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Cartazes das 50 edições do Festival de Inverno da UFMG estão em exposição no Centro Cultural UFMG

Com curadoria do professor da Escola de Belas Artes da UFMG, Fabrício Fernandino, a mostra Festival de Inverno da UFMG: 50 anos de arte, cultura e conhecimento está em cartaz no Centro Cultural da UFMG

1967 a 1979

O que motivou a criação do Festival, em 1967, foi a iniciativa de alguns professores da Fundação de Educação Artística de Belo Horizonte e da Escola de Belas-Artes da UFMG em abrir um espaço de dialogo do artista, da arte e dos processos criativos com a população e com a cidade de Ouro Preto. Frente ao sucesso da iniciativa e da favorável acolhida da maioria da população de Ouro Preto, o Festival passou a ser um evento de extensão universitária, promotor da arte e da cultura extramuros da universidade. Sobretudo a arte em sua prática e por sua natureza intrínseca, tem a liberdade como a base de toda sua fundamentação. Sob a bandeira dessa liberdade, o Festival passou a ser um espaço livre para a expressão artística tornando um terreno favorável para a disseminação de ideias do movimento da contracultura durante os mais duros anos da ditadura militar. Essa liberdade ou tolerância vigiada durou até 1979, período em que a sede do Festival foi em Ouro Preto, e acontecendo também em outras cidades do interior e em Belo Horizonte.

1980 a 1992

Em 1980, por problemas de ordem politica envolvendo a Fundação Nacional de Arte-Funarte, a UFMG e os produtores, o Festival não teve condições de ser realizado. Contornada a crise e os descontentamentos gerados em 1980, o Festival inicia sua fase itinerante. Foi transferido para Diamantina, em 1981, adquirindo um caráter mais lírico e poético, buscando, na pesquisa de campo, um novo patamar evolutivo. Com o desencadeamento de outra grave crise politica, em 1984, uma greve envolvendo todas as universidades públicas impediu a realização do projeto naquele ano. Superado o impasse, foi retomada sua programação em 1985, e ainda por mais um ano, o Festival aconteceu em Diamantina. A partir de 1986 foi transferido para Sao Joao Del Rei, onde permaneceu por dois anos. Em 1988 foi realizado em Poços de Caldas e a partir de 1989 veio para Belo Horizonte, ficando ate 1992.

1993 a 1999

O Festival de Inverno da UFMG cresceu em conceito, em densidade e reconhecimento, retornando em 1993 a Ouro Preto, sua cidade de origem, ficando ate 1999. Nesse período adquiriu grandes proporções, pelo volume de cursos ofertados, pelos grandes eventos de rua e pela massiva frequência de publico. Apos sete anos em Ouro Preto, novos rumos tornaram-se necessários.

2000 a 2010

Com o objetivo de buscar uma linha de frente para a produção artística contemporânea, o Festival de Inverno da UFMG transfere-se novamente, em 2000, para Diamantina, época do seu tombamento como Patrimônio Cultural da Humanidade. Um momento fértil e criativo num espaço de rara beleza. A partir de toda experiência adquirida, em mais de 30 anos, e indiscutível que o Festival de Inverno se consolida como um espaço privilegiado para a pesquisa, a experimentaçao e a ousadia criativa. Inicia-se, em 2000, uma estratégia de grande reformulação conceitual. Com objetivos de continuar a conquistar patamares diferenciados para a produção e o pensamento da arte, arquiteta-se um projeto para o Festival de Inverno mais voltado para o aprofundamento na pesquisa das novas linguagens artísticas. Propostas de vanguarda que se mantém até 2011. Em 2012, novamente o Festival muda o direcionamento conceitual do evento, voltando suas ações para atividades de caráter social e inclusivo. O Festival permanece ainda em Diamantina ate 2013, sendo transferido para Belo Horizonte em 2014.

2011 a 2018
Nos últimos quatro anos, de 2014 a 2018, o eixo conceitual que tem direcionado o Festival de Inverno da UFMG tem sido a busca de uma aproximação da Universidade com a comunidade de Belo Horizonte, abrindo ainda mais os espaços para as atividades culturais periféricas, a inclusão social e a democratizaçao ao acesso e participação do publico. Aproximar a academia ainda mais da sociedade, eliminar as fronteiras e trocar experiências tem sido a tônica do Festival, tudo isto propiciado pela arte e pela ação cultural.

“Nesses mais de 50 anos do Festival de Inverno promovendo a arte e o conhecimento sensível e humano, está sendo escrita uma importante página na historia do cenário cultural brasileiro”, comemora o professor da Escola de Belas Artes e curador da exposição, Fabricio Fernandino.

 

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