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“Frida Kahlo a Deusa Tehuana”, monólogo livremente inspirado no diário e na obra da pintora mexicana, estreia em BH no próximo sábado
Belo Horizonte recebe, para uma curta temporada de três semanas, o monólogo “Frida Kahlo – a Deusa Tehuana”. Com direção de Luiz Antônio Rocha e atuação de Rose Germano, o espetáculo foi sucesso de público e crítica em cinco temporadas só no Rio de Janeiro e teve reconhecimento internacional com destaque no principal Jornal do México, El Universal, e na TV Mexicana.
Diretor de extrema sensibilidade e colecionador de sucessos em espetáculos como “Uma Loira na Lua”, “Eu te Darei o Céu” e “Brimas” indicado ao prêmio Shell de melhor texto e ganhador de dois Prêmios Mambembe, Luiz Antonio Rocha em “Frida Kahlo a Deusa Tehuana” desconstrói o mito para falar da mulher, da importância de reinventar eternamente o espaço que ela ocupa no mundo, da necessidade de refletir sobre o amor, a arte e as escolhas que faz ao longo da vida.
Atriz com formação em artes cênicas pela UNIRIO e cinema pela Universidade Estácio de Sá, Rose Germano sempre aprofundou a sua arte e conduzi-la para um teatro de referências. Mergulhou no universo de Shakespeare, Brecht, Plauto, mas foi em “Frida Kahlo a Deusa Tehuana” que a atriz encontrou o seu grande desafio.
Ao falar sobre o que a inspirou a viver Frida Kahlo no teatro, Rose Germano comenta que “há uma similaridade entre as culturas mexicana e brasileira, especificamente a nordestina, em que estão as minhas raízes.” E sobre porque reviver Frida hoje, Rose diz que “a importância de reviver essa história está na autenticidade da mulher à frente do nosso tempo. Frida é a desmedida das coisas, está fora dos padrões estabelecidos. Viver Frida é encarar a vida e a morte com a mesma grandeza”.
“Tudo o que é óbvio sobre Frida, eu excluí da dramaturgia. Queria justamente algo que não estivesse nos registros oficiais da história, que mergulhasse no sentimento mais profundo de uma mulher que queria ser mãe e não conseguiu, que era frágil e, ao mesmo tempo, forte e determinada. Colocamos o inédito, o que as pessoas sequer imaginam, como a sua relação com os médicos e a descoberta da colecionadora de arte Dolores Olmedo”, adianta Luiz Antonio Rocha, que também assina a dramaturgia ao lado de Rose Germano. “No espetáculo, desconstruímos o mito, construindo uma Frida humana, bem diferente da figura pop na qual foi transformada pela grande mídia no mundo inteiro”, conclui o diretor.
A montagem do espetáculo foi longa e incluiu uma viagem ao México, na qual Luiz Antonio Rocha encontrou a Frida que queria montar: a pintora que transformou a dor em arte estava despida para dar vida à deusa tehuana. Na cidade de Oaxaca, o diretor comprou todas as peças que compõem o figurino do espetáculo. Elas são autênticas, conseguidas em antiquários e artesãos indígenas.
A peça abre com o prólogo de Dolores Olmedo Patiño, marchand que possui a maior coleção de Frida Kahlo e Diego Rivera no mundo. Responsável por preservar e difundir o acervo do casal. Dolores e Frida nunca foram amigas. São duas mulheres apaixonadas pelo mesmo homem, uma colecionadora de arte e a outra é a expressão da própria arte.
No final do espetáculo, haverá um bate papo com o público. No sábado, a convidada é a psicanalista Bellkiss Pandiá Guimarães e no domingo a coach Cristiane Ferreira.
Ficha Técnica
Dramaturgia: Luiz Antonio Rocha e Rose Germano
Encenação: Luiz Antonio Rocha
Atuação: Rose Germano
Músico: Eduardo Torres
Iluminação: Aurélio de Simoni
Operador de Luz e Som: Alexandre Holcim
Cenário, Figurinos e Direção de Arte: Eduardo Albini
Trilha Sonora: Marcio Tinoco
Direção de Movimento: Norberto Presta
Fotos: Renato Mangolin e Carlos Cabéra
Assessoria de Imprensa: Luciana Rocha
Realização: Espaço Cênico Produções Artísticas
Sinopse
Monólogo livremente inspirado no diário e na obra da artista mexicana Frida Kahlo; fragmentos da vida e do pensamento de uma mulher à frente do seu tempo.
Foto: Renato Mangolin
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