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Startup não é mais coisa do futuro. É pra já!

Negócios no Brasil precisam encontrar formas modernas de se pensar o futuro

Desde o advento da nova economia, termo criado nos anos 2000 para falar da migração da economia do mundo industrial para a área de serviços, sobretudo os de base tecnológica, vemos que o tema gestão de negócios inovadores não se mistura com os modelos de negócios das empresas mais tradicionais.

“É como se fossem bichos diferentes. Observamos que algumas empresas mais tradicionais utilizam em suas estratégias, ferramentas como Porter, Ballanced Score Card - BSC, gestão por resultados, gestão por competências, gestão de projetos baseado em PMBOK, e por aí vai. Observamos ainda que as empresas mais inovadoras que usam aspectos mais ligados a nova economia, ou startups, se organizam em métodos mais modernos difundidos no Silicon Valley, onde se destacam lean startup, OKRs, agile, etc.” explica Roque Almeida, da Smart Consultoria. “Tem também as empresas que tentam misturar tudo isso, mas sem grandes reflexões técnicas e constroem uma miscelânia de coisas, sem muita articulação entre as coisas”, completa.

Designs organizacionais esquizofrênicos tentando usar estrutura matricial em empresas não maduras, encontrando áreas funcionais antigas que criam mais desordem do que ordem. Mas e aí, será que é possível criar um caminho novo, usando o que está disponível e experimentando o que há de melhor para reinventarmos as empresas agora?

“Recorrendo tanto a literatura de negócios ou mesmo à ciência nos artigos científicos, me parece que estamos no exato momento de criar um caminho que use com coordenação tudo isso”, conta Roque. “Gosto da definição de que uma startup seria algo como uma instituição humana projetada para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza. Considerando o que o mundo está vivendo agora, e os desafios de reinventar todos os negócios neste novo mundo, talvez tenhamos que transformar todas as empresas em startups”.

 Mas calma, ele não está sugerindo que negócios sejam abandonados e que se criem outros Facebooks ou Ubers. O sentido é de buscar um caminho de inovação que proporcione avanços criativos mesmo se o negócio for regional ou até local.

O livro Startup Enxuta (Lean Startup), de Eric Ries de 2011, já organizava bem a ideia do que seriam os processos para se chegar a isto. E o que poderíamos trazer desses conceitos para usarmos em qualquer negócio?  O primeiro deles é o conceito do significado da palavra lean, que seria algo como evitar toda a forma de desperdício que fosse possível, sobretudo de dinheiro e tempo. Nesse sentido, de uma forma bem direta, o que o cliente não vê, não tem importância.

Outro desafio para esta migração de sua empresa para se tornar uma startup, é que é preciso criar a tal cultura do que o erro é permitido para promover ambiente de inovação. Para se permitir o erro, que é parte fundamental dos testes e das experimentações, sem a cultura do medo, é fundamental ter gente em alto nível, e uma aparente paradoxal intolerância a incompetência. Assim é possível aprender com o erro, e não apenas colecioná-los.

“É preciso adaptar os modelos mais modernos por serem da criação da experiencia e do teste, criando empresas mais leves, fluidas, sem firulas, que estão dispostas a experimentar, entregando honestamente sua proposta de valor para as pessoas” conclui Roque.

Roque Almeida: Formado em Administração pela UFMG e MBA em Gestão em Finanças e Gestão de Projetos por instituições como Fundação Dom Cabral e IETEC, se especializou em Inovação na University British Columbia em Vancouver. Tem uma carreira de 25 anos, onde atuou em grandes organizações notadamente em cargos executivos. É fundador e sócio da Smart Inteligência Empresarial, empresa que entregou mais de 530 projetos nesses últimos 10 anos. É conselheiro de empresas, e atua também como professor universitário nas áreas de finanças, empreendedorismo, planejamento e planos de negócios.

Foto: Divulgação

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