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1º Festival de Inverno de Vilas e Favelas de BH
A iniciativa inédita será realizada no Alto Vera Cruz, berço de artistas como Flávio Renegado e Meninas de Sinhá
O 1º Festival de Inverno de Vilas e Favelas vai transformar o Alto Vera Cruz em um grande palco, de 19 a 27 de julho. Na programação, profissionais da cultura, educação e saúde apresentarão oficinas, palestras, shows e workshops nas mais diversas áreas. A iniciativa inédita é uma realização da Associação Arebeldia Cultural.
Durante oito dias, o festival vai promover a interação de diferentes regiões de Belo Horizonte, realizando um intercâmbio cultural entre os artistas do Alto Vera Cruz e de outras partes da cidade.
A curadoria do festival vai trabalhar com diferentes linhas de atuação. A primeira envolve o entretenimento para as famílias, com atividades artísticas e de recreação para crianças, jovens e adultos. A segunda, oficinas para o público infantil, desenvolvendo assuntos como meio ambiente, brincadeiras lúdicas, música e culinária.
Com foco na juventude, o festival também vai abordar as áreas culturais e de comunicação, por meio do incentivo ao empreendedorismo juvenil em elaboração de projetos, produção cultural, DJ, graffiti, entre outros. Por fim, a saúde, um assunto de interesse de todos, será trabalhada a partir de ações de formação e informação voltadas para a promoção do bem estar e da qualidade de vida, focando na saúde da mulher, através de oficinas de culinária, prevenção ao câncer de mama e alimentação saudável.
Como um dos objetivos do festival é deixar uma mensagem permanente aos participantes, e não ser apenas mais um evento na programação cultural de BH, duas atividades serão realizadas periodicamente no Alto Vera Cruz.
O Bikeira Cine Clube, com exibições de audiovisual, acontecerá quinzenalmente na comunidade, com realização de sessões comentadas. Na estreia, receberemos a cineasta Tata Amaral, com o filme “Trago Comigo”. E o diretor Helvécio Ratton, com o filme “Batismo de Sangue”. Ainda, Anna Muylaert estreando seu “Mãe só há uma”.
Já o Sarau da Vera tem como intenção promover um encontro mensal com poetas, músicos, escritores e interessados, sempre na segunda terça-feira do mês. Nestes encontros, serão discutidas questões sociais sob um olhar artístico, em um momento de confraternização e descontração, como um happy hour poético para cultivar novas e antigas amizades.
As atividades do 1º Festival de Inverno de Vilas e Favelas serão realizadas por voluntários. As ações acontecerão na sede da Arebeldia e em espaços públicos e comunitários no Alto Vera Cruz. Serão 12 oficinas, 6 shows, espetáculo teatral com o Grupo do Beco, 8 exibições de filmes, shows de artistas locais, entre eles Rafael Dias e Marina Machado. A abertura acontecerá com o cortejo do Tambor Mineiro com Maurício Tizumba e Titane.
Sobre a Associação Arebeldia Cultural
Idealizada por Flávio Renegado e Danusa Carvalho, a Associação Arebeldia nasceu do desejo de atuar no contexto sociocultural e nas lutas comunitárias do Alto Vera Cruz, por meio de uma iniciativa que eles entendem muito bem, a cultura.
Atuando de forma independente e com parceiros voluntários desde sua fundação, em 2010, a entidade desenvolve ações de fomento à arte e à cultura na comunidade, em presídios, em oficinas, debates e palestras pelo interior do estado. O principal objetivo da ONG é gerar oportunidades de acesso, socialização e profissionalização, canalizando a rebeldia de adolescentes e jovens para a formação humana através da arte e da cultura.
Em maio deste ano, a Arebeldia inaugurou sua sede provisória no Alto Vera Cruz, onde está finalizando um diagnóstico local para iniciar ações mais pontuais e permanentes de formação e desenvolvimento. A divulgação do resultado está prevista para o mês de agosto.
Sobre o Alto Vera Cruz
Localizado na regional leste de BH, a comunidade do Alto Vera Cruz sempre mostrou a sua forte atuação cultural por meio de mobilização para a realização de festas juninas, forrós, gafieiras, encontros de sanfonas e grupos de Congado, independente de todos os problemas enfrentados pelo aglomerado. Entre eles, ausência de saneamento básico, moradia precária, violência, entre outros.
A população local encontrou nas manifestações culturais a sua vocação para as lutas sociais. E assim, em 1970, nasceu o Grupo de Dança Afro e o Grupo de Teatro da Terceira Idade. Na década de 1980, já havia mais de 10 grupos culturais de forte expressão em toda cidade, além de artistas independentes, como Flávio Renegado, Robson Batata e Meninas de Sinhá.
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