Notícias

Turnê brasileira 2019 do Grupo Corpo apresenta a inédita GIL, com música especialmente composta por Gilberto Gil. Na dobradinha, Sete ou Oito Peças para um Ballet (1994), trilha de Philip Glass/Uakti

Como em todas as criações do coreógrafo Rodrigo Pederneiras, os movimentos do novo balé, GIL, nasceram da música. Mas a trilha engendrada por Gilberto Gil para o novo espetáculo doGrupo Corpo, a convite do diretor artístico Paulo Pederneiras, chegou trazendo um paradoxal desafio ao coreógrafo: ali estavam, juntos e indissociáveis, o conhecido e amado Gilberto Gil... e um compositor inteiramente novo. “Era um Gil que eu não conhecia e, ao mesmo tempo, o Gil de quem sou tiete desde que ouvi sua música pela primeira vez”, diz Rodrigo. A solução do paradoxo – fenomenal síntese – sobe à cena a partir de 7 de agosto, estreia nacional do novo espetáculo no Teatro Alfa, em São Paulo, seguindo para Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

A fagulha inicial para erguer a coreografia veio, então, de fora da música – um gesto inicial, buscado no candomblé. “Gil é filho de Xangô e usei como ponto de partida o movimento associado à presença do orixá: uma das mãos do bailarino bate no peito e a outra, nas costas”, conta o coreógrafo. “E assim o balé começou a se construir”.

A “riquíssima trilha”, nas palavras de Rodrigo, se traduziu nos duos, trios e conjuntos que se alinham e desarmam, nos uníssonos e contrapontos gestuais, peças sempre renovadas do vocabulário marcante do coreógrafo. Mas GIL não tem o clássico momento do pas-de-deux, “A trilha não traz o tradicional adágio, a parte mais lenta da música, onde frequentemente está opas-de-deux”. Curiosamente, a única criação de Rodrigo que também não tem o clássico dueto é Sete ou Oito peças para um Ballet, o programa complementar.

As muitas singularidades de GIL, a bem da verdade, já haviam começado na proposta de Paulo Pederneiras ao compositor. “Gil sempre esteve no nosso radar”, diz o diretor artístico. “Na primeira conversa, já me veio a ideia de sugerir que a coreografia se chamasse GIL. Normalmente o músico tem liberdade total – e agora não foi diferente – mas a sugestão que se debruçasse sobre a própria obra se consolidou naquele momento. E GIL se inscreve, então, entre os compositores que dão nome a coreografias do Grupo Corpo - já tínhamos feito essa homenagem aBach, Nazareth e Lecuona”.

Foto: Divulgação

Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.