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Poesia ajuda na conscientização sobre vacinação

Diversas campanhas e manifestações públicas vêm sendo realizadas na tentativa de invocar o público para a imunização gratuita

Já dizia o poeta e escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900), em seu romance “O Retrato de Dorian Gray”, que “a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida”. Pra quem duvida, é só fazer uma pesquisa: encontre um filme de ficção ou suspense produzido há mais de 2 anos, que conte a história de um personagem que tenta controlar uma doença super contagiosa e de alto risco para a humanidade. Achou? Ponto para Wilde!

Nesse jogo de imitações, arte e vida conseguem se misturar de tal maneira que dão resultados incrivelmente inovadores, formando uma simbiose que transcende para o palco da vida, mas com encantos, com aquele tempero que só a arte pode proporcionar. É quando, afinal, a vida se converte numa poesia em estado puro.

Nessa pandemia, muitas pessoas decidiram se posicionar contra as vacinas disponíveis, e tantas outras, sem perceber, sabotam não só os imunizantes do Coronavírus como também de outras doenças. Diversas campanhas e manifestações públicas vêm sendo realizadas na tentativa de invocar o público para a imunização gratuita dessas enfermidades, como gripe, coqueluche, cólera, tétano, poliomielite, entre outras.

É o preço da superexposição da Covid-19. E em meio ao cenário caótico, em que outras doenças ganham espaço sem ser percebidas, eis que surge uma flor. A poesia entra em cena e proporciona mais um ingrediente na luta pela vida. Foi assim que subiu a esse palco da realidade o poeta cearense Bráulio Bessa, que faz do cordel seu cartão de visitas. A convite da Maximune, clínica de Belo Horizonte especializada em vacinação, o artista topou o desafio de colocar sua poesia a serviço da saúde.

“A poesia não toca só o coração. Ela pode tocar também o braço. É como um abraço em forma de ação”, sugere Cláudia Murta, infectologista e responsável técnica da empresa. Ao brincar com os versos, ela admite que não é lá seu forte, mas que está encontrando no colorido mundo da arte a força para a conscientização popular.

“As pessoas conseguem se desarmar, ficar mais leves e sensíveis diante de uma arte. A estratégia foi mudar a retórica. Deixar o tema da doença, da concorrência de imunizantes e dos alertas de lado e mostrar que vacinação é um gesto de amor a si e ao próximo”, conta a profissional da Maximune.

A ideia da empresa é explorar o vídeo gravado por Bráulio Bessa nas suas campanhas de vacinação, mostrando que a conscientização pode ser um gesto de amor à vida.

Se a vida imita mesmo a arte, por que não recorrer a um dos versos do cordelista para nos mantermos sonhando com um futuro sem doenças? Como diz o próprio Bráulio Bessa, “ah, se houvesse vacina pra tudo que nos faz mal!”

 

A poesia de Bráulio Bessa para a Maximune:

“Nesses tempos de anseios informação é poder,

e a poesia também pode nos esclarecer

Tenho dito que ela abraça, e hoje volto a dizer!

 

Digo mais, e peço assim, toda sua atenção

pra lembrar de algo que te deu muita proteção

Quero falar das vacinas e seu poder de ação!

 

Você e eu bem sabemos, mas não custa relembrar

Logo que nasce um bebê, os pais vão lhe vacinar

Pra proteger das doenças que possam lhe afetar

 

E a famosa marquinha no braço se eterniza,

uma marca de amor – cuidado que imuniza

Vacinar de certo é proteger a quem precisa

 

Vacinas salvam vidas, a história registrou

E a ciência incansável foi quem nos propiciou

Descobertas e avanços que a milhares salvou

 

Ah, se houvesse vacina pra tudo que nos faz mal!

Tristeza, fome, mentira, diferença social

O mundo ia florescer, o amor prevalecer, e a paz reinar afinal!

 

O jeito é se cuidar, atualizar seu cartão,

ficar atento às datas de cada vacinação

Não descuidar e prezar sempre pela prevenção!

 

Foto: Reprodução 

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