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Exposição “O cinema da transição espanhola em 20 cartazes” retrata cartazes sobre a participação ativa do cinema nas mudanças que ocorreram no país

Exposição realizada no MIS Santa Tereza, tem apoio do Instituto Cervantes de Belo Horizonte e permanece em cartaz até 1º de setembro

Está em cartaz até o dia 1º de setembro, no MIS – Santa Tereza, a exposição “O cinema da transição em 20 cartazes”. Com entrada franca e apoio do Instituto Cervantes de Belo Horizonte, a exposição, que tem a curadoria da historiadora Laura Gomes Vaquero, pretende retratar a participação ativa do cinema nas mudanças que ocorreram na Espanha, durante os anos da Transição (1974-1982). A exposição tem como objetivo oferecer um olhar sobre um dos momentos mais importantes da história do cinema espanhol, o momento político entre o final da ditadura de Franco e o início da democracia na Espanha. O projeto tem como objetivo oferecer um olhar sobre um dos momentos mais importantes da história do cinema espanhol, o momento político entre o final da ditadura de Franco e o início da democracia na Espanha. O projeto dialoga com a cena política contemporânea mundial e traz um ambiente de reflexão crítica ao observador. A entrada é gratuita.

os anos da Transição na Espanha (1974-1982), o cinema participou ativamente das mudanças ocorridas no país. Sabia, de uma maneira especial, capturar os vários estados de uma sociedade que enfrentava privações de liberdade, amnésia coletiva e um futuro incerto, mas esperançoso. A exposição de cartazes de cinema busca reviver este momento crucial da história do cinema espanhol. Os temas retratados passam pela então revisão do passado recente, principalmente em relação à Guerra Civil (1936-1939) e ditadura, além da retomada da liberdade de expressão, diretamente ligada à retratação de questões políticas e de gênero no cinema.Entre os cartazes exibidos estão peças dos filmes Canciones para después de una guerra (Basilio Martín Patiño), El crimen de Cuenca (Pilar Miró), Rocío (Fernando Ruiz Vergara), El espíritu de la colmena (Víctor Erice), El desencanto (Jaime Chávarri) e Canet Rock (Francesc Bellmunt), entre outros. Informações para o público pelo telefone (31) 3277-4699. A exposição já passou por Salvador, São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife e Brasília.

Despertar social

O cinema conseguiu captar, de forma especial, os diversos estados de uma sociedade marcada por um passado severo, um presente instável e um futuro incerto. Inúmeros filmes promoveram uma revisão do recente passado, desde perspectivas inovadoras, principalmente da Guerra Civil (1936-1939) e da ditadura. Outros, ao contrário, abordaram questões atuais referentes à política, gênero e, claro, à recém estreada liberdade de expressão, cuja materialização mais direta (e superficial) ocorreu através dos filmes que, durante um breve período, foram classificadas como soft-core porn. O cinema da época foi, definitivamente, um veículo para sentir a sociedade que despertava após décadas de silenciamento e repressão. E o fez mostrando faces muito diversas: desde o conservadorismo de determinadas das chamadas “comédias sexis” até o tom punk dos primeiros filmes do Pedro Almodóvar: passando pela prática da livre expressão dos documentários e cinematografia militante, assim como pelo protagonismo que se deu a uma juventude que até então permanecia periférica, através do formato de cinema conhecido como quinquim.

Foto: Ricardo Laf

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