, intimamente ligada ao poder e ao luxo. Segundo o mito, após um ano de casado, Odisseu deixa Penélope e parte para a guerra de Tróia. Vinte anos depois, sem notícias, Penélope passa a ser assediada por novos pretendentes, e assume o compromisso de escolher um novo marido quando terminasse de tecer uma mortalha para o pai de Odisseu. Durante o dia, ela tecia; durante a noite, desmanchava seu trabalho na tentativa de enganar o tempo e iludir seus pretendentes, aguardando a volta de seu amado. As ideias de suspensão do tempo e de espera, assim como de deslocamento da realidade que desafia a nossa percepção, estão presentes na instalação.

Foto: Piero Davila

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