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Diagnóstico socioeconômico do audiovisual mineiro será lançado nesta quinta-feira e destaca o crescimento do setor nos últimos 10 anos

Evento acontecerá no Sebrae e terá a presença de Débora Ivanov, ex-diretora da Agência Nacional de Cinema

Os prêmios recebidos em importantes festivais de cinema no mundo são apenas a ponta do iceberg de um setor audiovisual que, nos últimos dez anos, experimentou um período de grande crescimento em Minas Gerais. Em Belo Horizonte, onde está a maior parte das empresas no Estado, o incremento no período de 2014 a 2021 foi de 110,71%, muito superior aos números de expansão no Brasil (30,72%).

Esses dados constam do Diagnóstico Socioeconômico do Audiovisual Mineiro, que será lançado nesta quinta-feira (28 de julho), às 9 horas, no auditório do Sebrae, em Belo Horizonte, com a presença de Débora Ivanov, ex-diretora da Agência Nacional de Cinema (Ancine). O levantamento foi realizado pela ONG Contato e pelo Sebrae Minas, em parceria com a Faculdade de Ciência Econômicas (Face) da UFMG.

“Queremos, com este estudo, destacar a relevância do setor audiovisual para a economia do Brasil e de Minas Gerais, por meio de informações que possibilitem compreender melhor o mercado, seus desafios e oportunidades. A iniciativa faz parte das ações do Sebrae Minas para fortalecer o audiovisual mineiro e fomentar a criação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento dos pequenos negócios do setor e a geração de emprego e renda”, afirma o superintendente do Sebrae Minas, Afonso Maria Rocha.

O mapeamento levantou e analisou dados econômicos oriundos de instituições como Receita Federal, IBGE e Ministério do Trabalho e da Previdência, o que permitiu entender o impacto do audiovisual mineiro na geração de emprego e renda. A pesquisa mostrou que, em 2021, havia 5.992 empresas em funcionamento no Estado, distribuídas em atividades como produção, exibição e pós-produção.

O diagnóstico aponta que, em relação à mão-de-obra, a capital mineira vivenciou um aumento superior a cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e Brasília. O crescimento em Belo Horizonte foi de 107,89%, ocupando o segundo posto no ranking nacional, atrás apenas de Porto Alegre, que alcançou 148,49%. Números que superaram o momento de desaceleração provocada pela pandemia e pela instabilidade econômica.

“Nossa intenção com este diagnóstico foi trazer à tona elementos de base econômica para uma maior compreensão sobre a atividade audiovisual e cinematográfica de Minas Gerais. A pesquisa deixa evidente a importância que tem o Estado, em especial Belo Horizonte, como importante polo de produção do setor no país”, observa Helder Quiroga, coordenador da ONG Contato.

“A Fundação BAUMINAS procura ampliar a sua contribuição para a democratização da cultura e por isso se orgulha de participar deste projeto visando estimular produções e projetos mais assertivos no âmbito do cinema e audiovisual da nossa região.” completa Andréia Bissoli – Presidente da Fundação BAUMINAS, parceira da ONG Contato.

O documento, que poderá ser acessado no site da ONG Contato, também mostra que o perfil de pessoas vinculadas à área audiovisual é predominantemente masculino, branco, com faixa etária na casa dos 30 anos e elevada escolaridade, quando comparado ao mercado de trabalho como um todo. A expectativa é que os dados possam ajudar a criar diretrizes de maior acesso e fomento para uma área que se transformou numa grande força econômica no mundo.

Serviço: Lançamento do Diagnóstico Socioeconômico do Audiovisual em Minas Gerais
Local - Sede do Sebrae em Minas Gerais – Av. Barão Homem de Melo 329
Data - 28 de julho (quinta-feira)
Horário - 9 horas
Participação especial - Débora Ivanov: www.ongcontato.com.br

Foto: Divulgação

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