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A.Mostra-LAB realiza sua 7ª edição de 01 a 12 de agosto no Espaço Aberto Pierrot Lunar em BH com trabalhos do Brasil e exterior
Com formato de cenas curtas até 15 minutos em teatro, dança e performance, festival amplia número de dias, apresentações e estabelece caráter internacional com o Corredor Latino-Americano de Teatro
O Espaço Aberto Pierrot Lunar (rua Ipiranga, 137 - Floresta) recebe entre os dias 01 e 12 de agosto a 7ª edição da Mostra-LAB. O festival de cenas de curta duração, de até 15 minutos, tem ingressos R$10 (inteira) e R$5 (meia), à venda na bilheteria do local. O evento contará com 12 dias de mostra, 45 experimentações curtas, 12 bate papos, 42 cenas nacionais e três internacionais. A partir de uma parceria com o Corredor Latino-Americano de Teatro e abertura a inscrições de trabalhos do exterior, a iniciativa amplia seu olhar internacional, com representantes de Belo Horizonte, São João Del Rei, Betim, Rio de Janeiro, das cidades argentinas de Rosário e Corrientes e do País Basco.
Pela primeira o evento terá sessões com tradução simultânea em Libras. Além disso, os tradicionais debates após as apresentações serão expandidos em mesas-redondas entre articuladores culturais mineiros, possibilitando um encontro inédito e frutífero para a construção de possíveis novas mobilizações culturais e fortalecendo também as já existentes.
Realizada pela primeira vez em 2012, A-Mostra.LAB vem se consolidando na cena artística de Belo Horizonte, nacional e internacional - o festival abre espaço a experimentações curtas, que podem transitar entre teatro, dança, performance e outras artes. "Com um processo de participação aberto, simples, horizontal e sem curadoria, ela permite que novos artistas mostrem seus trabalhos e artistas estabelecidos explorem novas possibilidades, dando visibilidade para obras que de outra forma não chegariam ao público", afirma o coordenador geral do evento, Igor Ayres.
A atual edição tem buscado resgatar os conceitos iniciais de criação da A-Mostra, no sentido de desburocratizar os processos, com inexistência de curadoria, estimulando experimentação livre, de caráter marginal/urbano e ruído, além de aumentar a troca e diálogo entre os participantes. Com ampliação do formato em relação à última edição, realizada em 2016, A.Mostra-LAB espera receber um público de cerca de 1.500 pessoas - historicamente o festival tem casa com carga de ingressos praticamente esgotados todos os dias.
Histórico
Com coragem e muito desejo de troca, a A-Mostra.lab surgiu em 2012 como um projeto que buscava dar voz para a criação e a experimentação em Artes Cênicas para jovens artistas que não se sentiam contemplados pelo espaço de cenas curtas em Belo Horizonte. Sem patrocínio e feito a várias mãos, o projeto teve suas duas primeiras edições abraçadas pela cidade e se consolidou como um ambiente democrático, aberto para receber com afeto seus artistas participantes, sempre com mediadores experientes para conversas abertas ao público a cada sessão. A proposta de laboratórios de criação entre coletivos participantes também aparece como mais uma possibilidade de intercâmbio, troca, diálogos, que vêm dar potência às demandas dos envolvidos e gerar novos processos, novos trabalhos.
Até a sexta edição, em 2016, foram apresentadas um total de 167 cenas curtas, vindas de várias cidades do país e vistas por milhares de pessoas. Outro destaque é a realização de momentos LAB - laboratórios de troca de experiência entre os participantes, assumindo formato diferente a cada edição. Em seis anos, o projeto já passou por palcos de teatros importantes para a cidade, como Esquyna, Espanca!, Pierrot Lunar, João Ceschiatti/Palácio das Artes e Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Em 2014 o projeto contou com o fomento do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte e realizou, dessa forma, a maior mostra de cenas curtas da América Latina, possibilitando a participação de 64 cenas, abarcando com isso diversas linguagens das artes cênicas, perpassando, sobretudo, teatro, dança e performance. Em tal ano, foram apresentados trabalhos de Minas, Rio, São Paulo e Bahia, com dois laboratórios de trocas, 16 rodas de conversa, bate-papos e trocas, mais de 150 artistas envolvidos ao longo de 17 dias, quatro espaços de BH e público de mais de mil pessoas.
Foto: Mariana Razzi.
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