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Academia Mineira de Letras realiza palestra “Dom Oscar de Oliveira, o criador de museus sacros”, com o jornalista J.D Vital

DIA 10 DE AGOSTO, ÀS 17H, PELO PROGRAMA UNIVERSIDADE LIVRE

A Academia Mineira de Letras realiza na quinta-feira (10), às 17h, a palestra “Dom Oscar de Oliveira, o criador de museus sacros”, em homenagem aos 20 anos de falecimento do acadêmico, ministrada pelo jornalista J.D Vital. O evento faz parte do programa Universidade Livre, realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH, por meio do incentivo fiscal de mais de 4,5 mil médicos cooperados e colaboradores. A AML integra o Circuito Liberdade.

J.D Vital aborda como centenas de partituras musicais do período barroco mineiro foram recolhidas nas paróquias da arquidiocese de Mariana e salvas da destruição, graças à iniciativa do arcebispo. Segundo o pesquisador Curt Lange, em muitas destas partituras era utilizado papel de embrulho.

Dom Oscar de Oliveira nasceu em Entre Rios de Minas em 1912 e faleceu na mesma cidade em 1997. Estudou no Grupo Escolar Ribeiro de Oliveira e depois foi para o Seminário de Mariana, onde estudou três anos de Teologia. Em 1933, foi para Roma onde cursou Direito Canônico na Pontifícia Universidade Gregoriana e se tornou o primeiro doutor em Direito Canônico do Pio Brasileiro, em 1938.

Tornou-se padre em 1935, aos 23 anos. Quando retornou ao Brasil, foi professor de História da Igreja, Apologética Especializada, Patrologia e Direito Canônico no Seminário de Mariana. Foi também, de 1945 a 1949, Diretor Arquidiocesano da Obra da Propagação da Fé.

Após exercer intenso apostolado, aos 75 anos, encaminhou seu pedido de renúncia a Roma, devido ao limite de idade, e então recebeu o título de Arcebispo Emérito. Foi também membro da Academia Mineira de Letras, ocupando a cadeira de número 27.

Sobre o conferencista:

J.D. Vital é jornalista graduado em Filosofia e em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais. Trabalhou para os jornais “O Globo” e “O Estado de São Paulo”. Lecionou “História do Pensamento Contemporâneo” e “Técnicas de Jornalismo Impresso” na Faculdade de Comunicação da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Em 1982, chefiou a campanha eleitoral do PMDB que resultou na eleição de Tancredo Neves para o Governo de Minas e, posteriormente, à Presidência da República.

Foi chefe da Assessoria de Imprensa e Relações Públicas de dois governadores mineiros – Tancredo Neves e Hélio Garcia.Comandou, durante alguns anos, o programa de entrevistas GENTE DE OPINIÃO na TV Manchete e foi comentarista da Rádio Alvorada, em Belo Horizonte. É membro da Associação dos Amigos do Museu da Inconfidência de Ouro Preto, da Fundação de Educação Artística e do Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte. Até dezembro de 2010, presidiu a Banda de Música Santa Cecília de Barão de Cocais.

É autor dos livros “Quem calçará as sandálias do Pescador?”, sobre a sucessão do papa João Paulo II, e de “Como se faz um bispo, segundo o alto e o baixo clero”. Recentemente, lançou outro livro "A revoada dos anjos de Minas" sobre o fechamento do Seminário Maior de Mariana.

Foto: Divulgação

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